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Dívida caduca após cinco anos? Entenda o que realmente acontece

É comum achar que após cinco anos o débito prescreve, mas não é bem assim que funciona. Saiba o que ocorre na prática.

por Creditas

Atualizado em 29 de janeiro, 2026

Dívida caduca após cinco anos? Entenda o que realmente acontece

A expressão “dívida caduca” é comum no dia a dia e costuma gerar muita confusão. Muita gente acredita que, depois de cinco anos, a dívida simplesmente deixa de existir, como se fosse apagada automaticamente.

Na prática, não é bem assim. Existe uma diferença importante entre ter o nome limpo e ter a dívida quitada.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que realmente muda após cinco anos, o que não muda e quais são os riscos de esperar esse prazo sem tomar nenhuma decisão.

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Neste conteúdo, você vai ver:

O que significa dizer que uma dívida “caducou”?

Quando se fala que uma dívida “caduca”, normalmente a pessoa está se referindo ao prazo de cinco anos em que o nome pode ficar negativado nos órgãos de proteção ao crédito.

Esse termo, porém, não existe na legislação. Ele é uma forma popular de explicar algo mais técnico: a empresa que forneceu o crédito, produto ou serviço não pode mais deixar o CPF do devedor com restrições.

Por que esse termo é tão usado no dia a dia?

A ideia de que a dívida “some” surgiu porque, após cinco anos, o CPF deixa de aparecer como negativado no Serasa ou no SPC. Isso cria a sensação de que o problema foi resolvido.

Mas o que acontece, na verdade, é apenas a retirada do registro público de inadimplência, não o fim da dívida.

O que é preescrever uma dívida?

A prescrição de uma dívida acontece quando a empresa na qual você contraiu o crédito, produto ou serviço não tem mais o direito de fazer a cobrança por via judicial. A prescrição está prevista no art. 205 do Código Civil Brasileiro.

Após cinco anos, a dívida deixa de existir?

Não. Mesmo após cinco anos, a dívida não desaparece. O que muda é a forma como ela pode ser cobrada e exibida publicamente. 

Após esse período, o nome sai dos cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC, e o CPF deixa de constar como negativado publicamente.

Por isso, muitas pessoas dizem que conseguiram “limpar o nome”, mesmo ainda tendo uma dívida antiga em aberto.

Leia tambémDescubra como conseguir empréstimo negativado

O que não muda mesmo após esse período?

Mesmo com o nome limpo, a dívida continua registrada internamente no banco ou empresa e o histórico financeiro do consumidor segue afetado.

Em outras palavras, o problema não some. Ele apenas deixa de aparecer para o mercado de forma pública.

O que acontece com o CPF após 5 anos?

Após cinco anos, o CPF deixa de aparecer como negativado nos birôs de crédito, mas isso não significa que a situação financeira foi regularizada.

Ter o nome limpo é diferente de quitar a dívida.

Enquanto ter o nome limpo significa apenas não estar negativado naquele momento, quitar envolve pagamento, acordo ou renegociação formal com o credor.

Por isso, é possível ter o CPF sem restrições e ainda assim manter pendências financeiras antigas.

Qual o impacto no histórico do consumidor?

Instituições financeiras mantêm registros internos de relacionamento. Dívidas antigas, mesmo prescritas, podem influenciar na aprovação de crédito, no limite concedido e na taxa de juros oferecida.

É comum que quem mantém dívida bancária antiga enfrente juros mais altos ou maior dificuldade para conseguir crédito, mesmo com o nome limpo.

Esse histórico não é visível para o consumidor, mas pesa nas decisões.

Saiba também | Análise de crédito: o que é e como funciona o processo?

A dívida ainda pode ser cobrada?

Sim. Mesmo após cinco anos, a cobrança pode continuar, com alguns limites.

É comum que o consumidor receba propostas para negociar dívida, muitas vezes com descontos elevados, justamente porque o credor sabe que não pode mais cobrar judicialmente.

O contato pode ocorrer por telefone, e-mail ou mensagens, desde que não seja abusivo.

Quais são os limites na cobrança judicial após prescrição?

Após a prescrição, o credor não pode mais entrar com ação judicial para cobrar a dívida. Ainda assim, isso não significa que o débito foi cancelado. Ele apenas não pode ser exigido pela via judicial.

Confira | Execução fiscal: o que é, como funciona e como proceder ao ser citado

Dívida caduca afeta o score de crédito?

Sim, pode afetar e esse é um dos pontos menos explicados na maioria dos conteúdos.

O score de crédito é composto conforme comportamento financeiro ao longo do tempo, Não se trata apenas de estar negativado ou não. 

Para o cálculo, é considerado o histórico de pagamentos, regularidade das contas e reincidência de inadimplência, além da relação com as instituições financeiras.

Por que o score pode continuar baixo?

