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Finanças

Como renegociar dívidas: 5 dicas para você quitar os débitos

Negociar o pagamento das dívidas com os credores é fundamental para tornar o planejamento financeiro sustentável
Escrito por Portal Exponencial em 18.12.2019 | Atualizado em 31.07.2020
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Constantemente somos bombardeados com informações sobre o alto índice de inadimplência no Brasil. Estudos de birôs de crédito como a Serasa e o SPC Brasil sempre apontam como o número de pessoas e famílias endividadas no país tem crescido exponencialmente. Uma alternativa viável para sair dessa situação é saber como renegociar dívidas para manter o planejamento financeiro em dia.

Descubra como renegociar dívidas

A renegociação de dívidas é, sem dúvidas o melhor caminho para garantir a saúde financeira. Existem algumas maneiras de renegociar o pagamento de um débito. Ele pode ser feito diretamente com o credor, em feirões para limpar o nome, por meio do refinanciamento de dívida - e portabilidade de uma instituição para outra. O ideal é sempre tentar entender o cenário em que está inserido e qual será a melhor maneira de fazer isso. Isso porque o não pagamento da dívida renegociada pode ser ainda pior. 

A dica mais importante na hora de renegociar dívidas é procurar canais oficiais do agente financeiro em que o crédito foi contratado. Para isso, basta ir a sua agência ou contatar a empresa pelos canais de atendimentos oficiais. Em muitos casos, é possível fazer a solicitação de renegociação de forma totalmente online, além de realizar as simulações das novas condições de empréstimo.

Ao renegociar a dívida, tenha alguns pontos em mente:

1. Saiba o valor real da sua dívida

Antes de tentar a renegociação, é necessário saber o tamanho da dívida. Isso ajudará tanto no cálculo do saldo devedor quanto na apresentação de uma proposta para a quitação. Para isso, é válido entrar em contato com o credor e solicitar o valor da dívida atualizada, incluindo a taxa de juros e todos os encargos envolvidos.

Muitos agentes financeiros oferecem acesso a esses dados em suas plataformas online. Nesse caso, é mais fácil realizar a consulta.

2. Entenda as condições da renegociação

Ao dar início à negociação, procure saber qual será o desconto sobre a dívida total que está sendo proposta. Se você for parcelar essa nova conta, fique atento aos juros, pois, mesmo que o valor mensal seja menor, pode haver o risco de sair mais caro, no longo prazo. 

Se você achar que tem condições de pagar a dívida à vista, peça um desconto maior. Solicite ao credor a carta de quitação após o pagamento e verifique em quanto tempo sua situação será regularizada junto ao Serasa, caso seu nome esteja negativado.

Caso você resolva parcelar a dívida renegociada, não esqueça de colocar essas parcelas na sua planilha de gastos.

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3. Não aceite qualquer proposta

Durante a renegociação, certamente o agente financeiro irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é evitar aceitar propostas que não condizem com a sua situação financeira.

“A grande preocupação é renegociar de uma forma que você seja capaz de cumprir. Seja para uma parcela que caiba no seu orçamento familiar, ou para uma taxa de juros menor, com um prazo maior para pagar”, indica Samuel Barros, economista e coordenador do curso de Administração do Ibmec RJ.  

Se restar dúvidas ou se o cálculo da dívida não estiver claro, questione e não decida por impulso. Vale a pena confrontar a proposta com a sua planilha de gastos para saber se ela está dentro do seu orçamento. 

Em todo caso, é sempre válido oferecer uma contraproposta e tentar negociar com o banco a redução dos juros e parcelas da sua dívida. Entenda que a negociação deve ser vantajosa para os dois lados e a proposta deve estar alinhada com a sua realidade financeira.

4. Seja cuidadoso para não fazer novas dívidas

Depois de renegociar ou quitar dívidas, evite armadilhas que o façam se endividar novamente. Mantenha sua planilha financeira sempre atualizada e continue reduzindo ou cortando os gastos – principalmente aqueles que não são essenciais. Procure reservar parte da sua renda para imprevistos. 

5. Transfira sua dívida para outro agente financeiro

Se a renegociação da sua dívida não estiver evoluindo, saiba que você tem a opção de transferir sua dívida para  outro agente financeiro com condições melhores. O nome desse procedimento é portabilidade de crédito.

A portabilidade de crédito foi criada pelo Banco Central do Brasil em 2013, com o objetivo de gerar competitividade entre as instituições financeiras e melhorar as propostas para os consumidores. Assim, o consumidor poderia transitar entre os bancos que oferecessem vantagens maiores.

O que poucas pessoas sabem é que é possível solicitar a portabilidade a qualquer momento, mediante o cancelamento do contrato e quitação antecipada da dívida no banco original. O processo é totalmente gratuito e os direitos do consumidor são garantidos na operação.

No entanto, antes de realizar a operação é importante estar atento às condições oferecidas pelo agente financeiro que assumirá suas dívidas. Portanto, não faça esse procedimento por impulso. Sempre analise todas as instituições financeiras e suas taxas de juros antes de fechar o negócio.

Leia também | Como sair das dívidas rapidamente: confira 20 dicas práticas

7 motivos para renegociar dívidas

Não há dúvidas de que a renegociação é o melhor caminho para conseguir quitar a dívida sem impactar o orçamento, já que é possível negociar condições mais viáveis, como a redução da taxa de juros, redução do valor das parcelas e prazos maiores de pagamento.

Veja mais motivos para optar pela renegociação:

1- Limpar o nome

Ficar negativado no mercado pode implicar em muita dor de cabeça. As tecnologias tornaram ainda mais fácil a consulta se o consumidor é um bom pagador.

