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Ao decidir contratar crédito, é comum considerar algumas modalidades, como empréstimo com garantia e refinanciamento. Saiba quais são as diferenças e quando escolher.
por Cibele Cardoso
Atualizado em 8 de julho, 2026
Neste guia, você vai encontrar:
Empréstimo com garantia e refinanciamento costumam aparecer juntos nas buscas sobre crédito, mas não são a mesma operação. A confusão é maior do que parece, no mercado, é comum que instituições utilizem ambos os termos para produtos semelhantes, especialmente quando o crédito usa um imóvel ou veículo como garantia.
O que separa as modalidades não é o nome escolhido pela instituição, mas se você precisa de dinheiro novo ou apenas de uma dívida mais barata. Este artigo evidencia a diferença entre as operações, quando cada uma faz mais sentido e como comparar as taxas antes de decidir.
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Empréstimo com garantia é uma operação de crédito nova: você oferece um imóvel ou veículo, quitado ou parcialmente financiado, como garantia e recebe dinheiro para usar como quiser, sem prestar contas do destino.
Refinanciamento é um termo utilizado pelo mercado para diferentes operações de crédito. Dependendo da instituição, pode significar a renegociação de um financiamento existente, a contratação de um novo empréstimo utilizando um bem como garantia ou até mesmo uma operação com liberação de recursos adicionais (o chamado “troco”). Por isso, é importante entender como cada instituição utiliza essa nomenclatura antes de comparar propostas.
Na prática, o mercado de crédito trabalha com três operações distintas:
1. Portabilidade:
Transfere um financiamento ativo para outra instituição ou renegocia as condições atuais, sem liberar dinheiro extra.
2. Refinanciamento com troco:
Usa um bem já financiado como garantia para liberar um valor adicional, além de reorganizar a dívida original.
3. Empréstimo com garantia (home equity ou auto equity):
Cria uma operação de crédito nova, utilizando um bem quitado ou com margem disponível como garantia, sem relação direta com um financiamento anterior.
Não existe uma nomenclatura única regulada para essas operações, e cada instituição adota o termo que considera mais claro para o público. É por isso que “refinanciamento” pode significar coisas diferentes dependendo de onde você pesquisa.
Dois exemplos mostram como isso funciona na prática:
Exemplo 1. Na Creditas, o termo “refinanciamento de veículo” é utilizado para designar uma operação de crédito com garantia de veículo. Outras instituições podem ter nomenclaturas diferentes para produtos semelhantes.
Exemplo 2. O “refinanciamento de imóvel com troco” segue a mesma lógica do empréstimo com garantia de imóvel, conforme a política de cada instituição: usa o bem como garantia para entregar uma quantia extra em dinheiro.
A diferença real aparece quando o objetivo é apenas portabilidade: trocar de instituição ou de condições sem solicitar dinheiro a mais além do saldo já devido.
Empréstimo com garantia funciona melhor quando você precisa de capital novo e tem um bem com margem disponível para oferecer. Considere essa via quando:
Refinanciamento pode ser uma escolha assertiva quando o problema não é falta de dinheiro, mas o custo do contrato que você já tem. Avalie essa via quando:
A distância entre o custo de um crédito com garantia e um crédito sem garantia explica boa parte da decisão. Veja a referência:
| Modalidade | Taxa de referência | Fonte |
|---|---|---|
| Crédito pessoal sem garantia | Acima de 8% ao mês | Banco Central |
| Financiamento imobiliário (SFH) | A partir de 10% ao ano + TR | Bancos e Caixa Econômica Federal |
| Empréstimo com garantia de imóvel (Creditas) | A partir de 1,09% ao mês + IPCA | Creditas |
| Empréstimo com garantia (refinanciamento) de veículo (Creditas) | A partir de 1,49% ao mês | Creditas |
O bem em garantia reduz o risco da operação para a instituição financeira, e isso se traduz em juros menores para quem contrata. É o mesmo princípio que explica por que o financiamento imobiliário custa menos que o crédito pessoal: quem empresta tem um caminho de recuperação do valor caso o pagamento pare de acontecer.
As taxas da tabela são apenas uma referência. O custo final depende da análise de crédito, do bem oferecido em garantia e do CET da operação.
Confira | Qual banco tem menor taxa de juros para empréstimo em 2026?
Taxa nominal não conta a história inteira. Antes de assinar qualquer contrato, confirme estes pontos:
O CET (Custo Efetivo Total) reúne tarifas, seguros e outros encargos em um número só, e é o que realmente mostra o custo da operação.
Esse seguro costuma cobrir cláusulas como invalidez permanente, mas nem toda operação exige contratação. Verifique se ele é obrigatório ou opcional e se o custo já está incluído no CET antes de comparar propostas.
A alienação fiduciária é a garantia formal de que o bem pode ser retomado em caso de não pagamento. O custo do registro em cartório varia por estado e vale a pena confirmar esse valor antes de fechar negócio.
Avalie se a nova operação reduz realmente o custo total da dívida e se a parcela cabe no orçamento durante todo o contrato, não só nos primeiros meses.
O valor aprovado precisa refletir sua real capacidade de pagamento, não só o limite máximo que o bem permite.
Esses cuidados valem tanto para quem busca dinheiro novo quanto para quem só quer trocar de contrato. Após entender qual modalidade faz mais sentido para o seu objetivo, vale simular as condições disponíveis antes de contratar.
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