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Crédito e empréstimo

Juros do cheque especial: entenda por que as taxas são altas

Praticidade do ‘limite extra’ na conta corrente pode confundir o consumidor e se tornar um risco às finanças em pouco tempo. Saiba como a modalidade funciona, os motivos dos juros serem altos e se vale a pena arriscar
Escrito por Portal Exponencial em 11.05.2019 | Atualizado em 11.05.2020
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Recorrido muitas vezes por conta da praticidade, o cheque especial é tido por muitos como “saída” para resolver situações de urgência ou emergência. Mas, toda cautela é bem-vinda na hora de considerar se vale a pena utilizar esse empréstimo. Afinal, a modalidade tende a se tornar uma verdadeira vilã, já que as taxas de juros do cheque especial no Brasil costumam ser exorbitantes.

O patamar extremamente alto do ‘limite extra’ aprovado na conta corrente bancária é explicado por fatores que vão desde a tributação até a compensação de risco devido ao nível de inadimplência dos brasileiros -40,3% da população adulta estava inadimplente no Brasil no fim de 2019. 

Mesmo possuindo uma das mais altas taxas de juros disponíveis no mercado, o cheque especial ainda é uma das opções de crédito mais recorridas pelos brasileiros, juntamente com o rotativo do cartão de crédito, que é o pagamento do mínimo da fatura.

Por que os juros do cheque especial são altos?

Os motivos que levam ao uso desse crédito atingem desde o consumidor mais cauteloso até o mais compulsivo. Gastos imprevisíveis, como carro quebrado ou algum problema de saúde, podem levar à utilização do cheque especial em caso da ausência de uma reserva de emergência. 

Por isso, a primeira orientação dos educadores financeiros é planejar os gastos mensais e poupar uma porcentagem dos rendimentos todos os meses com o objetivo de formar uma poupança robusta, capaz de suprir as necessidades que surgirem em momentos de urgência para evitar pagar os juros do cheque especial.

Já algumas das pessoas que utilizam essa modalidade de crédito de forma recorrente não fazem ideia quanto é o juros do cheque especial que pagam todos os meses, muito menos como calculá-lo e, por isso, acabam entrando numa bola de neve de endividamento. 

Mas, se o cheque especial é acessível e muito demandado pelos consumidores, então por que as condições são tão nocivas às finanças pessoais e familiares e seu uso não é recomendado? 

Como são cobrados os juros do cheque especial

A formação das taxas de juros do cheque especial aplicadas pelas instituições financeiras se dá com base em critérios micro e macroeconômicos. Ou seja: recebe influências desde o comportamento financeiro dos clientes até o do ambiente econômico do país.

O primeiro motivo que torna esse tipo de crédito caro vem da própria natureza da modalidade, que não exige garantias de pagamento ao banco e está à disposição para o uso do cliente a qualquer momento. A instituição estabelece um limite com base nas informações financeiras básicas da pessoa, sem uma análise minuciosa da sua situação, e assume o risco de não receber o dinheiro de volta.

Sobre os fatores macroeconômicos que alavancam o valor dos juros do cheque especial, o professor de finanças do Centro Universitário FEI, Marco Vallim, elenca três principais: a inadimplência do brasileiro, a tributação sobre as operações e a baixa oferta de instituições financeiras que realizam o serviço no país. Outra questão é a concentração bancária e a falta de concorrência, que faz com que a taxa se eleve mais.

"O bom pagador acaba arcando com a inadimplência do outro. Isso porque os bancos e as instituições financeiras embutem a inadimplência na taxa", diz Vallim. "Além disso, tem a tributação que incide sobre a operação de crédito, que também é repassado ao tomador do crédito."

Como calcular a taxa de juros do cheque especial

O cálculo dos juros do cheque especial é feito diariamente e a taxa varia de acordo com cada banco. Essa taxa pode ser consultada no site do seu próprio banco ou no site do Banco Central.

Quando o cliente gasta mais do que tem de dinheiro em sua conta bancária ele automaticamente passa a utilizar o chamado “limite”, que nada mais é do que o cheque especial. A cobrança pela utilização desse crédito é feita uma vez por mês e de acordo com os dias de utilização e a quantia usada. 

Alguns bancos oferecem um prazo limite para que o cliente restitua o valor utilizado do cheque especial sem cobrar juros. Mas antes de utilizar o dinheiro considerando essa possibilidade, verifique com seu banco se essa prática faz parte da política de crédito da empresa. 

Para calcular o juros cobrado diariamente e o quanto você vai pagar por utilizá-lo, basta dividir a taxa de juros mensal aplicada por seu banco pela quantidade de dias úteis do mês, o que gera a porcentagem ao dia. Por exemplo: se a taxa for de 8% ao mês, em um contrato de cheque especial que renova mensalmente iniciando no dia 01 em um mês com 20 dias úteis, basta dividir 8% por 20 e descobrir que custa 0,40% por dia útil utilizado.

Já para calcular o juros do cheque especial sobre o valor e os dias usados, deve-se conhecer o saldo utilizado do cheque especial, os dias usados e o resultado do cálculo acima, e então é só fazer uma multiplicação com todos os fatores.

