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O que é refinanciamento de empréstimo e como funciona?

Trocar as condições de um contrato de crédito já existente pode reduzir a parcela e alongar o prazo, mas o resultado depende de como o novo contrato é negociado.

por Cibele Cardoso

Atualizado em 21 de agosto, 2026

O que é refinanciamento de empréstimo e como funciona?

Neste guia, você vai encontrar:

Refinanciamento é uma operação em que as condições de um crédito existente são reorganizadas por meio de um novo contrato, que pode alterar juros, prazo e valor da parcela. As regras variam conforme a modalidade e a instituição financeira. Neste artigo, aprofundamos o refinanciamento de empréstimo, que é a modalidade mais comum, e explicamos como funciona na prática, quais são os tipos disponíveis e quando faz sentido contratar.

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O que é refinanciamento de empréstimo?

O refinanciamento de empréstimo, como pode ocorrer em créditos com garantia de veículo, é a operação que substitui um contrato de crédito já existente por outro, com novas condições de juros, prazo e valor de parcela.

Refinanciar não é contratar uma dívida do zero: é trocar um contrato vigente por outro mais adequado ao planejamento financeiro de quem contrata.

Na prática, o novo crédito quita o saldo devedor do contrato original. A partir da assinatura, a pessoa passa a pagar a nova operação, geralmente com parcela menor, prazo mais longo ou juros reduzidos. Quando o valor aprovado é maior que o saldo devedor, a diferença pode ser liberada como um valor adicional na conta de quem contratou, o chamado troco.

Segundo o Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa Experian, em junho de 2026 mais de R$ 83 bilhões em dívidas negativadas de pessoas físicas, o que ajuda a explicar a procura crescente por linhas de renegociação como o refinanciamento.

Como funciona o refinanciamento de empréstimo?

Na prática, o refinanciamento funciona como uma nova análise de crédito: a instituição reavalia a capacidade de pagamento de quem solicita o crédito e, a partir disso, define as condições do novo contrato. O novo crédito quita o saldo devedor do contrato original, e a pessoa passa a pagar a nova operação, geralmente com parcela menor, prazo mais longo ou juros reduzidos. Quando o valor aprovado é maior que o saldo devedor, a diferença pode ser liberada como um valor adicional na conta de quem contratou, o chamado troco.

Essa análise pode ou não envolver uma garantia, e é o tipo de contrato de origem que costuma determinar isso. Quando há garantia, o crédito costuma ter juros mais baixos e prazos mais longos, porque o risco da operação para a instituição diminui.

Esse modelo é diferente de um financiamento comum, em que o crédito é liberado para comprar um bem específico: no refinanciamento com garantia, um bem que já integra o patrimônio de quem contrata, ainda que possa ter saldo de financiamento em algumas modalidades, passa a servir de garantia para reorganizar uma dívida existente ou liberar um novo valor. Nesses casos, a pessoa costuma manter a posse do bem enquanto as parcelas estiverem em dia.

No caso de imóvel, por exemplo, o imóvel fica alienado à instituição como garantia até a quitação da dívida (a chamada propriedade fiduciária, prevista na Lei nº 9.514/1997), enquanto quem contratou continua com a posse e o uso do bem. A retomada só ocorre em caso de inadimplência prolongada, seguindo o rito legal específico de cada modalidade.

Leia também | Como funciona empréstimo com garantia? Veja mitos e verdades

O que costuma mudar após o refinanciamento?

Usado de forma estratégica, o refinanciamento pode mudar alguns pontos da operação em relação a uma contratação nova, embora o alcance de cada um dependa da instituição e da modalidade:

O que pode mudar ao refinanciar um contrato de crédito
O que pode mudar O que significa
Processo potencialmente mais simples Quando a renegociação ocorre na mesma instituição, parte das informações do cliente pode já estar disponível, embora uma nova análise de crédito ainda possa ser necessária.
Valor adicional (troco) Quando o valor aprovado é maior que o saldo devedor do contrato atual, a diferença pode ser liberada ao solicitante.
Prazo mais flexível: Em muitos casos, é possível renegociar um prazo maior para reduzir o valor das parcelas mensais.

