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O que é empréstimo unificado e como funciona?

Entenda a nova regra que permite unificar contratos de consignado privado e veja quando faz mais sentido usar home equity ou auto equity.

por Cibele Cardoso

Atualizado em 21 de setembro, 2026

O que é empréstimo unificado e como funciona?

Neste conteúdo, você vai encontrar:

Empréstimo unificado (ou unificação de contratos de empréstimo) é agrupar duas ou mais dívidas ativas num único contrato, com uma parcela e uma taxa só, geralmente pra reduzir o custo total ou facilitar o controle do orçamento. Isso pode acontecer de formas diferentes, dependendo do tipo de crédito envolvido.

Continue a leitura e veja o que mudou na regra do consignado, como avaliar se vale a pena unificar e o que fazer se você não tem consignado disponível ou já usou toda a margem.

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O que é empréstimo unificado ou unificação de contratos de empréstimo?

Unificar (ou consolidar) empréstimos é reunir duas ou mais dívidas ativas num único contrato, com uma parcela e uma taxa só. O objetivo, na maioria dos casos, é reduzir o custo total pago em juros ou simplificar o controle financeiro de quem tem vários contratos em aberto ao mesmo tempo.

O jeito de fazer isso muda conforme o tipo de crédito. Quem tem consignado privado (empréstimo descontado direto na folha de pagamento) segue uma regra específica, detalhada a seguir. Quem tem outras dívidas, como cartão de crédito ou empréstimo pessoal, ou não tem consignado disponível, pode contratar novo limite financeiro para quitar os débitos ativas.

Unificar empréstimo é o mesmo que refinanciar ou fazer portabilidade de crédito?

Não. São três operações diferentes, mesmo que pareçam parecidas.

  • Unificação junta dois ou mais contratos existentes num só.
  • Refinanciamento troca um contrato por outro com condições novas, sem necessariamente juntar dívidas.
  • Portabilidade transfere um contrato de uma instituição para outra, mantendo o valor e o prazo, geralmente em busca de uma taxa menor.
  • Interveniente quitante (IQ) é quando uma instituição paga o saldo devedor de um contrato existente diretamente à instituição de origem e origina um contrato novo com o cliente. É o caminho que a Creditas usa comercialmente pra trazer consignado privado de outro banco, explicado em detalhe no bloco a seguir.

Saber a diferença evita expectativa errada: quem procura "unificar empréstimo" às vezes precisa, na prática, só de uma portabilidade simples pra uma taxa melhor, sem envolver outros contratos. O Open Finance facilita comparar as condições entre instituições antes de decidir qual caminho seguir.

Existe ainda uma quarta variante, mais restrita, que também usa o nome "unificação": alguns bancos, como o Bradesco, oferecem uma linha própria que consolida produtos de crédito que o cliente já tem dentro daquele banco, como empréstimo pessoal e limite de crédito, sem trazer dívidas de outras instituições pra dentro do contrato. 

Outros bancos, como o Santander, anunciam produtos parecidos sob nomes semelhantes, mas sem confirmação oficial do que exatamente cada um consolida. É um mecanismo bancário interno, diferente do consignado privado, do refinanciamento e da portabilidade, e não é o foco deste texto: aqui o caminho descrito serve qualquer pessoa com consignado privado ou com um bem em garantia, não só clientes de um banco específico.

Leia depois | Portabilidade de crédito vale mesmo a pena?

O que mudou na lei que permite unificar contratos de consignado privado?

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e à Dataprev, desde 5 de junho de 2025, com a Portaria MTE nº 933/2025, é possível unificar formalmente até 9 contratos de consignado privado num único contrato. A regra respeita o limite de até 35% da renda líquida como margem consignável (Lei nº 10.820/2003). 

A unificação faz parte do programa Crédito do Trabalhador, instituído pela Lei nº 15.179/2025, que também determina que a portabilidade dentro do programa tenha taxa de juros obrigatoriamente menor que a da operação original (art. 2º-F). Uma exigência semelhante valeu, por um prazo de 120 dias após a entrada em operação das plataformas em 2025, para as operações de averbação e refinanciamento dos arts. 2º-D e 2º-E, prazo hoje já encerrado.

