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Vale a pena refinanciar veículo? Veja vantagens e desvantagens

Juros mais baixos, mas o carro em garantia pode ser tomado se atrasar. Entenda quando compensa e como contratar.

por Creditas

Atualizado em 10 de julho, 2026

Vale a pena refinanciar veículo? Veja vantagens e desvantagens

Neste conteúdo, você vai encontrar:

Refinanciar um veículo costuma ser entendido como uma forma rápida de trocar dívidas caras por juros menores, mas a mesma garantia que baixa a taxa é o que está em jogo se as parcelas atrasarem. O produto vai além de “utilizar o carro para pegar dinheiro”: envolve avaliação pela Tabela FIPE, alienação fiduciária e um custo que nem sempre aparece na taxa anunciada.

O que determina se vale a pena não é só o percentual de juros, mas o Custo Efetivo Total (CET), o prazo escolhido e a real necessidade do dinheiro. Este artigo evidencia como funciona o refinanciamento, o passo a passo para contratar, quando faz sentido e os pontos que merecem atenção antes de assinar o contrato.

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O que é refinanciamento de veículo?

Refinanciamento de veículo, ou empréstimo com garantia de veículo, é a modalidade em que você utiliza um carro, moto ou caminhão próprio como garantia para obter crédito com juros reduzidos. Diferente do financiamento, que serve para comprar um veículo, o refinanciamento libera dinheiro para qualquer finalidade.

Em geral, o refinanciamento oferece juros menores que um empréstimo pessoal, porque o veículo reduz o risco da operação para a instituição financeira.

Durante o contrato, o veículo continua em sua posse: você utiliza o carro normalmente. O credor passa a deter a propriedade fiduciária do bem, regulada pelo Decreto-Lei nº 911/1969, até a quitação da dívida.

Principais características:

  • O veículo pode estar quitado ou parcialmente financiado, conforme a instituição.
  • O crédito liberado varia, em geral, entre 50% e 90% do valor na Tabela FIPE.
  • Os prazos variam entre 12 e 60 meses.
  • O dinheiro tem uso livre: quitar dívidas, investir ou reorganizar o orçamento.
  • O veículo passa por vistoria antes da liberação do crédito.

Quando vale a pena refinanciar o veículo?

A decisão de refinanciar deve ser estratégica, comparando o custo da nova operação com o custo das dívidas que você pretende substituir. Essa opção tende a fazer sentido quando:

  • A taxa de juros do refinanciamento é claramente menor que a das dívidas que você quer quitar, como cartão de crédito rotativo ou cheque especial.
  • A parcela precisa caber no orçamento mensal com folga, mesmo em cenários de renda mais apertada.
  • O veículo atende aos critérios da instituição, geralmente até 10 ou 15 anos de fabricação.
  • A documentação do carro, como IPVA e licenciamento, está em dia.
  • Você tem clareza sobre o destino do dinheiro, como reorganizar dívidas ou financiar um projeto que gera retorno.

Por outro lado, refinanciar para custear consumo imediato, como viagens ou compras sem retorno financeiro, tende a não compensar: você compromete um bem sem melhorar sua situação financeira no médio prazo.

Leia também | Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas?

Como refinanciar o veículo? Veja o passo a passo

O processo de contratação segue etapas parecidas em praticamente todas as instituições financeiras. Confira como funciona:

1. Avalie se o refinanciamento resolve o seu objetivo

Antes de iniciar a contratação, compare o custo do refinanciamento com as dívidas que pretende quitar. Se a diferença de juros for pequena, outra modalidade pode fazer mais sentido.

2. Reúna a documentação do veículo e pessoal

Você vai precisar do documento do veículo (CRLV), comprovante de renda, documentos pessoais e comprovante de residência. Ter tudo pronto acelera a análise de crédito.

3. Solicite a avaliação do veículo

A instituição faz uma vistoria e usa a Tabela FIPE como referência de valor de mercado. A vistoria influencia o valor liberado, com o estado de conservação do carro.

4. Compare propostas pelo CET, não apenas pela taxa

Solicite a planilha de Custo Efetivo Total de cada instituição. O CET reúne juros, IOF, tarifas de avaliação e registro, mostrando o custo real da operação.

5. Assine o contrato e formalize a alienação fiduciária

Com a proposta escolhida, o contrato formaliza a propriedade fiduciária do veículo em favor do credor. A alienação é registrada no Detran, mas você mantém a posse e o uso do carro.

6. Receba o crédito na conta

Após a aprovação e o registro, o valor cai na conta em prazo que costuma variar de 1 a 2 dias úteis, conforme a instituição.

Quanto custa refinanciar um veículo?

O principal número para comparar propostas é o CET . Ele reúne todos os custos da operação:

Componentes do custo de um empréstimo com garantia de veículo
Componente O que representa
Taxa de juros Percentual cobrado sobre o valor emprestado, conforme o perfil de crédito e a política da instituição.
IOF Imposto federal obrigatório, normalmente diluído nas parcelas do contrato.
Tarifa de avaliação Custo da vistoria do veículo e da consulta à Tabela FIPE para definição do valor da garantia.
Taxa de registro Custo do registro da alienação fiduciária junto ao Detran.
Seguros eventuais Podem ser incluídos conforme a política da instituição. Não são obrigatórios em todos os contratos.

