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Saia do vermelho
Entender como funcionam débitos bancários, quais são os riscos e quais caminhos existem para negociação é essencial para sair do vermelho.
por Cibele Cardoso
Atualizado em 24 de agosto, 2026
Neste conteúdo, você vai encontrar:
O endividamento faz parte da realidade de mais de 80% das famílias brasileiras, aponta estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se você chegou até aqui, provavelmente já sente esse peso nas contas e quer entender por onde começar a resolver.
De forma resumida, o caminho mais eficaz para quitar uma dívida com o banco é confirmar exatamente quais pendências existem no seu CPF, entrar em contato com o banco para entender as condições de negociação e formalizar um acordo que caiba no seu orçamento.
Neste conteúdo, você vai aprender como identificar se tem dívidas, como lidar com os débitos com bancos, como negociar pendências de forma prática, segura e sustentável, além de entender o que fazer quando a dívida parece não caber mais no orçamento.
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O primeiro passo para resolver a situação é entender exatamente quanto se deve, em quais contratos e quais pendências concentram os maiores juros. Quem enfrenta esse tipo de situação geralmente sente dificuldade para saber por onde começar. Nesse momento, organização e informação fazem toda a diferença. A seguir, confira o que pode ajudar nesse processo.
Antes de negociar qualquer coisa, vale confirmar exatamente quais pendências existem no seu nome. Existem hoje quatro canais gratuitos para isso:
| Canal | O que mostra | Gratuito |
|---|---|---|
| Serasa e SPC Brasil | Se o CPF está negativado, o valor das dívidas que geraram a negativação e o score de crédito | Sim |
| Registrato (Banco Central) | Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR), com as operações de crédito registradas em seu nome pelas instituições financeiras | Sim |
| Receita Federal | Situação cadastral do CPF — não mostra dívidas bancárias, diferente da negativação em Serasa e SPC | Sim |
| Direto com o banco | Valor atualizado, contratos em aberto e datas de vencimento, pelo aplicativo, internet banking ou central de atendimento | Sim |
Quer o passo a passo completo de como acessar e interpretar o relatório do Registrato? Veja o guia completo sobre o Registrato do Banco Central.
Sim, para trabalhadores e dívidas que atendam aos critérios do Desenrola Brasil 2.0, programa do governo federal para renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa tem critérios de renda, tempo de atraso e data de contratação da dívida, e permite usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1.000 (o que for maior) para amortizar ou quitar dívidas elegíveis negociadas no programa, com descontos de até 90% e prazo de até 48 meses.
Vale a pena usar o FGTS? Depende. Usar o fundo reduz uma reserva importante para situações previstas em lei, então vale comparar o custo da dívida com o rendimento que esse saldo teria se permanecesse no fundo, que soma remuneração legal, distribuição de resultados e a garantia de rendimento mínimo equivalente ao IPCA.
Leia também | Como usar o FGTS para pagar dívidas
O nome fica negativado quando o atraso é informado aos órgãos de proteção ao crédito, passando a constar como pendência ativa vinculada ao CPF. Com esse registro, o acesso a novas operações de crédito tende a ficar mais restrito, e quando há aprovação, costuma vir com juros mais altos, principalmente em modalidades como empréstimo pessoal, cartão de crédito e financiamento.
Como os encargos incidem continuamente sobre o saldo devido, mesmo uma dívida pequena pode crescer rápido enquanto fica parada, sobretudo em modalidades sem garantia. O cheque especial, por exemplo, já chegou a uma taxa média de 138,9% ao ano, segundo o Banco Central.
Após cinco anos, o registro negativo não pode mais ficar nos cadastros de inadimplência, conforme o Código de Defesa do Consumidor. O débito em si não desaparece automaticamente, a cobrança judicial e extrajudicial só fica impedida quando a prescrição é reconhecida, e a pendência ainda pode aparecer no histórico interno do banco.
Sim. Registros de inadimplência tendem a reduzir as chances de aprovação ou resultar em condições menos vantajosas, mas não impedem necessariamente a contratação de todo tipo de crédito.
Trocar a dívida cara por uma mais acessível, ou pegar um novo empréstimo para pagá-la, tende a valer a pena quando o novo crédito é claramente mais barato do que a dívida atual e as parcelas cabem na renda. Trocar uma dívida cara por outra igual ou pior apenas muda o problema de lugar. Faz mais sentido em cenários como cartão de crédito, cheque especial ou rotativo, que costumam ter os juros mais altos: enquanto essas dívidas podem ultrapassar 100% ao ano, modalidades com garantia podem ter taxas bem menores, como o empréstimo com garantia de imóvel da Creditas, com juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA.
Como comparar uma troca de dívida:
Se uma dívida no rotativo do cartão cresce a taxas muito altas, e o cliente consegue um empréstimo com juros menores e prazo mais previsível, a operação pode ajudar a reorganizar a vida financeira. Ainda assim, isso só funciona se o novo contrato vier acompanhado de disciplina para não voltar a usar o crédito antigo como antes.
Compare alternativas antes de trocar uma dívida
Se você está considerando substituir uma dívida por outra com juros menores, compare o CET, o prazo e o valor total pago. A Creditas oferece empréstimos com garantia de imóvel e veículo, com juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA e prazo de até 240 meses, que podem ser incluídos nessa comparação.
Depois de negociar ou quitar débitos, o passo mais importante é reorganizar o orçamento. Isso envolve acompanhar gastos fixos, reduzir o uso do crédito rotativo e criar uma reserva de emergência. A educação financeira contínua ajuda a transformar a renegociação em um recomeço sustentável, e não apenas em uma pausa temporária no endividamento.
Sair das dívidas é possível com o Papo de Grana. Veja estratégias para renegociar débitos, organizar o orçamento e reduzir o risco de voltar à inadimplência.
Assista também ao vídeo de Gui Casagrande, especialista em educação financeira!
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