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Documento que comprova a propriedade legal de qualquer imóvel no Brasil é indispensável na hora de solicitar um empréstimo com garantia de imóvel.
por Cibele Cardoso
Atualizado em 16 de abril, 2026
A matrícula do imóvel é o documento que o banco solicita antes de liberar o crédito, que o cartório exige para registrar a compra e o juiz solicita em processos de inventário. É o registro mais completo do imóvel, por mostrar quem é o proprietário, se há dívidas registradas e toda a história jurídica do bem.
Neste artigo, você vai entender o que é esse documento, onde encontrar o número, como solicitar online e quando a certidão negativa de ônus é obrigatória.
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A matrícula do imóvel é o registro oficial e permanente de um bem no Cartório de Registro de Imóveis. Funciona como o RG do imóvel: cada propriedade recebe um número único no momento do primeiro registro, e esse número nunca muda, mesmo quando o imóvel é vendido, herdado ou transferido. A base legal desse sistema é a Lei nº 6.015/1973, conhecida como Lei dos Registros Públicos, que regula a atividade dos cartórios no Brasil.
O que diferencia a matrícula de outros documentos imobiliários é sua abrangência histórica. Ela não mostra apenas quem é o proprietário atual: reúne toda a trajetória jurídica do imóvel desde o primeiro registro, como os ônus sobre o imóvel.
Sempre que ocorre alguma mudança relevante, como uma compra, venda, construção ou financiamento, ela é registrada por meio de averbação, a qual é a anotação oficial feita na matrícula.
Para entender ainda mais o que é este documento, saiba quais são as informações listadas na matrícula do imóvel.
Número da matrícula: identificador único e permanente do imóvel no cartório;
Localização e área: endereço completo, metragem e confrontações com imóveis vizinhos;
Proprietário(s) atual(is): nome, CPF ou CNPJ e fração ideal de cada titular;
Histórico de transmissões: todas as transferências de propriedade anteriores, com datas e modalidades;
Ônus reais: hipotecas, penhoras, alienação fiduciária e outros gravames registrados;
Averbações: reformas, demolições, mudança de estado civil do proprietário e regularizações.
A matrícula do imóvel tem como principal função garantir segurança jurídica em todas as transações. Ela concentra o histórico completo do imóvel, incluindo averbações, transferências de propriedade e registros de restrições, como penhoras e hipotecas. Dessa forma, qualquer pessoa interessada pode verificar a situação atualizada do bem antes de concluir uma negociação.
A certidão negativa de ônus é uma versão atualizada da certidão de matrícula que comprova que o imóvel está livre de dívidas, penhoras, hipotecas e qualquer outro gravame que impeça sua negociação ou uso como garantia.
Há três momentos em que ela é obrigatória ou altamente recomendada:
O comprador precisa confirmar que o vendedor é o proprietário registrado e que não existem dívidas ou penhoras que impeçam a transferência.
Comprova o estado jurídico do bem para fins de partilha e transferência aos herdeiros, evitando surpresas com gravames que poderiam bloquear o processo.
A instituição financeira precisa verificar que o imóvel existe juridicamente, pertence ao solicitante e está livre de restrições que impeçam o registro da garantia.
Por isso, a matrícula é documento obrigatório exigido por bancos, financeiras, juízes e órgãos públicos para validar operações envolvendo imóveis, como o empréstimo com garantia de imóvel. Sem ela, não é possível comprovar a titularidade nem a regularidade da propriedade.

A certidão de matrícula pode ser solicitada diretamente no cartório de registro de imóveis ou em centrais digitais autorizadas, como o Registro de Imóveis do Brasil.
Ao fazer o pedido, o cartório confere os dados e emite um documento atualizado. Costuma-se solicitar a certidão de matrícula atualizada, que reflete a situação jurídica mais recente do bem.
O prazo médio de entrega é de até 5 dias úteis, mas pode variar conforme o estado e a central responsável.
A emissão da certidão de matrícula pela internet é feita em centrais oficiais, como o já citado portal Registro de Imóveis do Brasil ou a central eletrônica do estado em que o imóvel está registrado. O processo é relativamente simples:
O documento é entregue em formato PDF, com assinatura eletrônica e código de verificação, garantindo a mesma validade jurídica da versão impressa emitida no balcão do cartório.
Na forma presencial, o processo é simples:
A certidão é impressa e autenticada pelo cartório com selo de validação. Em alguns casos, também é disponibilizada uma versão digital com assinatura eletrônica. Os prazos e valores seguem a tabela de emolumentos definida por cada estado.
Confira | Quanto custa o registro de imóveis, como fazer e qual prazo para registrar?
O custo varia conforme o estado e o tipo de certidão solicitada. A certidão simples costuma custar entre R$ 25 e R$ 80. A certidão atualizada com negativa de ônus, que prova que o imóvel está livre de gravames, tende a ter custo superior, entre R$ 50 e R$ 200.
Os valores oficiais podem ser consultados por meio do Portal ONR ou nos sites dos Tribunais de Justiça estaduais.
Emitir a certidão de matrícula é um passo essencial em qualquer transação imobiliária. Por isso, alguns cuidados devem ser observados:
Não. O número do IPTU corresponde à inscrição imobiliária, sendo o cadastro fiscal do imóvel na Prefeitura Municipal. A matrícula é o registro jurídico no Cartório de Registro de Imóveis. São sistemas completamente diferentes: órgãos distintos, números distintos e finalidades distintas. A inscrição fiscal serve para cobrar imposto; a matrícula possibilita comprovar propriedade e registrar direitos reais sobre o imóvel.
Veja também | Como emitir 2ª via do IPTU: veja o passo a passo para sua cidade
A lei não define um prazo de validade para a certidão de matrícula. Na prática, bancos, cartórios e instituições financeiras costumam aceitar certidões emitidas há no máximo 30 dias. Para contratar um empréstimo com garantia de imóvel, a certidão geralmente precisa ser recente, pois a instituição precisa confirmar a situação atual do imóvel, sem registros de novos gravames.
São documentos diferentes, com funções diferentes e emitidos por órgãos diferentes. A escritura pública formaliza um negócio jurídico, como a compra e venda de um imóvel. A matrícula é o registro permanente daquele bem no Cartório de Registro de Imóveis.
A confusão entre os dois é comum porque ambos estão envolvidos na transferência de propriedade, mas cumprem papéis distintos: a escritura registra o acordo entre as partes; a matrícula registra o resultado desse acordo no imóvel.
| Documento | O que é | Quem emite |
|---|---|---|
| Escritura pública | Formaliza o negócio jurídico (compra, doação ou permuta) entre as partes | Cartório de Notas (Tabelionato) |
| Matrícula do imóvel | Registro permanente do bem com todo o histórico jurídico | Cartório de Registro de Imóveis |
| Inscrição imobiliária / IPTU | Cadastro fiscal utilizado para cobrança do imposto municipal | Prefeitura Municipal |
Saber a diferença entre esses três documentos é especialmente importante quando você precisa da matrícula atualizada com certidão negativa de ônus para uma transação específica.
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