Mesmo após cinco anos, a existência de dívida em aberto, ainda que prescrita, pode sinalizar risco para o mercado.

Por isso, o score não sobe automaticamente quando o nome sai do Serasa. A melhora acontece aos poucos, conforme novos comportamentos positivos são registrados.

Leia também | Score Serasa: o que é, como consultar e dicas para aumentar seu score

Vale a pena esperar a dívida caducar?

Na maioria dos casos, não. Esperar cinco anos pode parecer uma solução simples, mas costuma gerar consequências financeiras ao longo do caminho, que são:

  • Dificuldade para conseguir crédito;
  • Juros mais altos quando há aprovação;
  • Restrições em financiamentos;
  • Limitações para reorganizar a vida financeira.

Além disso, o problema continua existindo em segundo plano.

Quando essa escolha pode gerar prejuízo?

Imagine alguém que espera a dívida prescrever, mas precisa financiar um imóvel ou trocar de carro nesse intervalo.

Mesmo com o nome limpo, o histórico pode impedir a aprovação ou elevar muito o custo do crédito. Nesse cenário, a decisão de não pagar a dívida antiga acaba saindo caro.

Como fazer a renegociação antes da dívida caducar?

Para reverter essa situação, você pode fazer a renegociação das dívidas e condições de pagamento com a instituição credora. Confira abaixo quatro passos para quitar suas dívidas:

1. Faça uma análise financeira criteriosa

Liste todas as dívidas, inclusive cartão de crédito, empréstimo pessoal e financiamentos antigos. Compare com seu orçamento mensal e identifique quanto realmente é possível pagar.

2. Elabore uma proposta

Monte uma proposta realista, que caiba no orçamento. O objetivo é pagar a dívida antiga sem voltar à inadimplência.

3. Procure a instituição credora

Entre em contato com o banco ou financeira. Muitas vezes, é possível renegociar dívida caducada com descontos expressivos.

Se a proposta não fizer sentido, continue negociando.

4. Considere fazer um empréstimo para quitar suas dívidas

Em alguns casos, vale a pena trocar uma dívida cara por outra mais barata. Modalidades, como:

  • Empréstimo com garantia de imóvel
  • Empréstimo com garantia de veículo
  • Empréstimo consignado privado

Essas alternativas costumam oferecer juros menores e parcelas previsíveis, facilitando a quitação. Confira as taxas de crédito praticadas:

Taxas de juros por modalidade de crédito (janeiro/2026)
Modalidade de crédito Taxa de juros ao mês
Empréstimo com garantia de imóvel (creditas) A partir de 1,09% + IPCA
Empréstimo com garantia de veículo (creditas) A partir de 1,49%
Consignado privado (creditas) A partir de 1,49%
Empréstimo pessoal* 8,05%
Cheque especial 8%
Consignado privado 3,5%
Consignado público 2,1%
Consignado INSS 1,8%
Rotativo do cartão de crédito 14,9%

Fonte: Procon e Banco Central. As taxas fornecidas diretamente pela Creditas são válidas em janeiro de 2026.

Abaixo, conheça as condições para solicitar empréstimo na Creditas.

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Garantia de veículo
Crédito de R$ 5 mil a R$ 150 mil
Taxa a partir de: 1,49% ao mês

Garantia de imóvel
Crédito de R$ 50 mil a R$ 3 milhões
Juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA

Consignado Privado
Crédito de R$ 500 a R$ 70 mil
Juros a partir de 1,29% ao mês

Onde consultar suas dívidas?

É possível verificar pendências em canais oficiais, como: Serasa, plataformas de negociação, aplicativos dos próprios bancos e feirões de renegociação. Essas opções ajudam a visualizar valores atualizados e propostas disponíveis.

Como se preparar antes de negociar?

Antes de aceitar qualquer acordo, é importante entender quanto você pode pagar por mês e se a parcela cabe no orçamento. A negociação sustentável evita voltar à inadimplência.

O valor final também precisa ser considerado. Em algumas propostas, é comum encontrar parcelas com valor menor, mas a longo prazo, a dívida continua grande.

Veja | Planejamento financeiro: tome o controle das suas finanças e alcance seus objetivos

Quando a renegociação é a melhor alternativa?

A renegociação é a melhor alternativa quando a dívida já saiu do controle e os juros impedem a quitação. Isso costuma acontecer em débitos com cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos antigos.

Nessas situações, continuar pagando apenas o mínimo mantém o problema ativo e aumenta o valor total da dívida. Renegociar permite reduzir encargos, redefinir prazos e transformar um débito instável em parcelas previsíveis.

Por exemplo, uma dívida de cartão que cresce todo mês pode ser convertida em um acordo com valor fixo. Isso facilita o planejamento do orçamento e evita novos atrasos.

