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Compare taxa, prazo, valor liberado e custo total do home equity e do empréstimo pessoal, e veja quem pode escolher entre os dois e quem não pode
por Cibele Cardoso
Atualizado em 9 de outubro, 2026
Neste conteúdo, você vai encontrar:
Depende de dois fatores: se você tem uma propriedade para dar em garantia e se o valor que você precisa atinge o mínimo exigido pela instituição. Na Creditas, o home equity começa em R$ 50 mil. Quando ambas as condições são atendidas, o empréstimo com garantia de imóvel custa bem menos em juros do que o empréstimo pessoal, porque a garantia reduz o risco do banco. Caso nenhuma delas não é atendida, a comparação deixa de existir: o home equity sai da lista, e a escolha passa a ser entre o empréstimo pessoal e outras modalidades.
Neste conteúdo, você confere a diferença entre as duas modalidades, como taxa, prazo e valor liberado se comparam, quanto cada uma custa no total em um exemplo real e quando faz sentido escolher cada caminho.
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A diferença central é a garantia. No home equity, o crédito é liberado com um imóvel como garantia, por meio de alienação fiduciária: o imóvel passa a garantir a dívida, mas você continua morando nele ou pode alugá-lo normalmente. No empréstimo pessoal, não existe bem dado em garantia, a análise é só da sua renda e do seu CPF.
Essa diferença de risco para quem empresta é o que explica praticamente todo o resto da comparação: taxa, prazo, valor liberado e tempo de liberação.
A Creditas não oferece empréstimo pessoal sem garantia. Os empréstimos da Creditas são com garantia de imóvel (home equity) ou de veículo (Auto Equity), além do consignado privado, com a parcela descontada direto do salário. Quando este conteúdo fala em empréstimo pessoal, está descrevendo a modalidade como ela existe no mercado, oferecida por bancos e fintechs em geral, não um produto Creditas.
Leia depois: Como funciona o empréstimo com garantia de imóvel?
Essa modalidade tem a taxa mensal mais baixa das duas modalidades. Na Creditas pode acontecera partir de 1,09% ao mês mais IPCA. Somando o IPCA mais recente divulgado pelo IBGE - 4,22% em 12 meses até agosto de 2026, equivalente a cerca de 0,35% ao mês-, a taxa combinada do home equity em outubro de 2026 fica em torno de 1,44% ao mês [taxa fixa e vigência do IPCA a reconfirmar na data de publicação, atualizar se o IPCA de setembro sair antes].
Para o empréstimo pessoal, no período de 18 a 24 de setembro de 2026, a taxa variava de 1,27% a 21,64% ao mês entre as instituições listadas, com média de 7,34% ao mês. Esse número é cálculo do time de conteúdo a partir dos dados públicos por instituição financeira; o Banco Central não publica essa média já agregada.
Um levantamento complementar, do Núcleo de Pesquisas da Fundação Procon-SP, de setembro de 2026, registra para esses mesmos seis bancos uma taxa máxima pré-fixada de 8,66% ao mês, para cliente pessoa física não preferencial, em contrato de 12 meses. Esse número é a taxa máxima que os bancos informam cobrar do cliente não preferencial, não a média praticada. Por isso pode aparecer mais alto que o dado do Banco Central para os mesmos bancos.
Mesmo considerando o IPCA, que somava 4,22% em 12 meses até agosto de 2026, a taxa inicial do home equity fica em torno de 1,44% ao mês. É menos da metade da média de 3,68% ao mês dos seis bancos pesquisados. Vale lembrar que usar o imóvel como garantia é “a partir de”, e a do empréstimo pessoal é uma média.
O home equity libera valores mais altos e demora mais para sair. O empréstimo pessoal libera valores mais baixos e costuma cair na conta no mesmo dia.
| Critério | Home equity | Empréstimo pessoal |
|---|---|---|
| Garantia | Imóvel próprio, quitado ou, na Creditas, com pelo menos 50% do financiamento já pago | Nenhuma análise de renda e CPF |
| Taxa de juros | A partir de 1,09% a.m. + IPCA (Creditas), aproximadamente 1,44% a.m. combinado em outubro de 2026 (IPCA de 4,22% em 12 meses até ago/2026, IBGE) [reconfirmar na data de publicação] | Média de 7,34% a.m. no mercado e de 3,68% a.m. nos 6 bancos da pesquisa (Bacen, 18 a 24/09/2026); taxa máxima de 8,66% a.m. nesses bancos (Procon-SP, set/2026) |
| Prazo | Até 240 meses | Em geral até 48 meses, conforme a instituição |
| Valor liberado | De R$ 50 mil a R$ 3 milhões, até 60% do valor do imóvel (LTV, Creditas) | Em geral limitado pela renda e pelo score, costuma ficar abaixo de R$ 50 mil |
| Tempo de liberação | Depende do registro em cartório. Na Creditas, o valor é liberado em até 4 dias úteis após o cartório concluir o registro da garantia na matrícula do imóvel | Em geral no mesmo dia ou em poucos dias, após análise de crédito |
| Risco principal | Perder o imóvel por alienação fiduciária, se a dívida não for regularizada após a intimação | Negativação do nome e cobrança judicial, que pode levar à penhora de bens e valores |
Para um valor no alcance das duas modalidades, utilizar sua propriedade como garantia custa bem menos em juros ao longo do contrato. Veja uma simulação [cálculo do time de conteúdo, a validar com o financeiro antes de publicar, não inclui IOF, avaliação do imóvel nem custos de cartório]:
Para R$ 150 mil emprestados, pelo sistema de amortização Price:
No mesmo prazo de 48 meses, o home equity sai cerca de R$ 113 mil mais barato do que o empréstimo pessoal à taxa média dos seis bancos pesquisados e mais de R$ 330 mil mais barato do que à taxa média de mercado. Na prática, poucas pessoas conseguem R$ 150 mil em empréstimo pessoal, porque o limite depende da renda e do score. Este exemplo permite comparar as duas taxas num mesmo valor, não para sugerir que R$ 150 mil é um valor típico de empréstimo pessoal.
Isso muda em valores abaixo de R$ 50 mil, não porque o empréstimo pessoal fica mais barato, mas porque o home equity deixa de ser oferecido: esse é o valor mínimo da modalidade na Creditas. Quem precisa de um valor menor que esse, ou não tem imóvel próprio para dar em garantia, decide entre empréstimo pessoal e outras modalidades, não entre empréstimo pessoal e home equity.
Os dois têm risco, mas de natureza diferente. No home equity, o imóvel fica alienado fiduciariamente ao credor até a quitação. Se a dívida não for regularizada após a intimação, a propriedade pode ser consolidada em nome do credor e o imóvel ir a leilão.
No empréstimo pessoal, não há bem vinculado ao contrato, mas o atraso pode levar à negativação do nome e à cobrança judicial, que pode resultar na penhora de bens e valores.
A garantia segue um rito previsto na Lei 9.514/1997, com as alterações da Lei 14.711/2023: depois do período de carência definido em contrato, o devedor é intimado pelo cartório de Registro de Imóveis e tem 15 dias para purgar a mora (art. 26, §1º). Se a dívida não for regularizada nesse prazo, a propriedade é consolidada em nome do credor, e o imóvel vai a leilão em até 60 dias após o registro da consolidação (art. 27, prazo ampliado de 30 para 60 dias pela Lei 14.711/2023).
Veja também: O que é alienação fiduciária e por que vale a pena?
Escolha o home equity se:
Escolha o empréstimo pessoal se:

Não. Tratam-se de linhas com colaterais e dinâmicas operacionais totalmente distintas:
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