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A taxa de juros que aparece na propaganda não é o que você vai pagar de verdade. O Custo Efetivo Total revela o custo real de qualquer empréstimo.
por Flávia Marques
Postado em 29 de abril, 2026
Você está simulando um empréstimo. A propaganda dizia “juros de 2,8% ao mês”. Mas no contrato aparecem dois números: a taxa de juros e o custo efetivo total, com valores diferentes. Qual deles é o que você vai pagar de verdade?
O custo efetivo total, o CET, é o número que responde a essa pergunta. Ele existe exatamente para acabar com essa confusão, e qualquer instituição financeira é obrigada por lei a informá-lo antes da assinatura do contrato.
Neste artigo, você vai entender o que o CET inclui, como verificá-lo por conta própria e como utilizá-lo para comparar propostas sem ser surpreendido na hora do pagamento.
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Neste guia, você vai encontrar:
O CET é o custo total de um empréstimo expresso em taxa percentual anual. Ele reúne em um único número todos os encargos da operação: juros, IOF, tarifas bancárias e seguros. É o indicador que permite comparar duas propostas de crédito justamente, independentemente de como cada instituição estrutura suas cobranças.
A obrigação de informar o CET está estabelecida na Resolução CMN n.º 4.881/2020, do Conselho Monetário Nacional. A norma determina que toda instituição financeira deve apresentar os números ao consumidor antes da contratação, seja em simulações, propostas ou contratos. Isso significa que, se uma instituição não mostrar o custo espontaneamente, você tem o direito de solicitá-lo por escrito antes de assinar qualquer contrato.
O CET é sempre expresso em percentual ao ano (a.a.%), mesmo que o empréstimo seja de curto prazo ou que as parcelas sejam mensais. Essa padronização é o que possibilita comparar, por exemplo, o custo de um crédito pessoal com o de um financiamento imobiliário, modalidades com prazos e estruturas diferentes.
Assista ao vídeo abaixo e veja mais detalhes:
O CET reúne quatro tipos principais de cobrança: taxa de juros, IOF, tarifas bancárias e seguros. Cada um deles pode variar conforme o tipo de operação, o prazo e a instituição financeira.
Entre os encargos mais comuns estão:
As tarifas bancárias variam conforme a instituição e a modalidade. As mais comuns são a tarifa de abertura de crédito, a tarifa de registro de contrato e, quando há garantia real, a tarifa de avaliação do bem. Nem todas as instituições cobram todas elas, e essa diferença pode impactar o CET final.
O seguro prestamista, por exemplo, cobre o saldo devedor em caso de morte ou invalidez permanente. Em alguns tipos de crédito, como o financiamento imobiliário, ele é geralmente obrigatório. O custo desse seguro integra o CET e varia conforme a idade do contratante, o prazo e a instituição.
Por isso, dois empréstimos com a mesma taxa de juros podem ter CETs muito diferentes.
O CET é calculado com base na lógica da taxa interna de retorno (TIR), taxa que iguala o valor presente de todos os pagamentos ao valor efetivamente recebido pelo tomador. A fórmula completa é complexa para calcular manualmente, mas é possível verificar o CET de uma proposta utilizando a Calculadora do Cidadão do Banco Central.
O resultado desse cálculo é sempre expresso em percentual ao ano (a.a%). Na prática, o mais importante é saber que o CET já incorpora todos os encargos da operação. Se o valor apresentado pela instituição for diferente do que a calculadora indica com os mesmos dados, vale questionar antes de assinar.
De acordo com a norma do Banco Central, a instituição também deve informar como chegou ao valor do CET. A fórmula oficial envolve variáveis como prazo, datas de pagamento e todos os custos incluídos na operação.
Para ilustrar como tarifas impactam o CET, compare dois cenários com o mesmo valor e prazo, utilizando faixas médias do mercado brasileiro divulgadas pelo Banco Central:
| Cenário | Cenário A | Cenário B |
|---|---|---|
| Taxa de juros mensal | 3,5% a.m. | 2,8% a.m. |
| IOF estimado (24 meses, valor aproximado para simulação) | R$ 676,00 | R$ 676,00 |
| Tarifa de cadastro | R$ 250,00 | Não cobrada |
| Valor da parcela | R$ 1.245,46 | R$ 1.155,65 |
| Total pago em parcelas | R$ 29.890,96 | R$ 27.735,63 |
| Custo total da operação | R$ 30.816,96 | R$ 28.411,63 |
| CET ao ano | 59,3% a.a. | 44,6% a.a. |
Fonte: cálculo com base nas faixas médias do Bacen (Nota de Crédito, 2024). IOF conforme Decreto n.º 6.306/2007.
