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Fintech

Fintech: entenda o que é  e como pode ajudar suas finanças

Além de tecnológica, a mudança imposta pelas fintechs foi comportamental. Entenda como elas estão transformando o sistema financeiro brasileiro
Escrito por Portal Exponencial em 04.09.2019 | Atualizado em 07.05.2020
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A indústria financeira nunca mais foi a mesma desde o surgimento das fintechs. Com a proposta de oferecer produtos e serviços mais baratos e menos burocráticos, essas empresas conquistaram espaço em um mercado tradicionalmente dominado pelos grandes bancos. Mas, você sabe o que é fintech? E uma fintech de empréstimo

Já acompanhamos esse tipo de transformação no mercado de transporte, com a chegada de aplicativos de carona e taxi. O mesmo ocorreu na área de telecomunicação, com as plataformas de streaming e em diversos outros setores. Não poderia ser diferente com o financeiro. A evolução é constante e a tecnologia é o grande impulsionador dessas mudanças.  

Dessa forma, a fintech apresenta um novo olhar sobre os consumidores e surge com uma meta ousada: simplificar a vida de seus clientes e otimizar produtos e serviços por meio do uso inteligente da tecnologia.

Afinal, o que é uma fintech?

Fintechs são empresas que provocam inovações no mercado financeiro, escalando produtos e serviços com a ajuda da tecnologia. Esse modelo de negócio é focado na experiência do usuário, priorizando processos simples e fluídos.  

Mas, qual o significado de fintech? O termo fintech vem da fusão das palavras finanças e tecnologia, só que em inglês: finance + technology = fintech.

A palavra começou a se popularizar a partir de 2015, quando as regulações internacionais começaram a favorecer a competitividade nesse mercado. 

Assim, quando se fala em fintech estamos sempre nos referindo a empresas que, pautadas em tecnologia, oferecem diversos tipos de serviços financeiros. Agora você já sabe o que são fintechs.

Leia também a entrevista com Rafael Pereira, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), que explica como o segmento de fintechs tem mudado a relação da sociedade com o mercado financeiro.

Fintechs de serviços financeiros: entenda a diferença entre banco e fintech     

As fintechs brasileiras têm estrutura e expertise para atuar nos mais variados segmentos do mercado financeiro. Diferente dos bancos tradicionais, que oferecem produtos e serviços financeiros variados e padronizados, essas empresas se especializam em nichos de mercado, concentrando seus esforços em áreas específicas. Isso é muito positivo, pois o consumidor pode contar com profissionais especializados no produto ou serviço que ele precisa. 

Além disso, por não possuírem agências físicas e atuarem em estrutura enxutas, elas conseguem oferecer juros e preços mais competitivos em relação aos oferecidos pela indústria financeira tradicional.

Em resumo, a principal diferença entre banco e fintech é o porte, o foco e as ferramentas. Com menos pessoas, menos produtos e com muita tecnologia, a fintech é capaz de oferecer um serviço ou produto mais barato e de forma mais eficiente que o banco. Vale a pena conferir na hora de buscar por serviços financeiros.

Quais são os diferenciais das fintechs?

A jornada do consumidor em relação às suas finanças ocorre de forma cada vez menos presencial e o novo modelo de negócio da fintech ocupou um importante papel nessa mudança de comportamento. Essas startups surgiram com a proposta de revolucionar um mercado, estimulando a concorrência e a consequente melhora dos produtos e serviços financeiros para o consumidor.

Veja alguns diferenciais das fintechs:

  • Menores taxas de juros: processos otimizados e automatizados também possibilitam a redução de custos de produtos e serviços. 
  • Redução de burocracia e mais agilidade: a automatização dos processos também possibilita a desburocratização e consequente agilidade nas operações. Hoje é possível abrir contas bancárias e solicitar empréstimos de forma totalmente online, em poucos minutos.
  • Serviços melhores e mais especializados: elas são especializadas em nichos específicos e atuam ativamente na qualidade desses serviços. Ao ofertar menos produtos e soluções, cada fintech se torna especialista em determinado produto e, consequentemente, entregam ao cliente final um serviço de mais qualidade.
  • Tecnologia a serviço do usuário: essas empresas nascem digitais e têm a tecnologia em seu DNA. Elas utilizam os recursos tecnológicos  em prol da praticidade e qualidade. Dessa forma, é possível resolver tudo - ou quase tudo - online e com a segurança de dados garantida.
  • Melhor experiência do consumidor: essas empresas estão preparadas para atender o mais variado perfil de público. Não é necessário ter certa familiaridade com a tecnologia para aproveitar essas vantagens, já que uma de suas principais características é o cuidado em melhorar a experiência do consumidor, incluindo os que não são nativos digitais.
  • Estímulo à concorrência: elas estimulam a concorrência do mercado e impulsionam os concorrentes a melhorar a qualidade dos serviços.

