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Empréstimo pessoal: o que é, como funciona e como fazer?

Entenda como funciona essa modalidade de crédito, quanto ele pode custar e o que avaliar antes de contratar.

por Cibele Cardoso

Atualizado em 27 de agosto, 2026

Empréstimo pessoal: o que é, como funciona e como fazer?

Neste guia, você vai encontrar:

Empréstimo pessoal é um crédito sem destinação específica e sem garantia, contratado em uma instituição financeira e pago em parcelas fixas. Como não há um bem em garantia, o risco da operação é maior para a instituição, o que tende a resultar em taxas mais altas. A taxa média no Brasil em agosto é de 8,23% ao mês, segundo dados divulgados pelo Procon-SP.

Neste guia, você confere o passo a passo para contratar, os requisitos de aprovação, os cuidados para fazer online e uma comparação de custo com outras modalidades de crédito, incluindo o crédito com garantia.

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O que é empréstimo pessoal?

Empréstimo pessoal é um crédito sem garantia e sem destinação específica. Isso significa que você recebe o dinheiro à vista e decide livremente como usá-lo: pagar uma dívida, cobrir uma emergência, reformar a casa ou qualquer outro objetivo.

Ele é oferecido por bancos, fintechs e financeiras. Nas fintechs, a contratação é mais rápida e 100% digital, mas a lógica de risco e taxa é a mesma.

Essa modalidade se diferencia do financiamento, vinculado à compra de um bem específico, e do consignado, com desconto direto na folha de pagamento ou benefício.

Como não há um bem (carro, imóvel ou outro ativo) que a instituição possa tomar em caso de inadimplência, o risco da operação recai quase todo sobre a análise de crédito da pessoa. Por isso, o empréstimo pessoal tem taxas mais altas do que modalidades com garantia.

Como funciona o empréstimo pessoal?

São três etapas: contratação, liberação do valor e pagamento em parcelas fixas com juros.

Depois de escolher a instituição e passar pela análise de crédito, o valor solicitado é depositado na conta da pessoa. Isso costuma levar poucos dias, às vezes minutos, no caso de operações digitais.

A partir daí, o pagamento é feito em parcelas mensais, que somam o valor principal mais os juros e outros encargos.

Termos que aparecem em praticamente todo contrato:

  • Taxa de juros nominal: o percentual cobrado sobre o valor emprestado, geralmente informado "ao mês".
  • CET (Custo Efetivo Total): o indicador mais importante para comparar propostas, pois mostra o custo real do crédito em uma única taxa anual.
  • Prazo: quanto mais longo, menor a parcela, mas maior o total pago em juros ao longo do contrato.
  • Sistema de amortização: define como os juros e o valor principal se distribuem em cada parcela ao longo do tempo. O mais comum é a Tabela Price.

Como fazer um empréstimo pessoal? Veja o passo a passo

Para fazer um empréstimo pessoal, o caminho passa por simular em mais de uma instituição, reunir os documentos, passar pela análise de crédito e assinar o contrato só depois de comparar o CET. 

Na prática, o passo a passo segue esta ordem:

  1. Simule em pelo menos três instituições. Um banco onde você já tem conta, outro banco e uma fintech, por exemplo. Compare taxa e CET, não apenas o valor da parcela.
  2. Reúna os documentos básicos: documento de identidade com foto, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda (holerite, extrato bancário ou declaração de Imposto de Renda, dependendo do caso).
  3. Defina valor e prazo com base no que a parcela representa no seu orçamento, não apenas no valor máximo que a instituição oferece.
  4. Envie a proposta pelo aplicativo, site ou agência e aguarde a análise de crédito, que cruza seu histórico (score, dívidas em aberto, renda declarada) para decidir aprovação e taxa.
  5. Leia o CET e o contrato completo antes de assinar. É o número que mostra o custo real da operação, incluindo impostos e taxas administrativas.
  6. Assine e receba o valor por Pix ou depósito em conta. A maioria das operações hoje é 100% digital, com assinatura eletrônica.
  7. Pague as parcelas nas datas combinadas. Atrasos geram juros de mora, multa e podem levar o nome a cadastros de inadimplentes.

Como solicitar online?

A solicitação totalmente digital ocorre por meio do aplicativo do banco ou da fintech, com assinatura eletrônica e envio de documentos por foto. Alguns cuidados de segurança são importantes. Conheça todos antes de começar.

O processo digital segue os mesmos passos do presencial, a diferença é que tudo acontece pelo celular ou computador, com liberação por Pix ou TED.

As fintechs de crédito são o canal mais rápido nesse formato, por nascerem 100% online. A exigência de segurança, porém, é a mesma de um banco tradicional.

Antes de contratar online, confirme:

  • A instituição é autorizada a operar pelo Banco Central. É possível consultar o registro no site do Bacen.
  • Nunca existe cobrança antecipada para "liberar" o empréstimo. Se pedirem Pix, boleto ou qualquer pagamento antecipado como condição para liberar o dinheiro, desconfie de golpe.
  • O contrato e o CET estão visíveis antes da assinatura, não só depois.
  • O canal é oficial: app da loja oficial, site com HTTPS e domínio correto. Golpes imitam layouts de bancos conhecidos em anúncios e mensagens.

