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Você sabe quanto paga de juros ao utilizar o cheque especial? Leia este post e descubra como calcular a taxa de juros e outras formas mais saudáveis de empréstimo.
por Creditas
Atualizado em 12 de janeiro, 2026
Os juros do cheque especial estão entre os mais elevados do mercado. Em novembro de 2025, bateu recorde com média de juros de 145% ao ano. Então, entender como esse custo é formado ajuda a avaliar se faz sentido continuar usando o limite ou buscar alternativas mais baratas.
Neste conteúdo, o foco é explicar como os juros do cheque especial funcionam, como são calculados, por que são tão altos e como se comparam a outras linhas de crédito.
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Neste conteúdo, você encontrará:
Os juros do cheque especial incidem apenas sobre o valor efetivamente utilizado, e não sobre o limite total disponível. Sempre que a conta fica com saldo negativo, os encargos passam a ser cobrados enquanto houver valor em aberto.
A atualização do saldo ocorre recorrentemente, com capitalização diária. Isso significa que, a cada dia negativo, os juros são incorporados ao saldo, aumentando a base de cálculo para o dia seguinte.
O cheque especial utiliza juros compostos, com capitalização diária. Na prática, isso significa que os juros incidem tanto sobre o valor usado quanto sobre os juros já acumulados.
Esse modelo faz com que o saldo devedor cresça progressivamente. Por isso, mesmo períodos curtos no cheque especial podem gerar um custo maior do que o esperado.
Juros compostos são aqueles em que os encargos incidem sobre o valor original somado aos juros acumulados ao longo do tempo.
Diferentemente dos juros simples, cujo custo cresce de forma linear, aqui o crescimento tende a se acelerar conforme o prazo aumenta.
No cheque especial, esse efeito é potencializado pela capitalização diária, exigindo atenção mesmo em usos pontuais.
Leia também | Juros simples e compostos: entenda as diferença e como calcular
Conforme dados do Banco Central do Brasil, em janeiro de 2026, a taxa média do cheque especial gira em torno de 8% ao mês. Quando observada ao longo de 12 meses, essa taxa pode ultrapassar 129% ao ano, considerando o efeito dos juros compostos. É importante destacar que:
Abaixo, confira os juros do cheque especial dos principais bancos do país em agosto de 2025.
| Instituição | Taxa de juros (% ao mês) |
|---|---|
| Caixa Econômica Federal | 8,21% |
| Banco do Brasil | 8,15% |
| Itaú Unibanco | 8,18% |
| Santander | 8,27% |
| Bradesco | 8,16% |
| Banco C6 | 8,27% |
As taxas apresentadas são exemplos médios de mercado e podem variar conforme perfil, prazo e instituição. Sempre consulte o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar.
Para entender tudo sobre essa modalidade de crédito, consulte nosso guia sobre o que é o cheque especial.
A capitalização diária faz com que o custo se acumule rapidamente. Mesmo poucos dias no saldo negativo já geram impacto perceptível no valor final.
Quanto mais tempo a conta permanece no negativo, maior é o efeito acumulativo sobre o saldo devedor, explicando a sensação de que a dívida “cresce sozinha”.
Além dos juros, o cheque especial também inclui a cobrança de IOF, elevando o custo desde o primeiro dia de uso. O IOF é composto por:
Juros e IOF juntos formam o Custo Efetivo Total (CET), que representa o custo real da operação.
Exemplo prático:
Você usa R$ 1.000 no cheque especial por 30 dias, com juros de 8% ao mês. Ao final do período, o custo aproximado inclui R$ 80 de juros, R$ 3,80 de IOF fixo e cerca de R$ 3,35 de IOF diário, resultando em uma dívida próxima de R$ 1.087.
O principal fator é o risco de crédito. O cheque especial não exige garantias e pode ser utilizado automaticamente, sem nova análise a cada uso.
Esse modelo está associado a maior probabilidade de inadimplência, menor previsibilidade de pagamento e ausência de garantias que reduzam o risco da operação.
Quanto maior for o risco para a instituição, maior tende a ser a taxa aplicada.
Abaixo, confira a tabela comparativa com a taxa média de juros ao mês do cheque especial, rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado privado empréstimo com garantia da Creditas.
| Modalidade de crédito | Taxa a.m | Risco | Impacto no orçamento |
|---|---|---|---|
| Cheque especial | 8% | Muito alto | Alto e imprevisível |
| Cartão de crédito rotativo | 14,58% | Muito alto | Muito alto |
| Empréstimo pessoal | 7,18% | Médio | Médio |
| Consignado privado | 3,43% | Baixo | Mais previsível |
| Empréstimo com garantia da Creditas | a partir de 1,09% + IPCA | Mais baixo | Mais previsível |
Na prática, a diferença está na previsibilidade e no custo total. Linhas com juros menores e parcelas definidas facilitam o planejamento financeiro e reduzem o risco de endividamento prolongado.
O cheque especial passa a ser um problema quando deixa de ser pontual e vira parte da rotina financeira. Isso ocorre quando o saldo negativo se repete mês após mês ou quando o limite é usado para cobrir despesas fixas.
Nesse cenário, os juros começam a consumir parte da renda futura, dificultando a reorganização financeira e aumentando o risco de superendividamento.
Confira | Como renegociar dívidas: vantagens de negociar e como fazer
Dependendo do perfil do consumidor, algumas opções costumam ter custo menor:
A escolha deve considerar taxa, prazo, CET e impacto real no orçamento mensal.
O cheque especial cobra juros altos e a dívida vence integralmente. Empréstimos com garantia permitem parcelamento e taxas menores.
Exemplos de taxas médias:
Empréstimo com garantia de veículo: 1,49% a.m.
Empréstimo com garantia de imóvel: 1,09% a.m + IPCA.
São opções muito mais vantajosas que o cheque especial.
Leia também: Portabilidade de crédito vale mesmo a pena?

Para quitar a dívida, basta depositar na conta corrente o valor usado.
Se a dívida estiver fora de controle, considere um empréstimo online com juros menores. Você pode transferir a dívida para outra instituição por meio da portabilidade.
Leia também: Qual o horário de funcionamento dos bancos?
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