O que diz a regulamentação para fintechs?

Em 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central aprovou resoluções normativas que regulamentam as operações das fintechs brasileiras. Até então, elas precisavam fechar parcerias com bancos para mediar suas operações.

A norma permite  que essas organizações atuem como Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), com a possibilidade de eliminar os intermediários. Isso significa que essas empresas podem oferecer serviços financeiros com seus próprios recursos, o que ajuda a reduzir os custos das operações.

Fintechs no Brasil e no mundo  

O ecossistema do mercado fintech no Brasil está em crescimento desde 2013 e já conta com mais de 550 instituições nesse setor, de acordo com o estudo Fintech Mining Report 2019, feito pela consultoria Distrito. Além disso, o Brasil já ocupa a primeira posição em número de fintechs na América Latina. 

O investimento no setor atingiu a representativa quantia de 112 bilhões de dólares no ano de 2018, o que representa um aumento significativo ante 51 bilhões de dólares de 2017, de acordo com informações divulgadas em relatório da KPMG.

No ano de 2018, as fintechs brasileiras conseguiram movimentar mais de 1,48 bilhão de reais de investimentos. Os dados são do relatório Conexão Fintech e revelam que esse mercado está em franca evolução no Brasil, que se tornou referência na América Latina e que caminha a passos largos para competir com capitais onde a cultura de fintechs já se consolidou, como Londres, Chicago, Nova York e Hong Kong. 

Globalmente, o movimento também não para de crescer. De acordo com relatório Global Fintechs Market (2013-2018), da fornecedora de pesquisas de mercado Research, esse mercado deverá movimentar cerca de 305,7 bilhões de dólares até 2023.

Com o aquecimento do setor, a tendência é o surgimento de novas empresas, atuando de formas cada vez mais especializadas e sem a necessidade de intermediação de instituições financeiras. 

Fintechs brasileiras que estão fazendo a diferença 

O Brasil já conta com mais de 550 fintechs que se distribuem por diversas categorias de serviços do mercado financeiro. Seja para contratar uma conta livre de taxas ou solicitar um empréstimo com juros baixos, essas empresas conquistam cada vez mais consumidores por sua proposta moderna de oferta de produtos. O mercado de fintech no Brasil está, portanto, em franco crescimento. 

Uma das mais conhecidas é a Nubank, que chegou a 100% dos municípios brasileiros em 2019 e já conta com mais de 6 milhões de clientes. Outro player que se destacou no ecossistema de fintechs foi a Creditas, principal plataforma de empréstimo com garantia do País. A empresa recebeu aporte de 231 milhões de dólares em uma rodada de aumento de capital liderada pelo SoftBank Vision Fund e SoftBank Group Corp.

Como a possibilidade de inadimplência é baixa, uma vez que o usuário deixa um bem ou o salário como garantia, a empresa consegue operar com taxas mais vantajosas em relação a outras linhas de crédito.

O valor mínimo de solicitação é de 30 mil reais para empréstimos com garantia em imóvel e de 5 mil reais para empréstimos que envolvem veículos como garantia. Para o empréstimo consignado o valor mínimo para contratação é de 1 mil reais.

Selecionamos, a seguir, os setores que predominam o mercado de fintechs no Brasil e algumas empresas que estão se destacando. Confira: 

Fintech de serviços financeiros: crédito e empréstimo

O setor de crédito também se transformou com o crescimento do mercado de fintech no Brasil. Nesse caso, é possível oferecer taxas de juros menores em relação às praticadas por bancos tradicionais. Isso se deve a um fator determinante: a ausência de custos envolvidos em manter um estabelecimento físico. Geralmente, as fintechs operam de um escritório central, o que barateia os custos da operação.

Saiba quais são as fintechs mais conhecidas do setor:

  • Creditas: principal plataforma de empréstimo com garantia do Brasil, é uma das mais importantes fintechs de crédito. A empresa opera com taxas a partir de 1,59% ao mês para empréstimo com garantia em veículos, 0,99% para empréstimos com garantia de imóvel e 1,75% para o empréstimo consignado.
  • Geru: fintech lançada em 2015, a Geru é uma plataforma de empréstimos online sem garantia. Para solicitar um empréstimo, é necessário preencher um pré-cadastro. As taxas da empresa podem variar entre 2% e 9,5%, de acordo com o perfil e score do cliente.  
  • Lendico: a fintech de crédito opera desde 2015 e é correspondente dos bancos BMG, CBSS e Portocred. A plataforma oferece empréstimos pessoais e as taxas de juros começam em 2,97% por mês.
  • Rebel: é um plataforma online de empréstimo pessoal sem garantias. No entanto, para garantir o crédito é necessário não estar com o CPF negativado e ter renda mensal comprovada.