A consolidação acontece pela plataforma do Crédito do Trabalhador, disponível pra quem é CLT com carteira assinada. Essa regra é específica pra consignado privado, a linha descontada em folha de quem trabalha com carteira assinada (CLT) e tem convênio ativo com a empresa. Se você é servidor público, aposentado ou pensionista do INSS, o consignado que você tem é o consignado público, que segue regras próprias de margem e de processo, diferentes das descritas aqui. Quem está nesse grupo deve confirmar as regras específicas com o órgão pagador ou com o INSS, não com base neste texto.

O que a Creditas oferece pra quem quer contratar ou consolidar consignado privado?

A Creditas oferece consignado privado a partir de 1,29% ao mês, dentro do limite de até 35% da renda líquida como margem consignável, para quem tem convênio consignado ativo com a empresa onde trabalha. Além disso, é uma das instituições habilitadas a operar o Crédito do Trabalhador, o programa que permite unificar até 9 contratos de consignado privado num único contrato, com contratação disponível tanto pelo aplicativo Creditas quanto integrada à Carteira de Trabalho Digital.

Se você já tem consignado privado em outro banco e quer trazer esse contrato para Creditas, o caminho correto é por meio do interveniente quitante, em que a nova instituição financeira paga o saldo devedor diretamente à instituição de origem, libera a sua margem consignável lá e origina um contrato novo com as condições da Creditas. 

Esse caminho é diferente da portabilidade regulada porque não fica preso ao valor e ao prazo do contrato original, o que dá mais flexibilidade pra ajustar prazo e taxa na mesma operação. É um mecanismo comercial que a Creditas já usava antes da regra de até 9 contratos do Crédito do Trabalhador, e roda em paralelo a ela, não em substituição.

Quer simular uma linha de consignado privado? Simule seu Consignado Privado Creditas. Pra entender o Crédito do Trabalhador em detalhe, veja o guia completo da Creditas sobre o tema.

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Quem não tem consignado privado disponível, ou já usa toda a margem de 35% da renda líquida, pode unificar dívidas de outra forma: usando um bem como garantia. Home equity (imóvel) e auto equity (veículo) não têm limite de margem salarial, porque a garantia real reduz o risco pra quem empresta.

Comparativo entre consignado privado, home equity e auto equity
Critério Consignado privado Home equity Auto equity
Taxa a partir de 1,29% a.m. 1,09% a.m. + IPCA 1,49% a.m.
Exige Convênio consignado ativo (CLT) Imóvel em garantia Veículo em garantia
Limite de margem salarial Sim, até 35% da renda líquida Não Não
Melhor para Quem tem convênio e ainda tem margem disponível Quem tem imóvel e quer prazos mais longos Quem tem veículo e quer liberar valor com mais agilidade

Taxas verificadas em setembro/2026.

Home equity faz mais sentido pra quem tem um imóvel disponível e busca prazos mais longos, com taxa a partir de 1,09% ao mês mais IPCA. Auto equity faz mais sentido pra quem tem um veículo disponível e quer liberar um valor menor com mais agilidade, com taxa a partir de 1,49% ao mês (taxas verificadas em set/2026).

Se o imóvel que você quer usar como garantia ainda tem financiamento ativo em outro banco, isso não impede a operação. O interveniente quitante paga o saldo devedor deste financiamento para liberar o imóvel como garantia da nova linha. 

Diferente da portabilidade, esse processo permite liberar valor adicional (o "troco") e ajustar prazo e taxa na mesma operação, o que pode ajudar a consolidar outras dívidas junto com a quitação do financiamento antigo. O processo passa por carta de interveniência, pagamento do saldo devedor, baixa da alienação fiduciária anterior em cartório e registro do novo contrato, com prazo médio de 30 a 90 dias.

Entenda mais sobre: 

Como solicitar a unificação de contratos passo a passo?