Uma diferença pequena na taxa mensal muda bastante o valor final: em um crédito de R$ 30 mil em 36 meses, sair de 1,5% para 2,5% ao mês pode somar mais de R$ 5 mil ao total pago. Por isso, compare o CET, não apenas a taxa de juros divulgada.

O que acontece se eu não pagar o refinanciamento do veículo?

Se houver atraso no pagamento, a instituição pode iniciar o procedimento de recuperação do veículo previsto na legislação. Veja como funciona:

Etapas da inadimplência no empréstimo com garantia de veículo
Etapa O que acontece
1. Mora A instituição registra o atraso após o não pagamento da parcela.
2. Notificação Você recebe notificação formal, por carta registrada ou pelo Cartório de Registro de Títulos e Documentos, que comprova a mora. A lei não estabelece um prazo específico para quitação nesta etapa.
3. Busca e apreensão Se a dívida não for paga, o credor pode requerer a retomada do veículo, inclusive por via extrajudicial, conforme o Decreto-Lei nº 911/1969 e suas alterações posteriores.
4. Consolidação Sem pagamento em até 5 dias úteis após a execução da medida, a propriedade plena do veículo é consolidada em nome do credor.
5. Leilão O veículo pode ser vendido para quitar o saldo devedor. Se o valor obtido não cobrir toda a dívida, o devedor continua responsável pela diferença.

Esse procedimento é específico para bens com alienação fiduciária e não é o mesmo de uma penhora judicial.

Dá para refinanciar um veículo ainda financiado?

Sim, é possível utilizar o veículo como garantia, mesmo que o carro ainda esteja alienado a outro banco. Essa operação costuma ser chamada de refinanciamento com troca de garantia: a nova instituição quita o saldo devedor do financiamento atual, assume a alienação fiduciária do veículo e libera o valor excedente para você.

Não se trata de portabilidade de crédito nos termos da Resolução CMN nº 4.292/2013, já que essa modalidade não permite liberação de valor adicional além do saldo devedor transferido.

Para isso, costuma ser necessário ter patrimônio disponível (equity) suficiente no veículo, ou seja, o saldo já pago precisa deixar margem entre o valor do bem e a dívida remanescente. Cada instituição analisa esse critério de forma própria, então vale simular com mais de uma opção antes de decidir.

Como escolher a melhor proposta de refinanciamento?

Não existe um banco único que ofereça sempre a melhor condição: o resultado depende do seu perfil de crédito, do veículo e da política de cada instituição naquele momento. Antes de contratar, vale conferir:

  • Compare o CET, não apenas a taxa de juros mensal.
  • Verifique se o prazo escolhido mantém a parcela no orçamento em cenários de aperto.
  • Confirme os critérios de idade e estado de conservação exigidos para o veículo.
  • Avalie o valor liberado em relação ao saldo de dívidas que você pretende quitar.
  • Leia o contrato com atenção especial às condições de renegociação em caso de dificuldade de pagamento.

O crédito com garantia de imóvel, costuma reunir as taxas mais competitivas do mercado por reduzir o risco da instituição financeira.

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Perguntas Frequentes

Entenda as regras de aprovação para negativados, as condições para contratos com parcelas em atraso, a aceitação de diferentes categorias de veículos e o impacto no score em 2026.

Quem está com o nome sujo pode refinanciar o veículo?
Depende da política de crédito de cada instituição financeira. Como o veículo entra como lastro na operação (alienação fiduciária) e reduz drasticamente o risco de perda, diversas financeiras aceitam propostas de clientes negativados. Contudo, para compensar a restrição no CPF, os bancos costumam exigir uma comprovação de renda robusta e podem aplicar taxas de juros ligeiramente superiores à média de mercado.
É possível refinanciar um veículo que está com parcelas atrasadas?
Refinanciar um contrato que já apresenta parcelas em atraso é uma operação complexa e de difícil aprovação, pois o bem pode estar em fase de cobrança judicial ou busca e apreensão. O caminho financeiro mais recomendado nesses cenários é buscar uma renegociação direta com o banco credor atual para regularizar o contrato antes de tentar migrar ou refinanciar a dívida em outra instituição.
Motos e caminhões também podem ser usados como garantia de empréstimo?
Sim. A maior parte das instituições do mercado aceita motocicletas, caminhões, vans e veículos utilitários como garantia, operando sob a mesma lógica dos carros de passeio. O fator decisivo para a aprovação nesses casos será o ano de fabricação, o estado de conservação do bem e a liquidez do modelo avaliado.
Qual é o prazo máximo para pagar o refinanciamento de veículo?
Os prazos de pagamento costumam variar entre **12 e 60 meses**, a depender do ano do automóvel e do montante de crédito liberado. Optar por prazos mais longos é uma estratégia eficiente para reduzir o valor da parcela e adequá-la ao orçamento mensal, embora aumente o volume total de juros compostos pagos ao final do contrato.
Refinanciar o veículo afeta o Serasa Score?
A simulação e a análise de crédito geram consultas ao seu CPF, o que pode provocar uma leve e temporária oscilação negativa no seu score. No médio prazo, contudo, o efeito inverte: utilizar o capital para quitar dívidas caras e manter as novas parcelas pagas rigorosamente em dia alimenta positivamente o Cadastro Positivo, elevando sua pontuação geral de crédito.

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