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6 dicas para economizar na reforma e não extrapolar o orçamento

Estudo do SPC Brasil revela que gastos com reformas estão entre as razões que impedem brasileiros de poupar. Saiba como se preparar para que a obra não atrapalhe suas finanças

Escrito por Flávia Marques em 13.12.2019 | Atualizado em 12.12.2019

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A reforma de um imóvel pode fazer uma enorme bagunça no ambiente e, mais ainda, no bolso do proprietário. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que, no último trimestre, mais de 70% dos brasileiros não conseguiram guardar dinheiro. Destes, 15% atribuíram o fato aos gastos extras com obras. Diante deste cenário, algumas dicas para economizar na reforma são bem-vindas.

Para reduzir gastos, muitos brasileiros têm aderido ao DIY - nome dado à tendência “faça você mesmo”, que vem crescendo em popularidade no Brasil por meio de blogs, perfis no Instagram e canais no Youtube dedicados ao assunto. 

O movimento é um estímulo à execução de projetos com as próprias mãos mas, apesar de interessante, deve ser adotado com cautela. “Quando se trata de reforma, tentar fazer tudo sozinho é um dos erros mais comuns”, explica o projetista Bruno Porto. “A princípio, a ideia pode parecer econômica, mas sem o apoio de um profissional com o conhecimento técnico necessário, o projeto pode dar errado e gerar custos ainda maiores”, comenta o especialista. 

Dicas para economizar na reforma (e evitar dores de cabeça)

Em entrevista ao portal Exponencial, Bruno trouxe seis dicas para economizar na reforma, evitar transtornos e, principalmente, respeitar o orçamento. Confira, a seguir: 

1) Prepare um planejamento 

A orientação parece óbvia, mas ainda é necessária. É que, apesar de ser o primeiro passo para uma reforma bem-sucedida, o planejamento da obra é esquecido por muitos. “É comum encontrar pessoas que começam uma reforma sem saber exatamente o que querem fazer e o resultado esperado”, diz Bruno. “Sem planejamento, a impressão que se tem é que a obra não termina nunca, e aí começam os desgastes emocionais e problemas financeiros”, acrescenta o especialista. 

2) Estabeleça um limite de gastos 

Uma forma de evitar que os custos da obra saiam do controle é definir um limite de gastos e acompanhar as despesas de perto para garantir que o orçamento inicial não será extrapolado. “Quando fazemos a primeira reunião com o cliente, por exemplo, nós já buscamos entender qual é a verba total disponível para a obra, considerando materiais, mão de obra e todos os custos envolvidos”, comenta Bruno.

Ele explica que o ideal é que os custos da obra descritos no planejamento não cheguem ao valor máximo que se pode gastar. “Normalmente, explicamos para os clientes que devemos usar 80% do valor que ele tem para investir na obra”. 

Isso significa que, quem tem 3 000 reais disponíveis para a reforma deve se planejar para que os custos girem em torno de 2 400 reais, por exemplo. O restante deve ficar reservado para eventuais imprevistos no projeto. 

Leia também: Crédito para construção: entenda como funciona e veja quando vale a pena

3) Defina um prazo para concluir a reforma 

Além do dinheiro, o tempo é outro ponto valioso que deve ser monitorado durante as reformas. É comum que elas se estendam por um prazo maior do que o proprietário gostaria, e por isso é tão importante criar um cronograma. “Para determinar os prazos, é interessante contar com a visão de um profissional e alinhar com ele as expectativas”, diz o projetista. “Assim, ele entenderá cada etapa da obra e trará suas ideias para a execução”, acrescenta. 

4)  Seja criterioso na escolha dos profissionais 

A máxima “o barato sai caro” é perfeitamente aplicável às reformas. A escolha dos profissionais é uma etapa delicada e importante, e tomar decisões levando em consideração apenas o valor cobrado pela prestação do serviço é um erro comum. “Cada vez mais, é preciso ficar atento à escolha dos profissionais. Além da falta de qualificação, muitos ainda são desonestos e, em alguns casos, chegam a abandonar a obra sem comunicar o responsável”, alerta Bruno. 

Para evitar esse tipo de situação, a recomendação é fazer uma reunião com o profissional escolhido e tentar identificar se ele está, de fato, entendendo o que é esperado para o projeto. Neste momento, levar referências é uma boa estratégia para evitar futuros desentendimentos e problemas na reforma. “Fazer pesquisas na internet, buscar imagens e mostrá-las durante a conversa, por exemplo, é uma possibilidade de oferecer uma noção maior dos resultados desejados para a reforma”, orienta. “A conversa também vai servir como um termômetro: se o profissional fizer comentários interessantes e mostrar entendimento acerca do que está sendo mostrado e discutido, é um bom sinal”, indica o especialista. 

5) Fique atento à qualidade dos materiais 

Entre as dicas para economizar na reforma, uma das mais importantes é fazer uma boa escolha dos materiais. Se a qualidade dos itens não for boa, os produtos tendem a durar menos, e o investimento em mão de obra será jogado fora. Em caso de dúvida sobre escolha de marcas, por exemplo, o ideal é consultar a opinião do profissional que participará da obra e, se possível, ir com ele às compras. 

Assim como para outros produtos, a compra de materiais de construção deve envolver comparação de preços em diferentes lugares. “O ideal é fazer uma pesquisa em pelo menos três estabelecimentos e pedir orçamentos durante as visitas para, depois, fazer uma análise e decidir qual opção apresenta o melhor custo-benefício”, recomenda. 

6) Na medida do possível, mantenha o espaço limpo e organizado

Para muitos, o cuidado com a limpeza e organização da obra parece insignificante, mas Bruno garante que este detalhe pode fazer a diferença. Isso porque, em um ambiente desorganizado, ferramentas e acessórios podem acabar se perdendo - o que gera custos adicionais durante a reforma.  

No que diz respeito à organização, é importante ficar atento ao armazenamento de notas fiscais e embalagens. Se depois de um tempo algum produto apresentar defeito, por exemplo, ter estes itens guardados pode garantir a troca da mercadoria ou até o reembolso. “Muitas vezes, o proprietário chega na obra, entrega os materiais e não se preocupa com o que vai acontecer depois. O melhor é guardar os comprovantes de pagamento por algum tempo, para ter a troca garantida em caso de necessidade”. 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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