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Controle Financeiro

Como não se endividar na Copa do Mundo em 2026?

Existem mecanismos que fazem os gastos escaparem do controle durante a Copa e monte um orçamento que deixa você curtir cada jogo sem chegar em agosto pagando as contas de junho.

por Cibele Cardoso

Atualizado em 27 de maio, 2026

Como não se endividar na Copa do Mundo em 2026?

Mesmo animados com a Copa do Mundo em 2026, os brasileiros pretendem manter as finanças organizadas, conforme pesquisa realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box.

O momento muda a rotina de consumo do país inteiro. Bar, delivery, camiseta, churrasco, streaming e apostas passam a ocupar espaço no orçamento ao mesmo tempo. O problema raramente está em um único gasto grande. O risco costuma aparecer no acúmulo de pequenas decisões emocionais ao longo do torneio.

Este artigo não vai te pedir para abrir mão da Copa. Vai te mostrar como não se endividar na Copa do Mundo, definindo um teto antes do primeiro jogo, para que você possa curtir cada fase da Seleção sem transformar julho em um mês de recuperação financeira.

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Neste guia, você vai encontrar:

O que faz o brasileiro gastar mais na Copa do que planejou?

Três mecanismos ajudam a explicar por que o orçamento escapa durante a Copa: sensação de momento único, euforia das vitórias e pressão social para participar das comemorações.

O sentimento de “isso só acontece a cada quatro anos” aparece nos dados: 36% dos entrevistados concordam que a Copa justifica gastos extras, segundo a pesquisa "Placar das Finanças" Creditas e Opinion Box, abril de 2026. Esse gatilho reduz a percepção de custo e transforma consumo em “merecimento”.

A euforia também aumenta os gastos progressivamente. Dos entrevistados, 47% admitiram que gastariam mais conforme o Brasil avançar de fase. O torcedor que gastou R$ 80 na estreia pode chegar às quartas gastando mais do que o dobro em uma única noite, sem perceber a escalada.

O terceiro ponto é o gasto social. 49% concordam que assistir aos jogos com amigos e família justifica gastar além do planejado. Quando o grupo combina bar, churrasco ou encontro especial, economizar passa a parecer desconfortável socialmente.

Saber disso não elimina o risco. O que reduz o impacto é definir um limite financeiro antes do torneio começar.

Por que o gasto cresce a cada fase?

A Seleção pode disputar até sete jogos ao longo da Copa. Cada vitória cria uma nova oportunidade de consumo com carga emocional maior do que a fase anterior. O problema é que, sem um teto definido, o gasto anterior vira referência para o próximo.

Se você gastou R$ 100 na fase de grupos, gastar R$ 150 nas oitavas parece razoável. Nas quartas, R$ 200 já soa normal. Quando percebe, o valor acumulado da campanha já comprometeu uma parte relevante do orçamento do mês.

Isso acontece porque a Copa funciona como um evento contínuo. O cérebro trata cada jogo como uma decisão isolada, mas financeiramente todos os gastos se somam.

Como montar um orçamento específico para a Copa?

Orçamento de Copa não é restrição. É permissão para gastar sem culpa até um limite definido antes do torneio começar. Veja como planejar seus gastos.

Separe um envelope de lazer Copa

Defina um valor total que você consegue gastar sem comprometer aluguel, mercado, cartão, reserva de emergência ou outras despesas fixas. O valor precisa ser concreto. Não “vou tentando controlar”. Um número fechado.

Divida o envelope por fase, não por jogo

Dividir por fase funciona melhor porque o peso emocional da competição aumenta ao longo do torneio.

Com R$ 500 no envelope e cinco fases possíveis, o teto por fase seria de R$ 100. Se o Brasil for eliminado cedo, sobra dinheiro. Se chegar à final, o orçamento continua sob controle.

Decida antecipadamente os tipos de gasto

Bar, churrasco, delivery, camiseta, assinatura de streaming ou aposta? O problema costuma aparecer quando essas categorias se acumulam sem planejamento.

R$ 40 de bar + R$ 30 de delivery + R$ 25 de acessório parecem pequenos separadamente, mas somam quase R$ 100 em um único jogo.

Veja também | 10 aplicativos para controle financeiro: escolha o ideal para você

Quanto o brasileiro pretende gastar na Copa?

Gastar durante a Copa é esperado. O problema não é consumir. É consumir sem referência.

Alguns valores ajudam a dimensionar melhor o orçamento:

  • Camiseta oficial da Seleção: entre R$ 280 e R$ 350;
  • Réplica: entre R$ 80 e R$ 120;
  • Ida ao bar: entre R$ 60 e R$ 120 por pessoa;
  • Churrasco para quatro pessoas: entre R$ 150 e R$ 250.

Também vale considerar gastos menos lembrados, como transporte por aplicativo, estacionamento e pedidos de delivery feitos por impulso.

Com esses números em mãos, fica mais fácil decidir qual formato de comemoração cabe no seu orçamento real.

Aposta esportiva não é planejamento financeiro

Aposta pode ser entretenimento. O problema começa quando ela vira estratégia para financiar os próprios gastos da Copa.