Um ponto que costuma gerar dúvida: o saldo devedor do contrato antigo não desaparece, ele é quitado pelo novo crédito e dá lugar a um novo débito, agora com as condições renegociadas. Ou seja, o refinanciamento não elimina o débito, ele troca um débito por outro, idealmente mais barato ou mais longo.

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Quais são os tipos de refinanciamento disponíveis?

O refinanciamento pode ser contratado em três modalidades principais, cada uma com regras próprias de garantia e público. A escolha depende do bem disponível como garantia e do valor que o consumidor pretende reorganizar ou liberar.

No mercado, o termo "refinanciamento" também é usado comercialmente para linhas de empréstimo com garantia de veículo ou imóvel. Nesses casos, não é obrigatório existir uma dívida anterior: o bem serve como garantia para uma nova operação de crédito, mesmo sem um contrato de crédito anterior sendo substituído.

Refinanciamento de empréstimo e de consignado. É a modalidade mais comum: o cliente renegocia um empréstimo pessoal ou consignado já existente, buscando parcela menor, prazo maior ou juros mais baixos. No caso do consignado, a aprovação depende da margem disponível em folha de pagamento, por isso é mais restrito a quem já tem desconto ativo. Diferente das modalidades com garantia de bem, aqui o que muda é a condição do contrato de crédito em si, não a forma de garantia.

Refinanciamento de veículo costuma ter aprovação mais rápida e valores menores, por usar um bem já quitado (ou parcialmente quitado) como garantia. Veja o passo a passo completo em Como funciona o refinanciamento de veículo.

Refinanciamento de imóvel permite prazos mais longos e valores mais altos, por envolver um bem de maior valor de mercado. Veja como funciona, inclusive com troco, em Refinanciamento de imóvel com troco.

Para quem é trabalhador CLT com crédito consignado, também vale conferir Crédito do Trabalhador: entenda a nova linha com juros mais baixos

Refinanciamento é a mesma coisa que empréstimo com garantia?

Não exatamente. O refinanciamento é uma estratégia de reorganização de uma dívida existente. Já o empréstimo com garantia é uma modalidade de crédito, que pode ou não estar dentro de um refinanciamento.

Em muitos casos, o refinanciamento envolve garantia, como imóvel, veículo ou renda, o que reduz o risco da operação e permite juros menores. Também é possível refinanciar contratos sem garantia, dependendo do tipo de crédito e do perfil de quem busca crédito.

Quando vale a pena refinanciar um empréstimo?

O refinanciamento tende a fazer sentido quando permite trocar juros altos por taxas menores, reduzir o valor das parcelas ou consolidar dívidas caras em um único contrato mais organizado. Também pode ser útil para ajustar prazos, desde que o custo total da dívida não aumente de forma desproporcional.

O ponto central é comparar o Custo Efetivo Total (CET) do contrato atual com o do novo, não apenas a taxa de juros anunciada. O CET reúne juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas vinculadas à operação em uma única taxa, e sua divulgação é uma exigência do Banco Central em qualquer operação de crédito, justamente para tornar esse comparativo mais confiável do que olhar só para a taxa de juros isolada.

O que considerar antes de contratar um refinanciamento?

Quando há garantia envolvida, refinanciar sem segurança de pagamento pode colocar um bem relevante em risco, o que exige uma decisão ainda mais consciente.

"Antes de contratar, vale comparar não só a taxa de juros anunciada, mas o conjunto de fatores que determina o custo real da operação", explica Gui Casagrande, especialista em crédito da Creditas.

Onde fazer o refinanciamento com garantia de veículo?

Onde fazer o refinanciamento com garantia de veículo?

Refinanciar um empréstimo com garantia de veículo é uma opção oferecida por diversas instituições financeiras. Na Creditas, essa modalidade, o Auto Equity, tem juros a partir de 1,49% ao mês e prazo de até 60 meses, com simulação e contratação feitas de forma digital.

Essa é uma opção de crédito pode ser uma ferramenta para reorganizar uma dívida, desde que o novo contrato realmente reduza o custo da operação. Se essa modalidade fizer sentido para o perfil de quem contrata, vale simular e comparar as condições com o contrato atual antes de decidir.