Como vimos, as fintechs têm o importante papel de estimular a concorrência no setor, impulsionando condições melhores e produtos adequados à realidade brasileira. No fim, quem sai ganhando é o consumidor. 

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Fintech de meios de pagamento

Essas empresas oferecem produtos e serviços que otimizam a experiência de compra e venda. Existem fintechs, por exemplo, que vendem máquinas de cartão sem cobrar taxas de aluguel. 

Conheça algumas empresas desse setor:

  • SumUp: fintech alemã que atua no setor de pagamentos móveis. Desembarcou no Brasil em 2013 e diariamente inclui 4 000 novos clientes à sua base.  
  • Vindi: especializada em gestão e recebimento de pagamentos, a fintech conta com uma plataforma em nuvem para facilitar o monitoramento de cobranças, vendas e faturas. 
  • PagSeguro: conhecida principalmente pela moderninha, máquina de cartões, o PagSeguro é uma plataforma de pagamentos que atende vendas online e offline. 

Fintech de investimentos

Existem várias maneiras de aplicar seu dinheiro e isso é mais simples do que você pode imaginar. As fintechs desse segmento utilizam a tecnologia para criar mecanismos de busca e algoritmos para mapear opções interessantes ao consumidor que fogem dos oferecidos tradicionalmente no sistema financeiro. 

Alguns exemplos são:

  • Vérios: com foco em fazer a ponte entre o cliente que deseja investir e o pacote mais adequado a ele, a fintech traça um perfil do usuário e, a partir do valor pretendido, sugere uma carteira.
  • Renda Fixa: o aplicativo opera como uma espécie de buscador de investimentos. Ao realizar o login, o usuário consegue visualizar pacotes disponíveis em 36 organizações financeiras.
  • Magnetis: trata-se de uma administradora de investimentos que utiliza inteligência artificial para alocar os recursos dos usuários.

Fintech para blockchain e criptomoedas

O assunto de criptomoedas ganhou os noticiários econômicos por sua rentabilidade. O bitcoin é a primeira criptomoeda e já funciona há oito anos. A moeda segue o protocolo público criado por Satoshi Nakamoto. Na prática, isso significa que sua transação ocorre por meio de um código aberto e autorregulável. 

Veja alguns exemplos: 

  • PandaPay: oferece uma plataforma de pagamentos em Bitcoins e criptomoedas.
  • Foxbit: a plataforma permite comprar criptomoedas como Bitcoin, Litecoin, Ether e TrueUSD. 
  • Z.ro.: pertencente ao Grupo B&T, a fintech facilita o uso de criptomoedas para pagamentos em geral. 

Fintech de controle de finanças pessoais

Fazer escolhas corretas com o seu dinheiro é uma tarefa que pode trazer inúmeros benefícios para a sua saúde financeira no longo prazo. Uma das principais plataformas do Brasil quando o assunto é organização financeira é o GuiaBolso. Trata-se de uma plataforma que realiza conexão com a conta bancária do usuário e baixa informações relevantes de gastos e rendas.

Algumas empresas desse setor: 

  • GuiaBolso: plataforma de controle financeiro mais conhecida nesse segmento, a fintech permite parear o aplicativo à sua conta bancária para acompanhar o controle de gastos.
  • Conta Azul: o canal online permite realizar gestão e controle financeiro para pequenas empresas de forma eficiente. 
  • Contabilizei: a fintech oferece um painel eficiente de gerenciamento de contas para micro e pequenas empresas. 

Fintech de seguros

Contratar um seguro sempre foi um procedimento burocrático e lento. O trâmite de negociação com corretores, a vistoria e, finalmente, a contratação, são fases que poderiam levar até dias para serem concluídas. Com o surgimento de fintechs no setor, também conhecidas como insurtechs, esse processo de contratação foi radicalmente reduzido e se tornou mais simples e barato. 

Algumas empresas desse setor:

  • Minuto Seguros: criada em 2001, a corretora de seguros é reconhecida como a primeira a trazer o seguro para as plataformas digitais. É possível contratar pacotes de 13 diferentes seguradoras. 
  • Youse: a plataforma de venda de seguros online pertence a Caixa Seguradora e oferece seguros de automóveis, imóveis e de vida.
  • Kakau: a partir do uso de inteligência artificial, a fintech mapeia os pacotes de seguro mais indicados ao perfil do usuário. 

E você, já sabe tudo sobre fintech e entendeu que essas empresas podem ajudar suas finanças? Compartilhe com a gente nos comentários. 

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