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Home equity ou financiamento imobiliário: qual a diferença e quando usar cada um

Financiamento imobiliário permite comprar um imóvel. Home equity utiliza um imóvel que você já tem como garantia. Veja diferenças e quando usar cada um.

por Cibele Cardoso

Atualizado em 9 de outubro, 2026

Home equity ou financiamento imobiliário: qual a diferença e quando usar cada um

Neste conteúdo, você vai encontrar:

Financiamento imobiliário é o crédito que você pega para comprar um imóvel novo ou utilizado. O dinheiro vai direto para o vendedor. Home equity é o crédito que usa um imóvel como garantia para conseguir dinheiro livre em espécie, sem vínculo nenhum com a compra de um imóvel.

Continue a leitura e veja a comparação lado a lado, o que cada modalidade exige, quando cada uma faz sentido e as perguntas mais comuns sobre as duas.

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Home equity e financiamento imobiliário: qual a diferença resumida?

A diferença central está no objetivo do crédito e em quem já é dono do imóvel. No financiamento imobiliário, você ainda não tem o imóvel: o crédito possibilita comprá-lo. No home equity, você já tem o imóvel e o usa como garantia para conseguir dinheiro para outra finalidade.

Comparativo entre financiamento imobiliário e home equity
Característica Financiamento imobiliário Home equity (Creditas)
Objetivo Comprar um imóvel novo ou utilizado. Levantar dinheiro utilizando um imóvel que você já tem.
Destino do dinheiro Vai direto para o vendedor do imóvel. Cai na sua conta, uso livre.
Situação do imóvel Você está comprando o imóvel, e ele mesmo fica como garantia do financiamento. Você já é dono, com o imóvel quitado ou com pelo menos 50% do financiamento pago.
Percentual liberado Chega a até 80% do valor do imóvel, conforme banco e sistema de amortização Até 60% do valor do imóvel
Prazo Chega a até 420 meses (35 anos) Até 240 meses (20 anos)
Taxa de juros (pós-fixada, referenciada em IPCA) Média de 1,23% ao mês mais IPCA, equivalente a 15,81% ao ano mais IPCA A partir de 1,09% ao mês mais IPCA, equivalente a cerca de 13,9% ao ano mais IPCA
Garantia Alienação fiduciária Alienação fiduciária

Os dados de percentual liberado (até 80%), prazo (até 420 meses) e entrada (20% a 30%) do financiamento imobiliário refletem as condições gerais de mercado com recursos do SBPE, incluindo o teto de 80% pelo SAC e 70% pela Tabela Price vigente desde a retomada da Caixa em dezembro de 2025 (fonte: O Povo, 09/12/2025).

Nos dois casos, a garantia é a mesma: a alienação fiduciária. Na alienação fiduciária, a propriedade do imóvel é transferida ao credor como garantia até a quitação da dívida. Quem mora ou usa o imóvel continua com a posse e o uso normal, e recupera a propriedade plena ao quitar. Se as parcelas deixarem de ser pagas e a dívida não for regularizada após notificação, o imóvel pode ser retomado. Essa regra vale igual para as duas modalidades. O que muda é o momento: no financiamento, o imóvel está sendo comprado; no home equity ele já é seu.

Pela média do Banco Central para financiamento imobiliário referenciado em IPCA (agosto de 2026), a taxa anual fica em 15,81% mais IPCA. Calculando a taxa do home equity Creditas pela mesma metodologia (capitalização composta ao longo de 12 meses), o custo anualizado fica em torno de 13,9% ao ano mais IPCA, abaixo da média de mercado dessa modalidade. Vale lembrar que ambos os produtos têm finalidades diferentes: financiamento imobiliário é para comprar um imóvel, e home equity é para levantar dinheiro utilizando um imóvel que você já tem. A comparação de taxa serve como contexto de custo de crédito, não como substituição de uma modalidade pela outra.

O Banco Central também acompanha o financiamento imobiliário pós-fixado referenciado em TR, com taxa média de 0,92% ao mês (11,64% ao ano), indexador diferente do usado pelo home equity Creditas, por isso não entra na linha comparativa direta acima.

O que é financiamento imobiliário?

Financiamento imobiliário é o crédito destinado exclusivamente à compra de um imóvel. O banco paga o vendedor direto, e quem compra paga o banco em parcelas ao longo do contrato.

Essa modalidade costuma usar fundos direcionados, como o FGTS e a poupança (SBPE), ajudando a manter prazos longos e condições específicas para quem está comprando a casa própria. A Creditas não atua nessa modalidade de compra de imóvel. O produto da Creditas que usa um imóvel como garantia é o home equity, para quem já tem um imóvel e quer dinheiro para outra finalidade.

Leia depois: Como funciona o financiamento imobiliário?

O que é home equity?

Home equity é o crédito com garantia de um imóvel que você já possui, usado para qualquer finalidade: reforma, abrir ou fortalecer um negócio, ou quitar dívidas mais caras. O dinheiro cai direto na sua conta, sem destinação obrigatória.

