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Crédito e empréstimo

Análise de crédito: o que é e como funciona o processo?

Fundamental para a concessão de empréstimos, a análise de crédito envolve a avaliação de diferentes informações sobre o consumidor. Saiba quais são e como aumentar as chances de ser aprovado
Escrito por Flávia Marques em 12.03.2018 | Atualizado em 24.06.2020
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Quando um consumidor solicita uma linha de crédito no mercado, há sempre uma expectativa para que o empréstimo seja aprovado. Mas, antes de o cliente receber um sim ou não, existe uma etapa muito importante: a análise de crédito. A partir dessa avaliação, a instituição financeira irá definir o valor liberado de crédito, as taxas de juros envolvidas na operação e a quantidade de parcelas oferecidas para o pagamento do montante. 

O primeiro objetivo da análise é garantir que a instituição vai receber o dinheiro liberado. Outro ponto é conhecer as dívidas que o consumidor já tem. Dessa forma, ele não corre o risco de comprometer toda a sua renda.

O que é a análise de crédito? 

Para oferecer crédito a um consumidor, as instituições financeiras e estabelecimentos comerciais precisam ter certeza de que vão receber o valor de volta. A análise de crédito é um processo criado justamente para oferecer essa segurança a quem empresta e ajudar as empresas a “acreditarem” (daí a palavra “crédito”) que o consumidor será um bom pagador.  

Esse processo é necessário em qualquer operação financeira: ao solicitar um novo cartão de crédito, limite de cheque especial, empréstimos, financiamentos, crediários e até para abrir uma conta bancária as informações do consumidor precisam ser avaliadas pela empresa. 

Como é feita a análise de risco de crédito? 

O processo de análise de crédito pode variar de acordo com a instituição credora, mas costuma ter alguns pontos em comum. De modo geral, as empresas consultam as seguintes informações sobre o solicitante: 

Dados pessoais 

Nesta etapa, são analisadas as informações básicas sobre o consumidor, como o CPF, telefone, estado civil, nível de escolaridade, profissão, renda e endereço. A partir destes dados, é possível começar uma avaliação mais profunda sobre o solicitante. 

Restrições no nome 

Com os dados pessoais em mãos, a instituição precisará saber se o cliente tem alguma pendência com ela. Em caso positivo, isso pode impossibilitar a tomada de um novo crédito, afinal, as chances de inadimplência são maiores. 

Além disso, a maioria das empresas costuma consultar os birôs de crédito - ou órgãos de proteção ao crédito - para conseguir informações mais detalhadas. Por meio deles, também é possível saber se o consumidor tem dívidas em atraso com outras instituições, o que pode indicar que ele é um mau pagador. 

Leia também | Como quitar dívidas e conquistar a independência financeira

Os birôs de crédito também fornecem outra informação importante: o score, ou pontuação de crédito do consumidor. O valor varia de 0 a 1 000 e é calculado pelos próprios birôs por meio da avaliação de seu histórico de dívidas e de pagamentos. No Brasil, quatro empresas especializadas oferecem esses dados: Boa Vista SCPC, Serasa, SPC e Quod. 

O objetivo dessa consulta é entender qual o seu risco de inadimplência ao pedir crédito no mercado. Quanto mais perto do 1 000, melhor é o seu score e maiores são as chances de ter crédito aprovado. 

Cadastro positivo

Além de analisar as restrições no nome do consumidor, as empresas também podem avaliar as informações disponíveis no cadastro positivo, outro banco de dados reunidos pelos birôs de crédito. Ao contrário da lista de inadimplentes, o cadastro positivo reúne informações sobre bons pagadores. Lá, as empresas podem acessar um ‘raio-x’ do comportamento e situação financeira de cada indivíduo ou empresa, com todos os pagamentos feitos em dia. 

Na prática, após consultar as informações do consumidor que paga as contas sem atraso, as instituições financeiras têm condições de oferecer crédito com taxas menores e melhores condições de pagamento, como prazos estendidos. Por meio do cadastro positivo, a parcela da população sem emprego formal também será beneficiada, pois também têm seus dados no sistema e podem comprovar sua capacidade de pagamento.

Leia também | Cadastro positivo entra em nova fase. O que muda para o consumidor? 

Renda 

O próximo passo é consultar a renda mensal do consumidor, outra informação fundamental para garantir a segurança da operação e do próprio solicitante. Isso serve para saber se o valor da parcela realmente cabe no bolso do cliente ou se o limite do cartão está adequado ao seu salário. Geralmente uma despesa não pode ultrapassar 30% do seu salário para que o orçamento não fique comprometido. 

Leia também | Empréstimo sem comprovação de renda: como conseguir? 

Garantia 

No caso das operações de crédito que envolvem um bem como garantia de pagamento, como o refinanciamento de imóvel ou refinanciamento de veículo, a propriedade também é analisada. Na Creditas, principal plataforma online de crédito com garantia do Brasil, a casa ou carro do solicitante passam por uma vistoria para que a instituição consiga avaliar o estado de conservação do bem e estimar o seu valor de mercado. Essas informações também são importantes, pois quanto mais valioso for o imóvel ou automóvel, menores ficam as taxas de juros da operação. 

Leia também | Refinanciamento: o que é, como funciona e onde fazer

O que acontece depois da análise de crédito? 

Após concluir a análise de crédito, a instituição financeira já tem as informações necessárias sobre o consumidor e pode definir as condições que serão oferecidas na operação. Em modalidades como o cheque especial e o cartão de crédito, o valor é liberado automaticamente após a aprovação da análise. Ao optar por outras linhas, como o empréstimo pessoal e o empréstimo com garantia, solicitante é informado sobre as possibilidades oferecidas pela instituição financeira e escolhe a que melhor se adequa ao seu orçamento.    

