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Saia do vermelho

Como renegociar dívidas: vantagens de negociar e como fazer

Saber como negociar suas dívidas e pagar aos credores é essencial para ter um planejamento financeiro sustentável

por Portal Exponencial

Atualizado em 2 de janeiro, 2024

Como renegociar dívidas: vantagens de negociar e como fazer

Quer saber tudo sobre renegociar dívidas? Então você está no lugar certo. Nesta matéria, você encontra tudo que precisa para conseguir fazer essa renegociação para ficar livre das dívidas

Nos últimos anos, temos observado um crescente aumento no número de endividados em nosso país. Essa situação tem gerado preocupação tanto para os consumidores quanto para os economistas, uma vez que pode levar a uma série de problemas financeiros, incluindo inadimplência e redução do poder de compra.

De acordo com dados divulgados pelo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número famílias endividadas alcançou 78%, ou seja, 78 a cada 10 famílias brasileiras estão com dívidas.

A renegociação da dívida é uma das alternativas mais buscadas por quem deseja sair do mau endividamento e conquistar a sonhada estabilidade financeira.

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Essa situação pode ter diversas causas, incluindo a crise econômica que o país vem enfrentando nos últimos anos, o aumento do desemprego e a dificuldade de acesso a crédito saudável. Para sair das dívidas, é fundamental entender os motivos que levam ao endividamento e buscar soluções como a renegociação de dívidas que pode evitar que esse problema se torne ainda mais grave.

Para facilitar sua jornada nesse universo, confira os principais tópicos desta matéria:

Vantagens ao renegociar uma dívida

Não há dúvidas de que a renegociação é o melhor caminho para conseguir a quitação de dívidas sem comprometer o orçamento, já que é possível negociar condições mais viáveis, como a redução da taxa de juros, redução do valor das parcelas e prazos maiores de pagamento.

Veja abaixo seis vantagens de renegociar uma dúvida:

1 - Limpa seu nome

Ficar negativado no mercado pode implicar em muita dor de cabeça. As tecnologias tornaram ainda mais fácil a consulta se o consumidor é um bom pagador.

O principal impacto de limpar o nome sujo é ter mais facilidade para conseguir crédito. Isso inclui desde cartão de crédito, crediário de varejistas e, principalmente, empréstimos e financiamentos. Afinal, os credores e empresários ficam atentos ao risco de tomar um calote. 

Outro ponto é em relação ao score, que é uma espécie de termômetro de bom pagador. Caso você tenha pendências, a sua pontuação no mercado cai, também implicando negativamente para acessar o crédito. 

2 - Aprende a lidar melhor com o crédito

Ao renegociar dívidas, a tendência é que o consumidor entenda os danos de ficar mal endividado. A dívida e o crédito fazem parte da vida de qualquer pessoa. O crédito é importante para realizar sonhos, buscar objetivos e viabilizar novas conquistas. 

O que não deve se perder de vista, no entanto, é que não é preciso se enforcar por isso. Tudo deve ser feito com muito planejamento e consciência. “As pessoas precisam ter acesso à educação financeira”, diz Samuel Barros, economista e Reitor do Ibmec RJ. “Não adianta ganhar dinheiro e gastá-lo inteiro só porque teve um soluço. A partir do momento que você educa a pessoa a lidar com o dinheiro, a tendência é que a inadimplência caia”, explica.

Por isso, ao passar pelo processo de renegociação de dívidas, a pessoa terá entendido a importância de não ficar endividado.

3 - Troca dívidas caras por dívidas baratas

Quando você fala com o credor ou encontra outra opção de empréstimo para quitar um mau endividamento, é possível substituir as dívidas caras por baratas. Isso ocorre, pois é possível encontrar prazos melhores e taxas de juros que façam sentido no seu orçamento - ou seja, não prejudica seu fluxo de caixa. 

Uma boa alternativa para essa troca é o empréstimo com garantia de imóvel ou empréstimo com garantia de veículo, que têm as menores taxas de juros do mercado. 

Outra opção interessante é o crédito consignado privado, onde as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente da folha de pagamento do colaborador, o que reduz os riscos de inadimplência e possibilita taxas menores.

Além disso, há a possibilidade de aumentar o prazo do pagamento - e, em alguns casos, reduzir o seu valor. Se quiser, faça uma simulação de empréstimo agora mesmo para renegociar suas dívidas.

4 - Evita que a situação vire uma bola de neve  

Um problema do mau endividamento é a bola de neve que ele gera. Normalmente, as principais dívidas são geradas por altas taxas de juros. Isso dificulta o pagamento total do montante, já que o endividado não consegue organizar a renda o suficiente para quitar o débito.