A solicitação segue quatro passos:

  1. Simulação;
  2. Envio de documentos;
  3. Análise de crédito;
  4. Assinatura digital.

O processo específico varia um pouco conforme o produto escolhido (consignado, home equity ou auto equity). São documentos básicos: RG ou CNH, CPF e comprovante de renda. Pra home equity e auto equity, entra também a documentação do bem dado em garantia (imóvel ou veículo).

Vale a pena unificar? Como calcular se a nova taxa é melhor

Vale a pena unificar quando o Custo Efetivo Total (CET) do novo contrato é menor do que a soma dos custos dos contratos atuais, não só quando a taxa nominal parece menor à primeira vista.

Exemplo prático:

Imagine três contratos de consignado privado somando R$1.000 em parcelas, com taxas entre 1,9% e 2,5% a.m., comuns em contratos mais antigos. Unificando tudo numa linha só a partir de 1,29% a.m. (taxa Creditas, set/2026), a parcela cai pra uma faixa entre R$800 e R$900, mantendo prazo parecido. 

O valor real depende do saldo devedor e do prazo de cada contrato, então simule o seu caso antes de decidir. Fique de olho no prazo: esticar demais reduz a parcela, mas aumenta o total pago. Compare sempre o CET e o total do contrato, não só o valor da parcela mensal.

Confira | Como calcular taxa de juros de empréstimo?

Unificar dívidas piora ou melhora o score de crédito?

Unificar reduz o número de contratos em aberto e o risco de atraso, o que ajuda o score ao longo do tempo. No curto prazo, abrir uma dívida nova pode impactar o score até o histórico de pagamento da nova linha se consolidar.

Um cuidado importante: ao quitar dívidas antigas de cartão de crédito como parte da unificação, o limite do cartão volta a ficar disponível. Usar esse limite de novo sem planejamento anula o benefício da unificação.

Dá pra unificar contratos estando negativado?

Depende do produto. Consignado privado exige CPF sem restrição grave para aprovação. Em home equity e auto equity, o bem dado em garantia (imóvel ou veículo) reduz o risco pra quem empresta, o que pode abrir espaço pra aprovação mesmo com restrições no CPF, dependendo da análise de crédito de cada caso.

Se esse é o seu caso, veja mais detalhes em Como conseguir empréstimo estando negativado.

Perguntas frequentes

Entenda a viabilidade de unificar consignado com financiamento de veículo, as regras para cartão e cheque especial e a necessidade de troca de banco em 2026.

Dá para unir consignado com financiamento de veículo na mesma unificação de dívidas?
Não de forma direta. O crédito consignado e o financiamento de veículos possuem estruturas jurídicas, garantias e meios de cobrança distintos (averbação em folha de pagamento versus alienação fiduciária do bem). Em alguns cenários, o tomador de crédito pode contratar uma linha de **crédito com garantia de veículo (auto equity)** ou de imóvel para obter recursos livres em conta e utilizar o montante para quitar e consolidar ambos os débitos em um único contrato de menor custo.
Fatura de cartão de crédito e cheque especial entram na unificação de crédito?
Dívidas de cartão de crédito e cheque especial não podem ser incorporadas diretamente no fluxo de unificação de consignado privado. Contudo, ao realizar a consolidação ou portabilidade de contratos de crédito por meio de modalidades estruturadas (como o *home equity* ou *auto equity*), o valor excedente liberado ("troco em conta") pode ser direcionado para liquidar integralmente as dívidas do rotativo e do cheque especial, substituindo juros abusivos por taxas significativamente menores.
É preciso trocar de banco para fazer a unificação do consignado privado?
Não obrigatoriamente. A unificação pode ser efetuada no próprio banco de origem, consolidando múltiplos contratos ativos mantidos na mesma instituição em uma única prestação. Caso outra instituição financeira ofereça um **Custo Efetivo Total (CET)** mais vantajoso, é possível transferir e unificar os contratos de diferentes bancos via portabilidade com liquidação por **interveniente quitante**.

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