Como sair das dívidas e começar a controlar os gastos?

No vídeo com Gui Casagrande, especialista em educação financeira, você vai entender a importância de renegociar dívidas, pedir descontos, como cortar gastos supérfluos e usar a bola de neve reversa para pagar primeiro os débitos com juros mais altos.

Assista ao conteúdo completo!

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Como evitar novas dívidas no futuro

Evitar novas dívidas depende menos de ganhar mais e mais do que criar previsibilidade no orçamento. Quando o dinheiro tem destino definido, o crédito deixa de ser solução automática. Confira as duas principais ações:

Organização financeira básica

O primeiro passo é acompanhar entradas e saídas mensalmente, como gastos fixos e despesas variáveis, mesmo que de forma simples. Esse controle ajuda a identificar excessos antes que eles se transformem em novos débitos.

Planejamento para não reincidir

Pequenos hábitos fazem diferença, como acompanhar o orçamento mensalmente, criar uma reserva de emergência e usar o crédito com mais consciência.

Quem revisa o orçamento todo mês percebe rapidamente quando algo foge do padrão. Essa consciência reduz decisões por impulso e fortalece a organização financeira ao longo do tempo.

Lembrando que educação financeira não é sobre perfeição, mas sobre constância.

Tire suas dúvidas

Entenda o que acontece após o prazo de cinco anos, como fica o seu score e o que as instituições financeiras ainda conseguem visualizar.

A dívida caduca automaticamente após cinco anos?
Não exatamente. O que acontece após cinco anos é a prescrição do direito de negativação. Isso significa que o seu nome deve sair dos cadastros de inadimplentes (como Serasa e SPC), mas a dívida continua existindo e o credor ainda pode tentar cobrá-la de forma extrajudicial.
Posso renegociar uma dívida antiga mesmo após o prazo de cinco anos?
Sim. É perfeitamente possível negociar uma dívida já caducada diretamente com o credor. Muitas vezes, as empresas oferecem descontos agressivos para quitar esses débitos antigos, o que ajuda a limpar o seu histórico interno na instituição.
Dívida com cartão de crédito caduca?
Funciona como as dívidas bancárias: após 5 anos, o registro sai da Serasa, mas a dívida não deixa de existir no "mundo real". Se você solicitar crédito no futuro, a empresa credora ainda terá o registro de que você não pagou aquele valor, o que pode bloquear novas aprovações nela ou em empresas do mesmo grupo econômico.
A dívida pode voltar a negativar meu nome depois de sair?
Não pelo mesmo débito. Uma vez que a dívida prescreveu e saiu dos órgãos de proteção ao crédito, ela não pode ser reinserida. No entanto, o atraso de novas contas gerará novas negativações normalmente.
Esperar a dívida caducar prejudica o meu score?
Pode prejudicar. O cálculo do score leva em conta o seu comportamento financeiro histórico. Ter dívidas que não foram pagas e apenas "sumiram" por tempo pode manter a sua pontuação mais baixa do que a de alguém que negociou e quitou seus débitos.
É possível limpar o nome sem pagar a dívida?
O nome fica "limpo" nos birôs de crédito (Serasa/SPC) após o prazo de 5 anos devido à lei, mas a pendência permanece no Registrato do Banco Central e nos sistemas internos dos bancos, o que é consultado em pedidos de financiamento.
Os bancos ainda conseguem ver minhas dívidas antigas?
Sim. Os bancos possuem registros internos perpétuos. Se você deveu ao Banco X há 10 anos e nunca pagou, dificilmente conseguirá um cartão ou empréstimo nesse mesmo banco, mesmo com o nome limpo no SPC.
Existe alguma dívida que nunca caduca?
Algumas obrigações específicas têm prazos de prescrição muito longos ou diferenciados, como dívidas decorrentes de condenações penais, multas criminais e certas obrigações de reparação de danos ao erário público.
Quem tem dívida caducada consegue fazer financiamento?
Pode conseguir, mas é mais difícil. Como o histórico financeiro e o relacionamento com o sistema bancário são analisados, a existência de dívidas não pagas no passado pode reduzir suas chances de aprovação ou gerar taxas de juros mais altas.
Por que minha dívida sumiu do Serasa antes de completar 5 anos?
Isso geralmente ocorre quando a dívida é vendida para outra empresa (cessão de crédito) ou quando o credor decide retirar a negativação de um birô e transferir para outro. Isso não significa que a dívida acabou, apenas que o registro mudou de lugar ou de dono.
Quanto tempo o nome pode ficar no Cadin (dívidas com o governo)?
O governo tem o prazo de cinco anos para ajuizar a execução de uma dívida ativa. Se esse prazo passar sem a devida ação, a dívida prescreve e o contribuinte não pode mais ser cobrado judicialmente, permitindo a regularização da situação.

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