O principal impacto de ter o nome sujo no mercado é a dificuldade em conseguir crédito. Isso inclui desde cartão de crédito, crediário de varejistas e, principalmente, empréstimos e financiamentos. Afinal, os credores e empresários ficam atentos ao risco de tomar um calote. 

Outro ponto é em questão ao score, que é uma espécie de termômetro de bom pagador. Caso você tenha pendências, a sua pontuação no mercado cai, também implicando negativamente para acessar o crédito. Na dúvida, manter o nome limpo na praça é sempre a melhor opção.

2- Aprender a não ficar mal-endividado 

Ao renegociar dívidas, a tendência é que o consumidor entenda os danos de ficar mal-endividado. A dívida e o crédito fazem parte da vida de qualquer pessoa. O crédito é importante para realizar sonhos, buscar objetivos e viabilizar novas conquistas. 

O que não deve se perder de vista, no entanto, é que não é preciso se enforcar por isso. Tudo deve ser feito com muito planejamento e consciência. “As pessoas precisam ter acesso sobre educação financeira”, diz o economista Samuel Barros. “Não adianta ganhar dinheiro e gastá-lo inteiro só porque teve um soluço. A partir do momento que você educa a pessoa a lidar com o dinheiro, a tendência é que a inadimplência caia”, explica.

Por isso, ao passar pelo processo de renegociamento de dívida, a pessoa terá entendido a importância de não ficar mal-endividado.

Leia também | Como quitar dívidas e conquistar independência financeira

3- Trocar dívidas caras por dívidas baratas

Quando você fala com o credor ou encontra outra opção de empréstimo para quitar um mal-endividamento, é possível substituir as dívidas caras por baratas. Isso ocorre, pois é possível encontrar prazos melhores e taxas de juros que façam sentido no seu orçamento - ou seja, não prejudica seu fluxo de caixa. 

Um boa alternativa para essa troca é o empréstimo com garantia de imóvel e o empréstimo com garantia de veículo, que têm as menores taxas de juros do mercado. Outra opção interessante é o crédito consignado privado, com taxas de juros a partir de 1,19% ao mês. Com ele, as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente da folha de pagamento do colaborador, o que reduz os riscos de inadimplência e possibilita políticas de crédito melhores e mais flexíveis.

Se quiser, é possível fazer uma simulação de empréstimo agora mesmo.

4- Obter juros menores

É possível reduzir as taxas de juros de uma dívida quando você a renegocia com o credor. Além disso, há a possibilidade de aumentar o prazo do pagamento - e, em alguns casos, reduzir o seu valor.

As condições de negociação são ainda melhores quando o credor está aberto para conversar. Como é o caso de feirões realizados por birôs de créditos, como o Feirão Limpa Nome da Serasa. Em ambientes como esses, os credores esperam receber o endividado, para que eles entrem em um acordo sobre a dívida.

É importante ficar atento a oportunidades como essas, caso opte por negociar dívidas. “O feirão é um instrumento muito útil para chamar atenção das pessoas. Mas, é importante que o endividado não espere apenas o feirão para renegociar o montante”, explica Barros. 

5- Renegociar dívidas faz com que ela pare de crescer  

Um problema do mal endividamento é a bola de neve que ele gera. Normalmente, as principais dívidas são geradas por altas taxas de juros. Isso dificulta o pagamento total do montante, já que o endividado não consegue organizar a renda o suficiente para quitar o débito.

Já em um processo de renegociação de dívidas, o imbróglio (bola de neve) pode ter fim. Isso porque é possível chegar a um acordo que seja bom tanto para o credor quanto para a sua saúde financeira, fazendo com que a dívida pare de crescer.

Com o respiro das altas taxas de juros, o endividado poderá reorganizar a vida financeira, arcar com o pagamento e, por fim, quitar todo o débito.

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6- Se organizar financeiramente

A educação financeira é essencial em um cenário de alto índice de inadimplência. Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) intitulado por Financial Education in Schools mostra que o conhecimento de educação financeira na infância ajuda a formar adultos com noção de gerenciamento de riscos - e de planejamento dos gastos.

Ainda, segundo a análise, quando as pessoas têm consciência de finanças pessoais, elas evitam assumir dívidas incontroláveis, promovem cuidados com a velhice e com a saúde. Além disso, o estudo indica que o não controle saudável das finanças pode gerar um impacto duradouro na vida dos indivíduos, nas relações familiares e até mesmo na sociedade.

Ter ciência de finanças pessoais, planejamento de gastos e do próprio orçamento faz com que as pessoas sejam mais racionais com os gastos. Isso evita compras compulsivas e o mal endividamento - assim como o alto índice de consumidores com o nome negativado no mercado. 

Leia também | Como organizar as dívidas e sair do vermelho

7- Alívio e tranquilidade

Mais que a negativação no mercado, permanecer endividado pode prejudicar a saúde. Um estudo realizado pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) mostra que as pessoas adquirem um estado emocional negativo quando se endividam. Esse sentimento pode se transformar em mudanças de comportamento, alterando as relações sociais e até causando falta de produtividade no trabalho.

De acordo com a análise, os inadimplentes entrevistados afirmam sentir vergonha por terem dívidas. Outros sentimentos negativos mais relatados são a infelicidade; insegurança e medo de não conseguir quitar as pendências; nervosismo; irritação e desespero.

Os impactos alcançam, até mesmo, a autoestima. Doenças como depressão, ansiedade, insônia e pânico também apareceram na pesquisa. Ou seja: ficar longe das dívidas pode melhorar a qualidade de vida - e diminuir as preocupações.

Agora que você já sabe como renegociar dívidas e os motivos para optar pela renegociação, compartilhe suas experiência com a gente nos comentários.

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