Já em um processo de renegociação de dívidas, o imbróglio (bola de neve) pode ter fim. Isso porque é possível chegar a um acordo de dívida que seja bom, tanto para o credor, quanto para a sua saúde financeira, fazendo com que a dívida pare de crescer.

Com o respiro das altas taxas de juros, o endividado poderá reorganizar a vida financeira, arcar com o pagamento e, por fim, quitar todo o débito.

5 - Ensina a ser mais racional com seus gastos

A educação financeira é essencial em um cenário de alto índice de inadimplência. Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado “Financial Education in Schools”, mostra que o conhecimento sobre educação financeira na infância ajuda a formar adultos com noção de gerenciamento de riscos - e de planejamento dos gastos.

Ainda, segundo a análise, quando as pessoas têm consciência de finanças pessoais, elas evitam assumir dívidas incontroláveis, promovem cuidados com a velhice e com a saúde. Além disso, o estudo indica que o não controle saudável das finanças pode gerar um impacto duradouro na vida dos indivíduos, nas relações familiares e até mesmo na sociedade.

Ter ciência de finanças pessoais, planejamento de gastos e do próprio orçamento faz com que as pessoas sejam mais racionais com os gastos. Isso evita compras compulsivas e o mau endividamento - assim como o alto índice de consumidores com o nome negativado no mercado. 

6 - Melhora sua saúde física e mental

Mais que a negativação no mercado, permanecer endividado pode prejudicar a saúde.

Um estudo realizado pelo SPC Brasil em parceria com a CNDL mostra que 8 em cada 10 inadimplentes sofreram impacto emocional negativo por conta das dívidas.

De acordo com a análise, os inadimplentes entrevistados afirmam sentir vergonha por terem dívidas. Outros sentimentos negativos mais relatados são a infelicidade, insegurança, medo de não conseguir quitar as pendências, nervosismo, irritação e desespero.

Além disso, doenças como depressão, ansiedade, insônia e pânico também apareceram na pesquisa. Ou seja: ficar longe das dívidas pode melhorar a qualidade de vida - e diminuir as preocupações.

Passo a passo de como renegociar dívidas e deixar nome limpo

Renegociar dívidas é uma das maneiras mais eficazes de manter a saúde financeira, e existem várias maneiras de fazer isso.

Aqui estão cinco etapas para seguir durante o processo de renegociação:

1 - Descubra qual é o valor real da sua dívida

Entre em contato com o credor para saber o tamanho da sua dívida atualizada, incluindo a taxa de juros e todos os encargos envolvidos.

A dica mais importante na hora de renegociar dívidas é procurar canais oficiais do agente financeiro em que o crédito foi contratado. Para isso, basta ir a sua agência ou contatar a empresa pelos canais de atendimento oficiais.

Em muitos casos, é possível fazer a solicitação de renegociação de forma totalmente online, além de realizar as simulações das novas condições de empréstimo.

2 - Entenda as condições da renegociação

Ao começar a renegociar dívidas com a instituição credora, preste atenção nas condições oferecidas. Se você for parcelar essa nova conta, fique atento aos juros, pois, mesmo que o valor mensal seja menor, pode haver o risco de sair mais caro, no longo prazo. 

Pagar a despesa à vista pode gerar um bom desconto, mas isso não é uma regra, por isso entenda se existe alguma vantagem de pagar dessa forma. Caso você resolva parcelar a dívida renegociada, não esqueça de colocar essas parcelas na sua planilha de gastos.

3 - Tente chegar a um valor de parcela que cabe no seu bolso

Durante a renegociação, certamente o agente financeiro irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é entender se essa parcela irá caber no seu bolso ou se você ficará novamente em atraso.

“A grande preocupação é renegociar dívidas de uma forma que você seja capaz de cumprir. Seja para uma parcela que caiba no seu orçamento familiar, ou para uma taxa de juros menor, com um prazo maior para pagar”, indica Samuel Barros.  

Se restar dúvidas ou se o cálculo da dívida não estiver claro, questione e não decida por impulso. Vale a pena confrontar a proposta com a sua planilha de gastos para saber se ela está dentro do seu orçamento. 

Entenda que a negociação deve ser vantajosa para os dois lados e a proposta deve estar alinhada com a sua realidade financeira.

4 - Transfira sua dívida para outro agente financeiro

Se a tentativa de renegociar as dívidas não estiver evoluindo, saiba que você tem a opção de transferir sua dívida para outro agente financeiro com condições melhores. O nome desse procedimento é portabilidade de crédito

É importante saber que é possível solicitar a portabilidade a qualquer momento, mediante o cancelamento do contrato e quitação antecipada da dívida no banco original. O processo é totalmente gratuito e os direitos do consumidor são garantidos na operação.