Como funciona a aprovação? Quais os requisitos?

Maior de idade, CPF regular e renda comprovada são os requisitos básicos, mas a aprovação real depende da análise de crédito, que cruza score, renda declarada e nível de endividamento. 

Não existe uma fórmula única: cada instituição tem seus próprios critérios de risco, mas os pontos avaliados são os mesmos. Requisitos mais comuns:

  • Idade mínima de 18 anos (algumas instituições pedem idade máxima para o fim do contrato).
  • CPF em situação cadastral regular perante a Receita Federal. Isso é diferente de estar negativado em birôs de crédito.
  • Comprovação de renda, formal ou informal, dependendo da instituição.
  • Documento de identidade com foto e comprovante de residência.

O que a análise de crédito observa:

  • Score de crédito: quanto maior, maior a chance de aprovação e melhor tende a ser a taxa oferecida.
  • Histórico de pagamentos: dívidas em atraso ou negativação pesam contra.
  • Relação entre dívidas e renda: quanto mais comprometida a renda com outras dívidas, menor o valor aprovado, ou maior o risco de recusa.

Fintechs também podem usar fontes adicionais de dados, como informações autorizadas via Open Finance, para complementar a análise de crédito. O princípio não muda: quanto maior for o risco percebido, maior a taxa oferecida.

Empréstimo pessoal para negativado: é possível?

É possível, mas difícil. Sem garantia, o risco da inadimplência recai inteiramente sobre a análise de crédito, e por isso a aprovação para quem está negativado tende a vir com juros ainda mais altos.

Fintechs e financeiras que anunciam "empréstimo para negativado com aprovação garantida" normalmente cobram taxas acima da média do mercado. É assim que compensam esse risco maior. Desconfie de qualquer promessa de aprovação sem análise.

Uma alternativa mais realista para quem está negativado e tem um bem (carro ou imóvel próprio, por exemplo) é buscar uma modalidade de crédito com garantia. Como existe um bem em garantia, a instituição conta com uma proteção adicional na operação. Isso pode permitir condições mais competitivas.

Isso não elimina a análise de crédito. O bem reduz o risco da operação, mas a aprovação continua sujeita à avaliação de score, renda e histórico.

Quanto custa? Taxas, juros e CET (comparação por modalidade)

O empréstimo pessoal está entre as modalidades de crédito mais caras do mercado, com taxa média de cerca de 8,23% ao mês. Já as modalidades com garantia chegam a custar uma fração disso. Por exemplo, a Creditas, que tem taxas a partir de 1,09% + IPCA quando utiliza o imóvel para garantir a operação.

A tabela abaixo compara a taxa média mensal por modalidade:

Comparativo de taxas de juros por modalidade de crédito (agosto de 2026)
Modalidade de crédito Taxa de juros ao mês (%)
Empréstimo com garantia de imóvel (creditas) a partir de 1,09% + IPCA
Empréstimo com garantia de veículo (creditas) a partir de 1,49%
Consignado privado (creditas) a partir de 1,29%
Empréstimo pessoal 8,5%
Cheque especial 8%
Consignado privado 3,4%
Consignado público 2,2%
Consignado INSS 1,8%
Rotativo do cartão de crédito 14,2%

Fonte: Procon e Banco Central. As taxas fornecidas diretamente pela Creditas são válidas em agosto de 2026.

Modalidades com garantia podem apresentar taxas menores do que o empréstimo pessoal, porque o bem reduz o risco da operação para a instituição.

Isso acontece porque a taxa de juros reflete o risco que a instituição assume. Sem um bem para reduzir esse risco, o custo é repassado para a taxa.

É a mesma lógica do consignado. Ele tem o pagamento garantido por desconto direto na folha ou no benefício, e por isso também é mais barato que o pessoal, mesmo sem garantia física.

Confira depois | Qual banco tem menor taxa de juros para empréstimo em 2026?

Quando o empréstimo com garantia sai mais barato que o pessoal?

O empréstimo com garantia tende a sair mais barato que o empréstimo pessoal quando o valor é alto ou o prazo é longo. Nessas situações, a diferença de taxa entre as duas modalidades, mostrada na tabela da seção anterior, pesa mais no bolso.

A escolha entre as duas modalidades depende menos de "qual é melhor" no geral e mais do perfil da necessidade:

  • Empréstimo pessoal faz mais sentido quando o valor é pequeno, a urgência é alta, o prazo de pagamento é curto e a pessoa não tem, ou não quer oferecer, um bem em garantia.
  • Crédito com garantia faz mais sentido quando a pessoa tem carro ou imóvel próprio, precisa de um valor mais alto, quer parcelas menores ao longo de um prazo mais longo, ou quer reduzir de forma significativa o total pago em juros. Isso inclui casos de nome negativado, como visto na seção anterior.

Na prática, o crédito com garantia funciona por alienação fiduciária. O carro ou o imóvel fica vinculado ao contrato, mas continua sendo usado normalmente por quem o ofereceu.

