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Saia do vermelho

Como resolver dívida com bancos? Aprenda a negociar e evitar débitos futuros

Quitar as dívidas com instituições financeira pode parecer uma possibilidade distante, mas há chances de resolver. Saiba como!

por Vanessa Ferreira

Atualizado em 26 de janeiro, 2026

Como resolver dívida com bancos? Aprenda a negociar e evitar débitos futuros

Dívidas com bancos fazem parte da realidade de milhões de brasileiros e costumam pesar ainda mais no início do ano. Em dezembro, o país registrou 81,2 milhões de endividados, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, promovido pelo Serasa.

Nesse cenário, muitas pessoas se perguntam como pagar uma dívida com banco, o que acontece quando não conseguem pagar ou até se a dívida bancária pode caducar com o tempo. Entender como funcionam as dívidas bancárias, quais são os riscos e quais caminhos existem para negociação é essencial para sair do vermelho.

Neste conteúdo, você vai aprender como lidar com débitos com bancos, como negociar pendências bancárias de forma prática, segura e sustentável, além de entender o que fazer quando a dívida parece não caber mais no orçamento.

O que significa ter o nome negativado?

O nome fica negativado quando o banco informa o atraso aos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC Brasil. A partir desse registro, o consumidor passa a ter uma pendência ativa vinculada ao CPF, sendo classificado como inadimplente no mercado.

Nessa condição, geralmente, o acesso ao crédito fica mais restrito e, quando há aprovação, geralmente vem acompanhada de juros mais altos.

Especialmente em modalidades como empréstimo pessoal, cartão de crédito e financiamento, a dificuldade é maior.

O que acontece se você não pagar sua dívida?

Ao não pagar a dívida, o primeiro impacto é a negativação do seu nome nos órgãos de proteção ao crédito, além da dificuldade de obter novos créditos e taxas de juros altas.

  • Negativação nos órgãos de proteção ao crédito

Quando o pagamento não ocorre, a instituição financeira pode incluir o CPF nos cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC. Isso dificulta o acesso a empréstimos, financiamentos e cartões no futuro.

  • Juros altos e crescimento rápido da dívida

O acúmulo de taxas e juros elevados aumentam rapidamente o saldo devedor e tornam a dívida ainda mais difícil de ser quitada.

Segundo o Banco Central, as taxas médias de juros de crédito pessoal no Brasil são superiores a 45,4% ao ano (dados de julho/25). 

  • Impossibilidade de acesso a novos créditos

Quando um banco consulta o CPF e identifica registros de inadimplência, a tendência é negar novas operações ou oferecer condições menos vantajosas.

Por que a dívida cresce tão rápido com os juros?

Pendências financeiras costumam ter juros elevados, principalmente em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal e contratos em atraso. Quando o pagamento não ocorre, os encargos passam a incidir continuamente sobre o saldo devido.

Dados do Banco Central indicam que o crédito pessoal pode ultrapassar 45% ao ano, enquanto o cheque especial pode superar 100% ao ano. Por isso, é comum que um valor inicialmente pequeno se transforme em um débito difícil de administrar.

Saiba mais sobre Taxa de juro de empréstimo: como calcular na prática

Como negociar a dívida com o banco?

Negociar a dívida costuma ser uma das formas mais eficazes de interromper o crescimento do valor em atraso. O primeiro passo é entender exatamente quanto se deve, em quais contratos e quais pendências concentram os maiores juros.

Quem enfrenta esse tipo de situação geralmente sente dificuldade para saber por onde começar. Nesse momento, organização e informação fazem toda a diferença.

A seguir, confira detalhadamente o que pode ajudar nesse processo.

1. Mapeie todas as suas dívidas

Faça um levantamento completo de todas as pendências financeiras, incluindo cartão de crédito, empréstimo pessoal, financiamento, cheque especial e contratos já renegociados.

Tipos de dívida
Modalidade Valor Parcela Juros Prazo
Cartão de crédito R$ 1.500 R$ 150 12% 6 meses
Empréstimo pessoal R$ 3.000 R$ 350 15% 12 meses
Financiamento de carro R$ 8.000 R$ 500 10% 24 meses

Esse mapeamento permite identificar quais valores estão em atraso, quais têm juros mais elevados e quais comprometem maior parte da renda mensal.