Conforme dados da pesquisa "Placar das Finanças", 30% dos brasileiros que pretendem apostar durante o torneio fazem isso para cobrir gastos da competição. Outros 15% tentariam gerar renda extra para pagar dívidas via apostas.

A lógica financeira dessa estratégia não se sustenta. As plataformas de aposta operam com margem de lucro embutida nas odds. No longo prazo, a estrutura favorece a casa, não o apostador.

Quem aposta para “pagar o churrasco” cria um segundo risco financeiro além do gasto original. Se a aposta falhar, o prejuízo se soma ao consumo já realizado.

Saiba também | Bets no Brasil: o que são, como funcionam e como apostar com segurança

Quando faz sentido usar crédito para a Copa?

Usar crédito para lazer não é automaticamente um erro. O problema aparece quando o custo do crédito supera o benefício do consumo ou quando não existe capacidade real de pagamento.

Comparativo de modalidades de crédito
Modalidade Custo relativo Ponto de atenção
Cartão rotativo Mais caro do mercado Evitar sempre que possível
Parcelado sem juros Zero se pago no vencimento Seguro apenas se a parcela cabe no orçamento
Crédito pessoal Depende da taxa contratada Verificar o CET
Crédito consignado Menor para quem possui margem Desconto em folha
Empréstimo com garantia de imóvel Entre os menores custos Risco de perda do imóvel em caso de inadimplência

O empréstimo com garantia de imóvel da Creditas possui taxas a partir de 1,09% ao mês + IPCA, prazo de até 240 meses e LTV de até 60% do imóvel.

Mas existe um ponto crítico: o imóvel fica em alienação fiduciária durante o contrato. Em caso de inadimplência, o bem pode ser perdido.

Por isso, essa modalidade tende a fazer mais sentido em reorganização financeira estruturada do que para cobrir gasto impulsivo de lazer.

A pergunta central não é “posso usar crédito?”. É: consigo pagar isso sem comprometer os próximos meses?

Leia também | Como funciona empréstimo com garantia? Veja mitos e verdades!

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Garantia de imóvel
Crédito de R$ 50 mil a R$ 3 milhões
Juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA

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Crédito de R$ 500 a R$ 70 mil
Juros a partir de 1,29% ao mês

Tire suas dúvidas

Saiba como blindar seu orçamento contra os gastos por impulso, os riscos do uso do crédito e o impacto financeiro do torneio mundial em 2026.

Qual é o maior erro financeiro que as pessoas cometem na Copa do Mundo?
O maior erro é iniciar as comemorações sem estabelecer um teto de gastos rígido. De acordo com a pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box (abril de 2026), **80% dos brasileiros** admitem que estariam dispostos a gastar sem planejamento prévio movidos pela emoção dos jogos, o que costuma desequilibrar o orçamento do semestre.
Como a euforia com as vitórias da Seleção afeta o orçamento?
Existe um gatilho comportamental claro: a cada vitória do Brasil, o otimismo aumenta e o gasto médio da fase seguinte tende a subir. Sem um teto previamente definido, o valor investido na comemoração anterior vira a nova base mínima de gastos para o próximo jogo, gerando um efeito bola de neve financeiro.
Posso usar o cartão de crédito para os gastos da Copa sem problemas?
O uso é seguro desde que você pague o valor integral da fatura no vencimento. O risco real ocorre ao acumular compras parceladas de curto prazo (como bares, churrascos e camisas oficiais) e acabar caindo no crédito rotativo ou no parcelamento da fatura, cujas taxas de juros figuram entre as mais altas do mercado.
Apostar na Copa é uma boa forma de cobrir os gastos do torneio?
Não utilize apostas (bets) como estratégia de ganho ou proteção orçamentária. Matematicamente, a estrutura desse mercado favorece a banca no longo prazo. Enxergar as apostas estritamente como entretenimento (gasto de lazer já precificado) é aceitável, mas depender delas para fechar as contas é um erro financeiro grave.
Quanto devo separar de orçamento para a Copa do Mundo?
Não existe um montante fixo universal. O critério correto é estipular uma quantia que saia diretamente da sua verba de lazer mensal. Esse valor deve ser encarado como um fundo perdido, ou seja, se você gastar 100% dele até o fim do torneio, suas despesas fixas e sua reserva de emergência devem permanecer intactas.
Estou endividado: devo evitar qualquer gasto com a Copa?
Não é necessário se isolar totalmente, mas a prioridade absoluta deve ser o pagamento de dívidas caras (como cartão e cheque especial). O foco deve ser o lazer de baixo custo: assista aos jogos em casa com amigos, adote o modelo de recepção colaborativa (onde cada um leva um item) e evite contrair novas parcelas.
O empréstimo com garantia de imóvel pode ser usado para quitar dívidas antes do torneio?
Sim, se o objetivo for a consolidação de dívidas antes de o cenário de consumo inflacionar. Se você acumula juros altos, trocar esses débitos pelo empréstimo com garantia de imóvel (Home Equity) reduz o Custo Efetivo Total (CET). Lembre-se, porém, que o imóvel fica alienado fiduciariamente ao banco, exigindo planejamento rigoroso.

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