Na Creditas, a taxa do home equity parte de 1,09% ao mês mais IPCA, com prazo de até 240 meses e liberação de até 60% do valor do imóvel dado em garantia, para imóveis a partir de R$ 150 mil e valores de crédito entre R$ 50 mil e R$ 3 milhões.

Saiba mais sobre empréstimo com garantia de imóvel neste conteúdo: Como funciona o empréstimo com garantia de imóvel?

Quando faz sentido financiamento imobiliário e quando faz sentido home equity?

Financiamento imobiliário faz sentido se você:

  • Ainda não tem o imóvel e quer comprar uma casa, apartamento ou terreno;
  • Tem o valor da entrada disponível, geralmente entre 20% e 30% do valor do bem;
  • Quer usar o saldo do FGTS na entrada ou para amortizar, se cumprir as regras do fundo.

Home equity faz sentido se você:

  • Já tem um imóvel, quitado ou com pelo menos 50% do financiamento pago;
  • Precisa de dinheiro para outra finalidade, não para comprar um imóvel;
  • Busca taxas menores do que as de empréstimo pessoal ou cartão de crédito e aceita usar o imóvel como garantia.

Dá para fazer home equity com um imóvel ainda financiado?

Dá, sim. A Creditas aceita contratar o home equity mesmo com o imóvel ainda financiado, desde que pelo menos 50% do valor do imóvel já esteja quitado. Não é preciso que o imóvel esteja totalmente pago. Nesse caso, a Creditas quita o saldo restante do financiamento original, e o imóvel passa a ser a garantia do novo contrato.

Home equity vale a pena?

Depende do que você vai fazer com o dinheiro e da taxa que pagaria na alternativa, como um empréstimo pessoal ou o cartão de crédito. Para quem tem um imóvel disponível como garantia, o home equity tem taxas menores do que modalidades sem garantia, como o empréstimo pessoal e o rotativo do cartão, e também fica abaixo da média de mercado do financiamento imobiliário na comparação da taxa anual.

Antes de decidir, compare o CET das alternativas, considere que a parcela é corrigida pelo IPCA e avalie se o orçamento comporta o prazo do contrato. Como o imóvel fica em garantia, atrasos não regularizados podem levar à perda do bem. Quando o dinheiro substitui dívidas bem mais caras ou financia algo com retorno, como uma reforma que valoriza o imóvel ou capital de giro, a troca faz mais sentido.

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Perguntas frequentes

Entenda as diferenças entre home equity e hipoteca, as regras de uso do imóvel, vedações sobre o FGTS, os procedimentos de cobrança em caso de inadimplência e a origem do termo em 2026.

Home equity é a mesma coisa que hipoteca?
Não. Embora ambos utilizem um imóvel como colateral de garantia, tratam-se de institutos jurídicos distintos. A hipoteca mantém a propriedade plena com o devedor, exigindo uma ação judicial morosa para execução em caso de inadimplência. O **home equity** opera via **alienação fiduciária** (Lei nº 9.514/1997), na qual a propriedade resolúvel é transferida ao credor até a quitação, permitindo uma execução extrajudicial mais célere por meio do Cartório de Registro de Imóveis.
Quem contrata o home equity ou financiamento imobiliário continua morando no imóvel?
Sim. Em ambas as modalidades, o tomador do crédito mantém a **posse direta**, o uso, a fruição e a moradia normal do bem durante toda a vigência do contrato. A instituição financeira detém apenas a **posse indireta** (propriedade fiduciária) como garantia do cumprimento das parcelas acordadas.
O saldo do FGTS pode ser utilizado como amortização ou entrada no home equity?
Não. Os recursos do FGTS possuem destinação legal restrita pela Caixa Econômica Federal e pelo Conselho Curador do FGTS, sendo autorizados exclusivamente para a aquisição da casa própria, amortização ou quitação de **financiamento imobiliário habitacional**. No home equity (crédito com garantia de imóvel com destinação livre), não é permitida a utilização do saldo do fundo.
O que acontece se eu não conseguir pagar as parcelas do home equity?

Caso ocorra inadimplência e transcorrido o prazo contratual de carência, o credor inicia o rito extrajudicial de execução da garantia (Lei nº 9.514/1997):

  1. Intimação cartorária: O devedor é notificado pelo Cartório de Registro de Imóveis para **purgar a mora em até 15 dias** (pagando as parcelas em atraso e encargos).
  2. Consolidação da propriedade: Se a dívida não for quitada no prazo legal, a propriedade é consolidada em nome do credor mediante recolhimento de ITBI.
  3. Leilão público: O imóvel é levado a leilão público (primeiro leilão pelo valor de avaliação e segundo leilão pelo valor da dívida) para liquidação do saldo devedor. Em situações de dificuldade financeira, deve-se buscar renegociação ou reestruturação de prazos junto ao credor antes da notificação do cartório.
De onde vem e o que significa o nome "Home Equity"?
A expressão vem do inglês financeiro, onde *"equity"* representa o valor líquido do patrimônio construído em um ativo (o valor de mercado do imóvel deduzido de eventuais dívidas remanescentes). Assim, **Home Equity** traduz-se como a monetização do valor patrimonial do imóvel, transformando o capital imobilizado em crédito líquido disponível para investimentos, reforma ou consolidação de dívidas.

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