Em caso de inadimplência, o bem pode ser objeto dos procedimentos de cobrança e retomada previstos em contrato e na legislação aplicável. É esse vínculo, e não a burocracia, que permite taxas menores e prazos mais longos.

Fintechs especializadas nessa modalidade, como a própria Creditas, operam o processo 100% online, sem exigir troca de banco ou de conta corrente.

Segundo Gui Casagrande, especialista em educação financeira, Crédito não é o vilão, mas sim quando há o uso sem planejamento. Antes de contratar, o segredo é olhar para o Custo Efetivo Total, condições da instituição e entender se a parcela cabe no seu orçamento sem comprometer suas metas de longo prazo.

A Creditas não oferece empréstimo pessoal. Para quem tem um veículo ou imóvel elegível, compare o CET do crédito com garantia [inserir link da LP] com o CET de outras modalidades de crédito antes de decidir.

Faça uma simulação:

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Garantia de veículo
Crédito de R$ 5 mil a R$ 150 mil
Taxa a partir de: 1,49% ao mês
Garantia de imóvel
Crédito de R$ 50 mil a R$ 3 milhões
Juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA
Consignado Privado
Crédito de R$ 500 a R$ 70 mil
Juros a partir de 1,29% ao mês

Saiba mais sobre as modalidades com garantia:

Como calcular a parcela do empréstimo pessoal?

A parcela do empréstimo pessoal depende de três fatores: valor solicitado, taxa de juros mensal e número de parcelas. Valor ou taxa maiores geram parcela mais alta. Prazo mais longo reduz a parcela, mas aumenta o total pago em juros.

Exemplo prático

Mariana contratar um crédito pessoal de R$ 5.000 em 12 parcelas, a 8,5% ao mês, com uma parcela de cerca de R$ 681. No total, serão pagos cerca de R$ 8.169. Isso é R$ 3.169 só em juros, sem contar o IOF e outras taxas do CET.

Para simular outros valores, use a Calculadora do Cidadão, do Banco Central. O crédito com garantia tem valor mínimo mais alto do que este exemplo. Para comparar, simule um valor elegível às duas modalidades.

Vale a pena um empréstimo pessoal para quitar dívida?

Vale a pena trocar dívida apenas quando a taxa nova for menor do que a taxa atual. Isso vale principalmente para reduzir custos. Tem carro ou imóvel elegível? O crédito com garantia é a opção mais barata para reorganizar dívidas. Compare o CET e o total pago, não só a taxa mensal. Fintechs de crédito com garantia, como a Creditas, liberam o valor sem pedir comprovação de destino, o que facilita quitar outras dívidas quando a troca compensa.

Saiba mais | Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas? Veja quando compensa

Perguntas frequentes

Entenda os prazos de liberação de crédito na conta, os critérios para autônomos e MEIs, exigências de garantia, amortização antecipada e consequências do atraso em 2026.

Quanto tempo demora para receber o dinheiro do empréstimo na conta?
O prazo varia conforme o perfil da instituição e o canal de contratação. Fintechs e bancos 100% digitais costumam liberar o montante via Pix ou TED em poucas horas e, frequentemente, em minutos após a aprovação formal do contrato. Já nas instituições bancárias tradicionais com trâmites em agências físicas, a liquidação do crédito costuma ocorrer entre 1 e 3 dias úteis.
Trabalhador autônomo ou MEI pode fazer empréstimo pessoal?
Sim. A ausência de vínculo formal de emprego (CLT) não impede a obtenção de crédito. A comprovação de renda para autônomos e Microempreendedores Individuais é realizada mediante apresentação de extratos bancários recentes de pessoa física ou jurídica, Declaração do Imposto de Renda (IRPF) ou recibos de pagamento (Decore). Em virtude da volatilidade orçamentária percebida nos modelos de risco, as taxas de juros podem apresentar um leve acréscimo em relação ao crédito consignado.
Preciso de fiador para contratar um empréstimo pessoal?
Via de regra, não. A modalidade de empréstimo pessoal sem garantia baseia a concessão estritamente na análise da capacidade orçamentária e no histórico de crédito do próprio proponente. Algumas instituições disponibilizam linhas específicas com fiador ou avalista como alternativa estruturada para proponentes de baixa renda ou com score de crédito reduzido, porém essa exigência constitui uma exceção operacional.
Posso amortizar ou quitar o empréstimo pessoal antes do prazo?
Sim. Conforme estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor e regulamentado pelo Banco Central, o cliente possui o direito de efetuar a liquidação antecipada (parcial ou total) do contrato com desconto proporcional dos juros e demais encargos vincendos. Basta solicitar o boleto de quitação antecipada junto ao canal de atendimento do credor e verificar a apuração do valor atualizado.
O que acontece se eu atrasar o pagamento de uma parcela do empréstimo?
Sobre o montante em atraso incidirão imediatamente juros de mora e multa contratual limitados pela legislação vigente. Permanecendo o inadimplemento por prazos superiores à régua de tolerância da instituição, o CPF do devedor é negativado nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SPC) e registrado no SCR do Banco Central. Caso a inadimplência persista sem acordo, o credor pode promover a cobrança judicial do saldo devedor.

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