Por exemplo: se você utilizou 500 reais do cheque especial por 15 dias e seu banco aplicar uma taxa de juros no valor de 8% ao mês, em um mês de 20 dias úteis, você irá pagar: R$ 500,00 x 15 x 0,40% (ou utilize “x 0,0040” na calculadora simples) =  30 reais de juros.

A situação se complica, e por isso o cheque especial é um dos principais responsáveis pela mau endividamento, se o valor não for pago no primeiro mês. Afinal, no próximo mês, o cliente irá pagar juros sobre um novo valor, que é o valor tomado mais os juros embutidos devidos que não foram quitados. 

Caso você não queira fazer o cálculo dos juros do cheque especial, uma maneira mais prática para saber o quanto irá pagar no fim do mês é verificar a simulação no aplicativo ou site do seu banco ou entrar em contato com o gerente para obter essa informação. 

Vale a pena usar o cheque especial? 

Embora tenha uma das taxas mais altas do mercado, utilizar o cheque especial pode ser uma possibilidade, sim, mas somente em situações pontuais e quando a instituição bancária que você possui conta oferece a isenção dos juros durante um período (curto, normalmente). Nesse caso, e com absoluto controle do prazo final para a cobertura do valor utilizado e somente em uma situação de emergência, o cheque especial é utilizado de forma inteligente e a favor do cliente.

“Sabemos que em casos emergenciais essa modalidade pode se fazer necessária. Por exemplo, se você está com uma emergência médica, precisa comprar um remédio ou pagar consulta que não pode ser adiada”, afirma Marco Vallim, do Centro Universitário FEI.

Um dado importante que deve ser considerado é que, caso você ultrapasse o prazo determinado, as companhias podem cobrar a taxa proporcional aos dias isentos no mês seguinte. Fique atento. Saber como funciona a cobrança é fundamental na hora de decidir se vale a pena ou não utilizar essa modalidade de crédito.

Quais são as taxas de juros do cheque especial?

Cada instituição financeira aplica uma taxa de juros diferente, que pode ser consultada no site do Banco Central. Mas o relacionamento do cliente com o banco e a análise de crédito individual permite que os bancos ofereçam condições diferenciadas para cada caso.

Abaixo, confira os juros do cheque especial dos principais bancos do país entre 19 de março de 2020 e 25 de março de 2020.

Ao mês Ao ano
Juros do cheque especial Santander 8,20% 157,60%
Juros do cheque especial Itaú 8,36% 162,10%
Juros do cheque especial Bradesco 8,29% 160,19%
Juros do cheque especial Banco do Brasil 7,86% 148,04%
Juros do cheque especial Caixa Econômica Federal 6,70% 117,72%

Cheque especial: como pagar e sair do mau endividamento

Se você entrou no cheque especial, deixou a dívida rolar por alguns meses e a bola de neve começou a se formar, tenha paciência. A primeira dica para planejar a saída dessa linha é se organizar e fazer contas. Procurar a instituição que forneceu o crédito para que ela realize o cálculo da dívida real que será formada e tentar negociar o pagamento é essencial.

No entanto, caso se dê conta de que sua renda e, consequentemente, o bem-estar da sua família serão comprometidos para pagar a dívida com juros, será a hora de olhar para opções de empréstimo com mais qualidade, como o empréstimo com garantia, consignado (para funcionários do setor público, privado, aposentados e pensionistas) e linhas de empréstimo pessoal.

Leia também | Empréstimo consignado: o que você precisa saber antes de solicitar

Nessas modalidades, os riscos da operação são reduzidos. No caso do empréstimo com garantia, um bem pode ser alienado à instituição financeira que o tem como fator de segurança em caso de inadimplência. Para o crédito consignado, o valor a ser debitado mensalmente para a amortização da dívida vem direto de uma fonte de rendimentos do cliente.

Já no empréstimo pessoal, o cliente terá a chance de negociar prazos e parcelas com taxas pré ou pós fixadas, por meio da análise de perfil realizada pelo banco, financeira ou fintechs.

“Ele (endividado) vai ter que ser proativo e procurar alternativas de mercado. Pessoas que têm ativos de maior valor, como uma casa ou um veículo, podem verificar se faz sentido um empréstimo com a garantia do bem. Ainda tem outras linhas como o empréstimo consignado para servidores e empréstimo pessoal. Estes são atrativos”, aconselha Benjamin Gleason, cofundador do Guia Bolso.

Após tomar um empréstimo para cobrir o buraco deixado pelos juros do cheque especial, é preciso mudar alguns hábitos e cultivar finanças pessoais saudáveis, programando gastos e aprendendo a reavaliar a necessidade do consumo. Isso significa criar - e respeitar - um planejamento financeiro de longo prazo.

“É preciso fazer um planejamento financeiro. Grande parte da população não sabe para onde vai a própria grana, não faz um acompanhamento dessa conta. É aí que acaba tendo um impulso de consumo. É a questão da prevenção”, afirma o professor Marco Vallim.

A seguir, confira as taxas médias das modalidades de empréstimo e compare:

E você, já sabe tudo sobre o juros do cheque especial? Acha que vale a pena utilizar essa modalidade de crédito ou prefere evitar? Compartilhe suas experiências com a gente nos comentários. 

 

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