No entanto, antes de realizar a operação é importante estar atento às condições oferecidas pelo agente financeiro que assumirá suas dívidas. Portanto, não faça esse procedimento por impulso!

5 - Seja cuidadoso para não fazer novas dívidas

Após negociar a melhor condição de pagamento e finalmente quitar suas dívidas, não esqueça de solicitar junto ao credor a carta de quitação. Depois, verifique em quanto tempo sua situação será regularizada junto ao Serasa, caso seu nome esteja negativado.

Além disso, evite armadilhas que façam você se endividar novamente. Mantenha sua planilha financeira sempre atualizada e continue reduzindo ou cortando os gastos – principalmente aqueles que não são essenciais, os gastos invisíveis. Também tente fazer uma reserva de emergência com parte da sua renda para imprevistos. 

Quer renegociar uma dívida com a Creditas?

Agora que você já sabe tudo sobre renegociação de dívidas é hora de fazer a sua.

Antes de tudo, tenha calma, aqui na Creditas entendemos que imprevistos acontecem. Se por algum motivo você estiver com dificuldade para realizar o pagamento das suas parcelas, temos algumas opções que podem ajudar você a se organizar: renegociação de parcelas, postergação e extensão de prazo.

É importante deixar claro que a possibilidade de receber uma ou mais opções dessa varia de acordo com uma análise interna nossa após a solicitação.

Abaixo segue alguns critérios de elegibilidade para a solicitação:

  • Ter pago pelo menos 4 parcelas do contrato;
  • Ter um motivo para a dificuldade de realizar os pagamentos;
  • Comprovar através de documentos que ainda possui capacidade para fazer os pagamentos seguintes;
  • Essa análise pode durar até 3 dias e você será informado se foi aprovado ou não para a solução.

Para resolver essa negociação, baixe agora o app Creditas (Android e IOs)  e fale com a gente diretamente pelo chat do aplicativo.

Como renegociar dívidas com Desenrola Brasil?

Desenrola Brasil é um programa emergencial do governo federal que tem como objetivo diminuir o número de famílias inadimplentes. A iniciativa tem potencial para beneficiar cerca de 70 milhões de brasileiros endividados, de acordo com o Ministério da Fazenda.

O Desenrola Brasil terá duas etapas, sendo que a primeira delas começou em 17/07 com a renegocição de dívidas com instituições financeiras na Faixa 2 do programa e a desnegativação de dívidas de até R$ 100 reais. A segunda etapa terá início em setembro, quando deve começar a operar o leilão para renegociação de dívidas da Faixa 1.

Leia nosso guia completo para entender tudo sobre o Desenrola Brasil.

Tire suas dúvidas

Abaixo você encontra as respostas para as principais dúvidas sobre renegociar dívidas.

Como saber se tenho dívidas para renegociar?

Para renegociar suas dívidas, é preciso primeiro saber se elas existem e com quem. Para fazer isso, basta conferir o seu CPF gratuitamente em algum bureau de crédito.

Consultar o CPF permite que você descubra se existem restrições no seu Cadastro de Pessoa Física e mantém sua situação financeira em dia. Para te ajudar  nesse processo, temos um guia que ensina como consultar suas dívidas  no Acordo Certo, SCPC, SPC, Serasa ou Receita Federal.

O que fazer se não tenho dinheiro para renegociar minhas dividas?

Aqui existem três caminhos: organizar a vida financeira, aumentar sua renda ou fazer um empréstimo.  Para as duas saídas tenho conteúdos legais para te indicar:

Ao ter um maior controle da sua vida financeira, aumentar sua renda e pegar um crédito saudável você vai conseguir organizar suas dívidas e sair do aperto.

É possível negociar dívidas pela Internet?

Sim, agora já é possível fazer a renegociação sem precisar sair de casa. Basta acessar o site dos birôs de crédito como Serasa ou Boa Vista etc. para consultar seus débitos e tentar a negociação direta.

Caso sua dívida seja com a Creditas, temos a explicação passo a passo para renegociação acima. Caso seja com grandes bancos, eles têm páginas de renegociação de dívidas que podem ser acessadas nos links abaixo:

É possível renegociar dívidas pelo Whatsapp?

Sim, você pode renegociar pelo Whatsapp via alguns bureaus de crédito e bancos. Para fazer isso acesse uma das páginas abaixo:

Entendeu a importância de renegociar dívidas? Então compartilhe esse conteúdo com alguém que gostaria de aprener mais sobre o tema.

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