Entenda Como escolher o melhor banco para financiamento

2. Pesquise as ofertas de outros bancos

Fazer simulações em diferentes instituições pode ajudar a encontrar condições mais vantajosas. Em muitos casos, trocar um débito caro por outro com juros menores reduz significativamente o custo total.

3. Tome a iniciativa

Não é preciso esperar a cobrança se intensificar. Quando fica claro que o pagamento não será possível, procurar o banco tende a abrir mais espaço para negociação.

4. Proponha soluções durante a conversa

É comum surgir a dúvida entre negociar agora ou aguardar. Na maioria dos casos, buscar um acordo mais cedo ajuda a evitar o crescimento excessivo dos encargos.

5. Não se sinta intimidado

Milhões de brasileiros passam por situações semelhantes. Endividamento não é falha moral, mas um desequilíbrio financeiro que pode ser reorganizado com estratégia.

6. Participe de feirões de negociação

Feirões como o Feirão Limpa Nome do Serasa reúnem bancos e financeiras com condições especiais para regularizar valores em atraso.

Leia também | Refinanciamento: o que é e como pode ajudar você 

7. Seja realista nos cálculos

Antes de fechar qualquer acordo, é importante verificar se as parcelas realmente cabem no orçamento. Uma renegociação mal planejada pode gerar nova inadimplência.

8. Não volte a se endividar

Após regularizar a pendência bancária, controle gastos e evite voltar ao crédito rotativo, especialmente cartão e cheque especial.

Confira nosso guia | Como renegociar dívidas: vantagens de negociar e como fazer

Por que mapear todas as dívidas faz diferença?

Ter uma visão completa das pendências permite identificar quais contratos têm juros mais altos, quais podem ser renegociados e quais devem ser priorizados.

Com essas informações organizadas, fica mais fácil comparar propostas, negociar com o banco e evitar assumir parcelas incompatíveis com o orçamento mensal.

Dívida com banco “caduca” depois de cinco anos?

Não. Após cinco anos, ocorre apenas a retirada do nome dos cadastros de inadimplência, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

O débito continua existindo, pode ser cobrado judicialmente e permanece registrado no histórico financeiro. Ou seja, a obrigação não desaparece, apenas deixa de aparecer nos órgãos de proteção ao crédito.

Dívidas com bancos impedem novos empréstimos?

Sim. Quando há registros de inadimplência, os bancos costumam negar novas operações de crédito ou impor condições menos vantajosas. Isso acontece porque o risco de não pagamento é considerado maior.

Vale a pena participar de feirões de negociação?

Sim, vale a pena. Feirões de renegociação, como o Feirão Limpa Nome do Serasa, costumam oferecer condições especiais, com descontos em juros, multas e possibilidade de parcelamento. 

Em muitos casos, são boas oportunidades para reduzir o valor total da dívida. Ainda assim, é importante analisar se as parcelas propostas cabem no seu orçamento.

.Leia também | Serasa: o que você precisa saber sobre os principais serviços

Quando trocar uma dívida cara por outra mais barata faz sentido?

Trocar a dívida cara por uma mais acessível tende a ser vantajosa quando o novo crédito apresenta juros significativamente menores e parcelas compatíveis com a renda. Faz sentindo principalmente quando  quando há empréstimos caros ou várias pendências concentradas.

Enquanto as dívidas rotativas podem ultrapassar 100% ao ano, modalidades com garantia podem partir de cerca de 1,9% ao mês + IPCA, reduzindo o custo total ao longo do tempo.

Saiba mais | Portabilidade de crédito vale mesmo a pena?

Como solicitar a portabilidade de dívida?

A seguir, confira o passo a passo para solicitar a portabilidade da sua dívida:

  1. Solicite informações sobre sua dívida atual: peça ao banco o Custo Efetivo Total (CET) e o valor para quitar a dívida antecipadamente.
  2. Pesquise condições em outros bancos: compare as taxas de juros e as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras.
  3. Solicite a portabilidade ao novo banco: se o novo banco oferecer condições melhores, ele fará o pagamento da dívida com o banco atual e emitirá um novo contrato com as novas condições.

