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Consignado privado costuma ter taxa menor que o empréstimo pessoal. Compare taxas, quem pode contratar e o custo total antes de decidir.
por Cibele Cardoso
Postado em 15 de outubro, 2026
Neste conteúdo, você vai encontrar:
O consignado privado tem a taxa de juros mais baixa das duas modalidades, pois o desconto é automático em folha de pagamento, reduzindo o risco para quem empresta. O empréstimo pessoal costuma custar mais, mas não depende de ter carteira assinada. Na Creditas, o consignado privado parte de 1,29% ao mês. No mercado, segundo o Banco Central, a taxa média do consignado privado foi de 3,37% ao mês, contra 7,34% ao mês do empréstimo pessoal (18 a 24/09/2026).
Neste conteúdo, você confere a diferença entre as duas modalidades, qual taxa é menor, quanto cada uma custa no total em uma simulação e quando faz sentido escolher cada caminho.
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Não, mas o consignado privado é, tecnicamente, um tipo de empréstimo pessoal com uma forma de pagamento diferente. A diferença está no desconto: no consignado privado, a parcela sai automaticamente da folha de pagamento. No empréstimo pessoal, você paga por boleto, Pix ou débito em conta, sem desconto automático.
Essa diferença de risco para quem empresta é o que explica o resto da comparação: taxa, elegibilidade e margem disponível. “Consignado CLT” é só o nome popular do consignado privado quando o público é trabalhador com carteira assinada, não é uma modalidade à parte.
Não é preciso que a sua empresa tenha convênio prévio com bancos, a contratação atualmente é feita de forma autônoma. Ter convênio não é mais pré-requisito, mas ainda muda as condições: na Creditas, quem está em empresa parceira tem prazo mínimo de carteira menor e valor máximo mais alto (veja a seção “Quando vale escolher o consignado privado”).
O consignado privado tem a taxa mensal mais baixa das duas modalidades.
| Critério | Consignado privado | Empréstimo pessoal |
|---|---|---|
| Forma de pagamento | Desconto automático em folha | Boleto, Pix ou débito em conta |
| Taxa de juros | Mercado: média de 3,37% a.m. Creditas, a partir de 1,29% a.m. | Mercado: média de 7,34% a.m. (faixa de 1,27% a 21,64% a.m.) |
| Quem pode contratar | Trabalhador CLT, com ou sem convênio da empresa (Crédito do Trabalhador) | Qualquer maior de 18 anos, sujeito a análise de crédito. |
| Margem ou limite | Até 35% da remuneração disponível para parcelas de empréstimo | Definido pela análise de crédito do banco. |
| Nome negativado | Costuma ser aceito em muitas instituições. | Aprovação costuma ser mais difícil e varia por instituição |
Fonte: Banco Central.
*Taxas divulgadas pela Creditas, sujeito à análise de crédito.
Para o empréstimo pessoal, a referência é o Ranking de Taxas de Juros e Tarifas Bancárias do Banco Central do Brasil. No período de 18 a 24 de setembro de 2026, a taxa variava de 1,27% a 21,64% ao mês entre as instituições listadas, com média de 7,34% ao mês entre 80 instituições (excluído um registro com taxa zero).
Um levantamento complementar, do Núcleo de Pesquisas da Fundação Procon-SP, de setembro de 2026, registra para esses mesmos seis bancos uma taxa máxima pré-fixada de 8,66% ao mês, para cliente não preferencial, em contrato de 12 meses. Esse número é a taxa máxima que os bancos informam cobrar, não a média praticada.
Mesmo contra a média mais favorável (3,6% a.m., seis bancos), a taxa do consignado privado da Creditas ainda é bem menor.
O limite de até 35% da remuneração disponível para parcelas de empréstimo, citado na tabela acima, vem da Lei nº 10.820/2003 (art. 2º-A, incluído pela Lei nº 15.179/2025, que criou o Crédito do Trabalhador).
Leia também Margem consignável: o que é e como calcular o seu limite
Veja uma simulação pela Tabela Price, o sistema de amortização de parcela fixa utilizado como padrão de mercado no Brasil para consignado e empréstimo pessoal [cálculo do time de conteúdo; não inclui IOF nem tarifas, que variam por instituição. Para comparar propostas reais, utilize o CET]:
R$ 5 mil, em 24 parcelas:
R$ 20 mil, em 48 parcelas:
Nos dois valores testados, o consignado privado sai mais barato em qualquer um dos dois cenários de empréstimo pessoal, mesmo contra a taxa mais favorável (6 bancos pesquisados). A diferença cresce com o valor e, principalmente, com o prazo, porque quanto mais parcelas, mais o juro composto pesa no total.
Essa economia só vale para quem pode escolher entre as duas modalidades. Quem não tem carteira assinada não compara taxa, porque o consignado privado nem está disponível.
Escolha o consignado privado se:
Vale ponderar:
Ter margem disponível não significa que você precisa usá-la toda agora. Comprometer menos do que o limite deixa espaço para uma necessidade futura, sem precisar recorrer depois a um empréstimo pessoal mais caro.
Na Creditas, o tempo mínimo de carteira assinada exigido é de 3 meses para quem trabalha em empresa conveniada ou parceira, e de 6 meses para quem trabalha em empresa não parceira, pela via aberta do Crédito do Trabalhador. Ter o tempo mínimo de casa não garante, por si só, que você tenha margem disponível: são dois critérios independentes.
Para outras modalidades de consignado, veja o guia completo de empréstimo consignado.
Confira as condições da Creditas:

Escolha o empréstimo pessoal se:
Nesses casos, o empréstimo pessoal não é “a opção mais barata”, é a única disponível. A comparação de taxa da seção anterior só se aplica a quem pode escolher entre as duas.
Leia depois o artigo Empréstimo pessoal: o que é, como funciona e como fazer?
Olhe o contrato ou o boleto. Se a parcela é descontada automaticamente do seu salário ou benefício, antes de cair na conta, é consignado. Se você paga a parcela por boleto, Pix ou débito em conta, depois de já ter recebido o salário integral, é empréstimo pessoal.
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