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Crédito de R$ 50 mil a R$ 3 milhões
Juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA

Consignado privado
Crédito de R$ 500 a R$ 70 mil
Juros a partir de 1,29% ao mês

Dicas do especialista: o que considerar antes de contratar

Retrato de Guilherme Casagrande

Quando você decide buscar um refinanciamento, a principal orientação que eu, Gui Casagrande, sempre dou é: faça isso com calma e planejamento.

Aqui na Creditas, sabemos que a decisão de contrair um empréstimo é importante, por isso, quero compartilhar com você alguns cuidados essenciais.

A seguir, veja dicas práticas para conquistar um empréstimo com juros mais baixos e evitar custos desnecessários.

  1. Pesquise os bancos: realize uma pesquisa minuciosa no mercado financeiro, explorando ofertas de diversas instituições, como bancos tradicionais, cooperativas de crédito e instituições online.
  2. Compare taxas entre bancos: analise cuidadosamente as taxas de juros oferecidas por diferentes instituições. Variações podem ocorrer conforme valor, prazo e seu perfil financeiro.
  3. Cuide do seu score: mantenha seu histórico de crédito em bom estado. Um bom score pode abrir portas para taxas mais baixas. Corrija pendências antes de solicitar o empréstimo, se possível.
  4. Negocie: não hesite em negociar as condições. Muitas vezes, dá para reduzir taxas ao explicar sua situação financeira e demonstrar capacidade de pagamento.
  5. Ofereça garantias: considere oferecer veículo ou imóvel. Isso pode reduzir as taxas, proporcionando maior segurança ao credor. A Creditas é referência em crédito com garantia no Brasil. Veja nossas opções.
  6. Avalie as condições gerais: além dos juros, avalie tarifas, prazos, seguros e eventuais penalidades.
  7. Consulte um especialista: a Creditas possui um time de especialistas para orientação personalizada. APP Android | iOS ou telefones: (11) 3164-1402 (SP), 4003-1586 (capitais), 0800 721 8547 (fixo).

Perguntas frequentes

Entenda o registro de débito em nome do titular, as consultas e impactos no Serasa Score, o cálculo do CET e a mecânica jurídica da alienação fiduciária em 2026.

O saldo devedor do refinanciamento aparece como débito no meu nome?
Sim. O saldo devedor do novo contrato substitui o compromisso financeiro anterior e é formalmente registrado no seu CPF e inserido no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central. O refinanciamento altera a estrutura da dívida (alongando prazos, reduzindo taxas de juros nominais e readequando o valor das parcelas), mantendo a obrigação financeira registrada sob sua responsabilidade.
O refinanciamento de veículo ou imóvel afeta o meu Serasa Score?
A simulação e a análise de crédito envolvem consultas ao seu CPF por parte das instituições financeiras, o que pode gerar pequenas oscilações temporárias na pontuação do score caso ocorram muitas verificações concentradas. Após a formalização do contrato, a quitação rigorosa das novas parcelas em dia passa a nutrir o Cadastro Positivo, fortalecendo sua reputação de crédito no médio e longo prazo, embora não exista uma garantia automática de elevação imediata da nota.
O que é CET (Custo Efetivo Total) no refinanciamento?
O Custo Efetivo Total (CET) é a taxa percentual anualizada que consolida todos os encargos de uma operação de crédito: taxa de juros nominal, tributos (como o IOF), tarifas administrativas de cadastro, custos de cartório ou Detran e seguros obrigatórios. Regulamentado pelo Banco Central, o CET é a única métrica idônea para comparar a competitividade real entre duas propostas de crédito, indo além das taxas nominais anunciadas em campanhas de marketing.
O que é alienação fiduciária no refinanciamento com garantia?
A alienação fiduciária é o modelo jurídico pelo qual a propriedade resolúvel de um bem (veículo ou imóvel) é transferida temporariamente à instituição credora até a quitação integral do financiamento. Durante a vigência do contrato, o consumidor mantém a posse direta, a fruição e a utilização cotidiana do bem. Após a amortização total do saldo devedor e liquidação da dívida, o credor providencia a baixa automática do gravame junto ao Detran ou o termo de quitação para averbação no Cartório de Registro de Imóveis (CRI).

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