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Saiba como renegociar seu empréstimo consignado

A prática possibilita a redução da taxa de juros e melhores condições para pagamento. Entenda como renegociar

por Creditas

Atualizado em 11 de fevereiro, 2021

Em muitos casos é comum adquirir o crédito consignado para quitar dívidas, comprar um veículo, reformar a casa ou investir nos estudos. Isso porque essa modalidade de crédito possui uma das taxas de juros mais baixas do mercado. Mas nem sempre é fácil pagar todas as parcelas em dia. Nesse caso, vale tentar renegociar o empréstimo consignado.

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo destinada exclusivamente para aposentados e pensionistas do INSS, militares das forças armadas, trabalhadores assalariados de empresas privadas e servidores públicos. 

Nesse caso, as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente do salário ou benefício. Por este motivo a modalidade possui uma das menores taxas de juros do mercado.

Muitas vezes, no entanto, é comum que os consumidores solicitem o crédito e não consigam arcar com o pagamento das parcelas, principalmente quando não há um planejamento financeiro efetivo. Assim, ao invés de facilitar a vida financeira, acaba acumulando mais dívidas e entrando na famosa bola de neve do endividamento.

Se você solicitou esse recurso e não pagou todas as parcelas, não se preocupe, há como renegociar o empréstimo consignado. Para isso, acompanhe o passo a passo.

Leia também | Renegociar dívidas: 7 motivos para você quitar os débitos

Como renegociar seu empréstimo consignado?

Não há dúvidas de que a renegociação é o melhor caminho para conseguir quitar a dívida do consignado, sem impactar o orçamento, já que é possível negociar condições mais viáveis, como a redução da taxa de juros, redução do valor das parcelas e prazos maiores de pagamento.

Existem algumas alternativas para dar início a uma renegociação. A dica mais importante é procurar canais oficiais do agente financeiro em que o crédito foi contratado. Para isso, basta ir a sua agência ou contatar a empresa pelos canais de atendimentos oficiais.

Em muitos casos, é possível fazer a solicitação de renegociação de forma totalmente online, além de realizar as simulações das novas condições de empréstimo.

Na internet, há sites que ajudam a renegociar dívidas. O Consumidor.gov.br, vinculado ao Ministério da Justiça, funciona como um intermediador entre quem deve e quem tem a receber. Mas é preciso checar se o banco ou a empresa a quem você deve dinheiro está cadastrado.Por falar neles, os Procons também são um caminho para fazer o diálogo da negociação com os credores.

Ao renegociar a dívida, tenha alguns pontos em mente:

1. Saiba o valor real da sua dívida

Antes de tentar a renegociação, é necessário saber o tamanho da dívida. Isso ajudará tanto no cálculo do saldo devedor, quanto na apresentação de uma proposta para a quitação. Para isso, é válido entrar em contato com o credor e solicitar o valor da dívida atualizada, incluindo a taxa de juros e todos os encargos envolvidos.

Muitos agentes financeiros oferecem acesso a esses dados em suas plataformas online. Nesse caso, é mais fácil realizar a consulta.

2. Entenda as condições da renegociação

Ao dar início à negociação, procure saber qual será o desconto sobre a dívida total que está sendo proposta. Se você for parcelar essa nova conta, fique atento aos juros, pois, mesmo que o valor mensal seja menor, pode haver o risco de sair mais caro, no longo prazo. 

Se você achar que tem condições de pagar a dívida à vista, peça um desconto maior. Pergunte ao credor se você receberá uma carta de quitação após o pagamento e verifique em quanto tempo sua situação será regularizada junto ao Serasa, caso seu nome esteja “sujo”. 

Caso você resolva parcelar a dívida renegociada, não esqueça de colocar essas parcelas na sua planilha de despesas fixas.

3. Não aceite qualquer proposta

Durante a renegociação, certamente o agente financeiro irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é evitar aceitar propostas que não condizem com a sua situação financeira.

Se restar dúvidas ou se o cálculo da dívida não estiver claro, questione e não decida por impulso. Vale a pena confrontar a proposta com a sua planilha de gastos para saber se ela está dentro do seu orçamento. 

Em todo caso, é sempre válido oferecer uma contraproposta e tentar negociar com o banco a redução dos juros e parcelas da sua dívida. Entenda que a negociação deve ser vantajosa para os dois lados e a proposta deve estar alinhada com a sua realidade financeira.

4. Seja cuidadoso para não fazer novas dívidas

Depois de renegociar ou quitar a dívida, evite armadilhas que o façam se endividar novamente. Mantenha sua planilha financeira sempre atualizada e continue reduzindo ou cortando os gastos – principalmente aqueles que não são essenciais. Procure reservar parte da sua renda para imprevistos. 

5. Transfira sua dívida para outro agente financeiro

Se a renegociação da sua dívida não estiver evoluindo, saiba que você tem a opção de transferir sua dívida do empréstimo consignado para  outro agente financeiro com condições melhores. O nome desse procedimento é portabilidade de crédito.

A portabilidade de crédito foi criada pelo Banco Central do Brasil em 2013, com o objetivo de gerar competitividade entre as instituições financeiras e melhorar as propostas para os consumidores. Assim, o consumidor poderia transitar entre os bancos que oferecessem vantagens maiores.