Como funciona a análise de crédito para pessoa jurídica?

A análise de crédito também é um procedimento necessário para pessoas jurídicas. Isso porque, assim como uma pessoa física, a empresa também tem um histórico de pagamentos a ser considerado, pois se relaciona com fornecedores e tem diversas despesas no dia a dia. 

Ao solicitar um empréstimo para MEI (microempreendedor individual) ou ME (microempresário), por exemplo, outras informações são consideradas. Pelos dados cadastrais, o credor irá consultar a situação do seu CNPJ para saber se a empresa está regularizada, se há pendências financeiras ou judiciais e histórico de falência. Além disso, irá descobrir a sua receita recorrente e o seu lucro líquido para saber se você consegue pagar as prestações. 

Depois, a credora analisa o perfil de crédito da sua empresa: assim como qualquer indivíduo, todo empreendimento tem um score que mede o relacionamento do seu CNPJ com o mercado de crédito.

Quem pode fazer uma análise de crédito e consultar os seus dados? 

Uma coisa é certa: nenhuma instituição pode ter acesso aos perfil de crédito do consumidor e fazer uma análise sem a autorização do cliente. Por meio da resolução n° 4.571, parágrafo 4°, o Banco Central determina que a credora deve guardar por pelo menos cinco anos a autorização de consulta ao SCR (Sistema de Informações de Créditos do Banco Central) feita por meio físico ou eletrônico, independentemente da realização da operação de crédito. 

Em outras palavras, as empresas precisam do consentimento do cliente para fazer qualquer consulta, mesmo que o empréstimo não seja concretizado. Isso garante que as informações do cliente mantenham-se confidenciais. Além disso, as informações não podem ser utilizadas para outra finalidade além da informada ao solicitante.

Ainda segundo o Banco Central, essa regra vale para as seguintes operações de crédito: 

  • Empréstimos e financiamentos;
  • Adiantamentos; 
  • Operações de arrendamento mercantil;
  • Prestação de aval, fiança, coobrigação ou qualquer modalidade de garantia pessoal do cumprimento de obrigação financeira de terceiros; 
  • Compromissos de crédito não canceláveis incondicional e unilateralmente pela instituição concedente; 
  • Créditos contratados com recursos a liberar; 
  • Créditos baixados como prejuízo; 
  • Operações de crédito que tenham sido objeto de negociação com retenção substancial de riscos e de benefícios ou de controle. 

Como melhorar o meu perfil de crédito para uma análise? Confira dicas 

Uma das principais alternativas para melhorar o perfil de crédito e conseguir condições de pagamento mais vantajosas ao solicitar empréstimos no mercado é aumentar o score, a pontuação que mencionamos anteriormente. Para quem tem score baixo e encontra dificuldades para conseguir crédito, algumas práticas podem ajudar a alavancar a pontuação. A seguir, listamos seis dicas: 

1 - Mantenha o seu nome limpo

Ter o seu nome em um cadastro de restrições nos birôs de crédito é o que mais faz cair a sua pontuação. Para sair dessa situação, é fundamental procurar as empresas com as quais você possui algum débito para renegociar a dívida e, então, retirar o seu nome das listas de inadimplentes.

Leia também | Como renegociar dívidas: 5 dicas para você quitar os débitos

2 - Se possível, antecipe o pagamento das suas contas 

Fique atento às datas de vencimento das suas contas. Isso vale até para as despesas básicas, como água, energia e telefone. Pagá-las sempre em dia ou antes do vencimento é um sinal de que você está com as finanças em ordem e ajuda muito a aumentar a sua pontuação de crédito. 

3 - Participe ativamente do mercado financeiro 

Ao utilizar crédito em seu nome, chegará aos órgãos de proteção ao crédito a informação de que você participa ativamente do mercado financeiro, além do seu perfil de pagamento. Procure também colocar as faturas básicas em seu nome. 

Caso tenha um cartão de crédito, fique atento ao uso responsável, sempre abaixo do seu limite. A solicitação constante de aumento de limite do cartão também pode atrapalhar o seu score, pois indica que você pode estar precisando de dinheiro. Fique atento. 

4 - Mantenha os seus dados atualizados 

Mantenha sempre os seus dados atualizados nas instituições financeiras e órgãos de proteção ao crédito, como a Boa Vista SCPC e o Serasa. Se não mora mais no mesmo endereço, mudou de emprego ou alterou seu número de telefone, por exemplo, procure seus credores e os bancos de dados para solicitar a alteração.

5 - Modere as consultas de crédito

Evite fazer muitas consultas de crédito por empresas com o seu CPF, pois a prática pode indicar instabilidade financeira. Cada vez que uma empresa consulta o seu cadastro, isso fica registrado nos bancos de dados por um período, o que pode reduzir o seu score.

6 - Use o débito automático

Colocar as suas contas em débito automático vai ajudá-lo a construir um histórico de bom pagador. Então, se for possível, opte por colocar as faturas de energia, água, gás, telefone e internet no débito automático. Assim, você garante que os pagamentos serão feitos no vencimento.

Em todos os órgãos de proteção ao crédito é possível consultar o seu perfil antes de solicitar empréstimos a uma instituição financeira. A Serasa e a Boa Vista SCPC permitem que o consumidor acesse seu score e descubra se possui pendências financeiras online e gratuitamente. 

Agora que você já sabe como funciona e para que serve o processo de análise de crédito, ficou mais fácil entender por que algumas solicitações são aprovadas ou não e entender que esse é um processo seguro, já que as instituições precisam da sua autorização para acessar qualquer informação. Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Pergunte para a gente nos comentários. 

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Flávia Marques

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Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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