O Cenário B tem taxa de juros menor. Mas a ausência de tarifas, combinada com essa diferença, resulta em um CET 14,7 pontos percentuais menor, representando uma diferença de R$ 2.405,33 no custo total ao longo dos 24 meses. Esse é o tipo de comparação que a taxa de juros isolada não permite fazer.
Leia também | Qual banco tem menor taxa de juros para empréstimo em 2026?
A Calculadora do Cidadão, disponível no site do Banco Central do Brasil, permite verificar se o CET informado pela instituição financeira está correto.
O processo tem quatro etapas:
Se houver diferença, solicite a tabela completa com todos os componentes do CET.
A taxa de juros é a remuneração da instituição pelo capital. O CET é o custo total da operação, incluindo encargos que não aparecem na propaganda.
Comparar propostas utilizando apenas a taxa de juros é como comparar voos só pelo preço da passagem, sem considerar bagagem ou taxas adicionais. O custo final pode ser maior do que parece.
Essa diferença varia conforme a modalidade de crédito. Em três situações, ela se torna mais relevante, sendo:
No empréstimo pessoal com tarifas, a diferença entre taxa nominal e CET pode chegar a 8 a 12 pontos percentuais ao ano, dependendo dos encargos.
No crédito consignado para servidores públicos e aposentados do INSS, a regulação limita a cobrança de tarifas, o que faz com que o CET seja muito próximo da taxa de juros contratada. .
No financiamento imobiliário, o seguro habitacional é obrigatório e integra o CET. Esse custo varia conforme o perfil do contratante, especialmente idade e prazo.
Leia também | Como funciona empréstimo com garantia? Veja mitos e verdades!
O CET é o melhor indicador para comparar crédito, mas só funciona corretamente quando as condições são equivalentes. Fora disso, pode levar a conclusões equivocadas.
Um CET de 30% a.a. em 12 meses pode custar mais em reais do que um CET de 35% a.a. em 6 meses. Isso acontece porque o prazo influencia diretamente o custo total.
Mesmo com taxa menor, um empréstimo mais longo acumula mais juros ao longo do tempo. Já um prazo mais curto, mesmo com taxa maior, pode resultar em custo total menor.
Em operações com carência, os juros continuam correndo mesmo sem pagamento inicial. Como não há amortização nesse período, a dívida cresce antes mesmo da primeira parcela.
Isso aumenta o custo total, embora o início do pagamento pareça mais leve.
Na quitação antecipada, o CET do contrato não muda, já que foi calculado considerando o prazo original. Ao quitar antes, o total pago em reais diminui, já que você interrompe a cobrança de juros futuros. Para entender o novo custo, é preciso simular com base no prazo reduzido.
Para comparar propostas corretamente, utilize três critérios:
Atendidas essas condições, o menor CET indica a proposta mais barata.
Antes de contratar, você pode solicitar o CET e a tabela detalhada com todos os seus componentes. A instituição é obrigada a fornecer essas informações.
Veja as faixas típicas de CET por modalidade no Brasil (Banco Central, dados de 2025):
| Modalidade de crédito | CET típico (% a.a.) |
|---|---|
| Cartão de crédito rotativo | 438% a 451,5% |
| Crédito pessoal sem garantia | 40% a 150% |
| Crédito consignado (INSS) | Até 26% a 30% (taxa nominal de 1,85% a.m.) |
| Garantia de veículo (auto equity) | 20% a 45% |
| Garantia de imóvel (home equity) | A partir de 15% a 18% |
| Financiamento imobiliário (SFH) | 10% a 12,5% + TR |
A diferença entre essas modalidades está relacionada ao risco da operação. Quanto menor o risco para a instituição, menor tende a ser o CET.
O empréstimo com garantia de imóvel, por exemplo, costuma ter custo menor porque o imóvel reduz o risco de inadimplência. Isso permite taxas mais baixas em comparação ao crédito pessoal sem garantia.
Vale ressaltar que o imóvel dado em garantia pode ser perdido em caso de inadimplência. Avalie sua capacidade de pagamento antes de contratar.
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