Com a portabilidade de crédito, é possível reduzir as pendências financeiras e pagar de maneira mais acessível.

Leia também | CET: o que é Custo Efetivo Total, para que serve e como calcular

Como evitar voltar a se endividar?

Depois de negociar ou quitar débitos, o passo mais importante é reorganizar o orçamento. Isso envolve acompanhar gastos fixos, reduzir o uso do crédito rotativo e criar uma reserva para imprevistos.

A educação financeira contínua ajuda a transformar a renegociação em um recomeço sustentável, e não apenas em uma pausa temporária no endividamento.

Como controlar os dados e sair das dívidas?

Sair das dívidas é possível com o Papo de Grana! Aprenda estratégias para renegociar débitos e tomar o controle da sua vida financeira. Não deixe para depois, comece hoje a transformar sua situação financeira.

Assista também ao vídeo no YouTube!

Tire suas dúvidas

Tire suas dúvidas sobre prazos, cobranças judiciais e as melhores estratégias para limpar seu nome e regularizar a situação financeira.

Quanto tempo dura uma dívida com banco? Ela "caduca"?
A dívida não tem prazo para “acabar”. O que ocorre após cinco anos é que o seu nome deve sair dos cadastros de inadimplência (como Serasa e SPC), mas o débito continua existindo. O banco ainda pode cobrar o valor judicialmente e a restrição interna na instituição permanece, o que pode impedir novos créditos no futuro.
É melhor pagar a dívida direto no banco ou pelo Serasa?
Depende da proposta. O Serasa é um intermediador e costuma oferecer descontos agressivos em períodos de "feirão". Já a negociação direta com o banco pode ser melhor para quem precisa de prazos específicos ou quer manter um bom relacionamento com a instituição. Compare sempre o valor final e o Custo Efetivo Total (CET).
Estou devendo o banco. Ele pode pegar meus bens?
Não de forma automática. Para penhorar bens, o banco precisa ingressar com uma ação judicial, ganhar o processo e obter uma ordem do juiz. Isso geralmente ocorre em dívidas de valores elevados ou quando não há qualquer tentativa de acordo por parte do devedor.
Qual valor de dívida faz o banco entrar com ação judicial?
Não existe um valor mínimo definido por lei. O banco avalia o custo do processo versus a chance de recuperar o dinheiro. Contratos com garantia (imóveis e veículos) ou dívidas de alto valor têm maior probabilidade de irem para a Justiça.
Posso negociar uma dívida mesmo estando com o nome limpo?
Sim. Você não precisa esperar a negativação para agir. Se perceber que não conseguirá pagar a próxima parcela, procure o banco. Renegociar antes da inadimplência demonstra boa fé e pode garantir taxas de juros mais amigáveis.
O banco pode ligar ou me cobrar todos os dias?
A cobrança é um direito do credor, mas deve ser respeitosa. Práticas como ligar excessivamente (várias vezes ao dia), fazer ameaças ou expor o consumidor ao ridículo são consideradas abusivas e podem ser denunciadas ao Procon ou registradas no Consumidor.gov.br.
Vale a pena aceitar a primeira proposta de negociação?
Nem sempre. A primeira oferta é um ponto de partida. Avalie se as parcelas realmente cabem no seu bolso. Muitas vezes, ao demonstrar real interesse em pagar, mas apontar dificuldades, você consegue reduções maiores em juros e multas.
Posso renegociar uma dívida mais de uma vez?
Sim. Se você fez um acordo e não conseguiu cumprir, pode tentar uma nova renegociação. Contudo, as condições podem ser mais rígidas na segunda tentativa, por isso é essencial fechar um acordo que seja sustentável para o seu orçamento.
Depois de pagar, quanto tempo leva para o nome ficar regular?
Após o pagamento do boleto ou da primeira parcela do acordo, a instituição financeira tem o prazo de cinco dias úteis para solicitar a baixa da negativação nos órgãos de proteção ao crédito.

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