O que poucas pessoas sabem é que é possível solicitar a portabilidade a qualquer momento, mediante o cancelamento do contrato e quitação antecipada da dívida no banco original. O processo é totalmente gratuito e os direitos do consumidor são garantidos na operação.

No entanto, antes de realizar a operação é importante estar atento às condições oferecidas pelo agente financeiro que assumirá suas dívidas. Portanto, não faça esse procedimento por impulso. Sempre analise todas as instituições financeiras e suas taxas de juros antes de fechar o negócio.

Leia também: O que é empréstimo consignado? Entenda como esse crédito funciona

Como solicitar a portabilidade?

Para solicitar a portabilidade de crédito o contratante deve entrar em contato com o banco em que possui uma dívida pendente e solicitar o extrato com o saldo devedor para quitação antecipada da dívida. Esse cálculo traz a dívida ao valor presente (e exclui os juros não pagos).

No documento devem estar algumas informações sobre a dívida, tais como: 

  • Número do contrato;
  • Saldo devedor atualizado;
  • Demonstrativo da evolução do saldo devedor;
  • Modalidade de crédito contratada;
  • Taxa de juros anual (nominal e efetiva);
  • Valor de cada parcela;
  • Prazo total e remanescente.

Com esses dados em mãos, o contratante pode solicitar o crédito eficiente para a quitação da dívida em um novo agente financeiro. Após a aprovação o crédito, o agente financeiro escolhido realiza o pagamento do débito e assume o novo crédito.

Para garantir o benefício é necessário que o novo agente financeiro escolhido possua convênio com a entidade pela qual você recebe o benefício ou salário.

Antes de realizar a portabilidade é importante solicitar ao novo banco o Custo Efetivo Total da nova operação. Dessa forma, é possível comparar se a troca realmente será vantajosa do ponto de vista financeiro também. Após a assinatura do novo contrato, o novo agente financeiro irá transferir o dinheiro para o banco da dívida original, liquidando o empréstimo antecipadamente. 

Para saber quanto tempo demora uma portabilidade de crédito consignado é preciso avaliar a política de crédito praticada pelo agente financeiro. Geralmente, a operação dura em torno de 5 a 10 dias úteis, entre a solicitação de portabilidade, análise de crédito e assinatura do novo contrato.

Alternativas ao empréstimo consignado

É sempre válido  conhecer outras linhas de crédito. Pode ser vantajoso mesmo com a possibilidade renegociar seu empréstimo consignado. Veja algumas opções:

Crédito pessoal online

Existem muitas instituições financeiras que oferecem a modalidade empréstimo online, com juros mais baixos. A redução de custos com agências físicas e a rigidez na liberação de crédito garantem menos risco para a instituição. Assim, é possível oferecer parcelas a taxas menores.

Esses sites fazem parcerias com bancos de pequeno e médio porte e funcionam como correspondentes bancários, intermediando a operação de crédito.

Porém, é mais trabalhoso para o solicitante, que deve se encaixar nas restrições impostas pela empresa. Uma delas é a renda mensal mínima necessária e o histórico de pagamentos e empréstimos.

Empréstimo com garantia

Uma boa alternativa é o empréstimo com garantia de imóvel ou de veículo, com juros a menos de 2% ao mês, como é o caso da Creditas. Compare as taxas:

O empréstimo com garantia costuma ser muito procurado por quem precisa de bastante dinheiro. Normalmente é contratado para realizar planos caros, como reformar a casa, fazer um intercâmbio ou investir no próprio negócio. Você ainda pode trocar dívidas caras, como a de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo pessoal, por uma com juros menores. No fim das contas, representa uma boa economia.

Essa modalidade tem ganhado espaço e cada vez mais pessoas optam por ela. Isso porque é uma oportunidade de conseguir quantias elevadas com empréstimos com juros baixos e prazos longos.

Para ter acesso às condições diferenciadas, você pode assegurar o pagamento com imóvel ou veículo. A vantagem é que quem contrata continua usando o bem normalmente até quitar a dívida. Mas, a propriedade é atrelada à instituição como garantia e pode ser transferida para o credor se a dívida não for paga. Isso é chamado de alienação fiduciária.

As taxas são menores justamente para reduzir o risco dos bancos e financeiras não receberem os pagamentos mensais. Em caso de inadimplência, a instituição ainda ganha o valor da dívida, correspondente ao imóvel ou veículo em garantia.

Essa linha de crédito tem uma série de vantagens. Uma delas é o prazo mais longo, o que permite organizar as finanças. Você pode usar o dinheiro para uma viagem, reforma da casa, casamento ou até para abrir uma empresa.

Para isso, basta comprovar renda, requisito principal na maioria das instituições. Além disso é necessário apresentar dados como RG, CPF, CNH e outros documentos referentes ao imóvel ou veículo.

Poucas linhas de crédito oferecem valores elevados com juros tão abaixo da média do mercado. Até porque, muitas não exigem garantia, aumentando o risco de inadimplência e consequentemente os juros.

Faça a sua simulação de empréstimo agora mesmo!

E então, já sabe como renegociar o se empréstimo consignado? Deixe suas dúvidas e compartilhe sua experiência com a gente nos comentários.

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