Simule seu crédito
Soluções
Seguros
Soluções de seguros para proteger suas conquistas. Cote online, compare preços e economize com a maior corretora online do país, a Minuto Seguros, uma empresa Creditas.
Para você
Empresas
Tudo sobre Crédito
Juros mais baixos, mas o carro em garantia pode ser tomado se atrasar. Entenda quando compensa e como contratar.
por Creditas
Atualizado em 10 de julho, 2026
Neste conteúdo, você vai encontrar:
Refinanciar um veículo costuma ser entendido como uma forma rápida de trocar dívidas caras por juros menores, mas a mesma garantia que baixa a taxa é o que está em jogo se as parcelas atrasarem. O produto vai além de “utilizar o carro para pegar dinheiro”: envolve avaliação pela Tabela FIPE, alienação fiduciária e um custo que nem sempre aparece na taxa anunciada.
O que determina se vale a pena não é só o percentual de juros, mas o Custo Efetivo Total (CET), o prazo escolhido e a real necessidade do dinheiro. Este artigo evidencia como funciona o refinanciamento, o passo a passo para contratar, quando faz sentido e os pontos que merecem atenção antes de assinar o contrato.
Precisando de crédito para realizar seus objetivos?
Use seu carro para ter crédito rápido e seguro com juros a partir de 1,49% ao mês e até 60 meses para pagar.
Refinanciamento de veículo, ou empréstimo com garantia de veículo, é a modalidade em que você utiliza um carro, moto ou caminhão próprio como garantia para obter crédito com juros reduzidos. Diferente do financiamento, que serve para comprar um veículo, o refinanciamento libera dinheiro para qualquer finalidade.
Em geral, o refinanciamento oferece juros menores que um empréstimo pessoal, porque o veículo reduz o risco da operação para a instituição financeira.
Durante o contrato, o veículo continua em sua posse: você utiliza o carro normalmente. O credor passa a deter a propriedade fiduciária do bem, regulada pelo Decreto-Lei nº 911/1969, até a quitação da dívida.
Principais características:
A decisão de refinanciar deve ser estratégica, comparando o custo da nova operação com o custo das dívidas que você pretende substituir. Essa opção tende a fazer sentido quando:
Por outro lado, refinanciar para custear consumo imediato, como viagens ou compras sem retorno financeiro, tende a não compensar: você compromete um bem sem melhorar sua situação financeira no médio prazo.
Leia também | Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas?
O processo de contratação segue etapas parecidas em praticamente todas as instituições financeiras. Confira como funciona:
Antes de iniciar a contratação, compare o custo do refinanciamento com as dívidas que pretende quitar. Se a diferença de juros for pequena, outra modalidade pode fazer mais sentido.
Você vai precisar do documento do veículo (CRLV), comprovante de renda, documentos pessoais e comprovante de residência. Ter tudo pronto acelera a análise de crédito.
A instituição faz uma vistoria e usa a Tabela FIPE como referência de valor de mercado. A vistoria influencia o valor liberado, com o estado de conservação do carro.
Solicite a planilha de Custo Efetivo Total de cada instituição. O CET reúne juros, IOF, tarifas de avaliação e registro, mostrando o custo real da operação.
Com a proposta escolhida, o contrato formaliza a propriedade fiduciária do veículo em favor do credor. A alienação é registrada no Detran, mas você mantém a posse e o uso do carro.
Após a aprovação e o registro, o valor cai na conta em prazo que costuma variar de 1 a 2 dias úteis, conforme a instituição.
O principal número para comparar propostas é o CET . Ele reúne todos os custos da operação:
| Componente | O que representa |
|---|---|
| Taxa de juros | Percentual cobrado sobre o valor emprestado, conforme o perfil de crédito e a política da instituição. |
| IOF | Imposto federal obrigatório, normalmente diluído nas parcelas do contrato. |
| Tarifa de avaliação | Custo da vistoria do veículo e da consulta à Tabela FIPE para definição do valor da garantia. |
| Taxa de registro | Custo do registro da alienação fiduciária junto ao Detran. |
| Seguros eventuais | Podem ser incluídos conforme a política da instituição. Não são obrigatórios em todos os contratos. |
Uma diferença pequena na taxa mensal muda bastante o valor final: em um crédito de R$ 30 mil em 36 meses, sair de 1,5% para 2,5% ao mês pode somar mais de R$ 5 mil ao total pago. Por isso, compare o CET, não apenas a taxa de juros divulgada.
Se houver atraso no pagamento, a instituição pode iniciar o procedimento de recuperação do veículo previsto na legislação. Veja como funciona:
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Mora | A instituição registra o atraso após o não pagamento da parcela. |
| 2. Notificação | Você recebe notificação formal, por carta registrada ou pelo Cartório de Registro de Títulos e Documentos, que comprova a mora. A lei não estabelece um prazo específico para quitação nesta etapa. |
| 3. Busca e apreensão | Se a dívida não for paga, o credor pode requerer a retomada do veículo, inclusive por via extrajudicial, conforme o Decreto-Lei nº 911/1969 e suas alterações posteriores. |
| 4. Consolidação | Sem pagamento em até 5 dias úteis após a execução da medida, a propriedade plena do veículo é consolidada em nome do credor. |
| 5. Leilão | O veículo pode ser vendido para quitar o saldo devedor. Se o valor obtido não cobrir toda a dívida, o devedor continua responsável pela diferença. |
Esse procedimento é específico para bens com alienação fiduciária e não é o mesmo de uma penhora judicial.
Sim, é possível utilizar o veículo como garantia, mesmo que o carro ainda esteja alienado a outro banco. Essa operação costuma ser chamada de refinanciamento com troca de garantia: a nova instituição quita o saldo devedor do financiamento atual, assume a alienação fiduciária do veículo e libera o valor excedente para você.
Não se trata de portabilidade de crédito nos termos da Resolução CMN nº 4.292/2013, já que essa modalidade não permite liberação de valor adicional além do saldo devedor transferido.
Para isso, costuma ser necessário ter patrimônio disponível (equity) suficiente no veículo, ou seja, o saldo já pago precisa deixar margem entre o valor do bem e a dívida remanescente. Cada instituição analisa esse critério de forma própria, então vale simular com mais de uma opção antes de decidir.
Não existe um banco único que ofereça sempre a melhor condição: o resultado depende do seu perfil de crédito, do veículo e da política de cada instituição naquele momento. Antes de contratar, vale conferir:
O crédito com garantia de imóvel, costuma reunir as taxas mais competitivas do mercado por reduzir o risco da instituição financeira.

Assine a newsletter do Exponencial e receba análises de crédito com garantia, comparativos de taxas e guias práticos para otimizar suas finanças e proteger seu patrimônio.
Newsletter
Exponencial
Assine a newsletter e fique por dentro de todas as nossas novidades.
Ao assinar a newsletter, declaro que concordo com a Política de privacidade da Creditas.