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Tudo sobre Crédito

O que é crédito rotativo e por que não vale a pena

O crédito rotativo é uma das modalidades que mais endivida os brasileiros. Entenda como ele funciona e saiba como evitar seus altos juros!

por Portal Exponencial

Atualizado em 11 de junho, 2021

No Brasil, uma das taxas de juros mais altas corresponde ao cartão de crédito. Para se ter ideia, os juros do crédito rotativo costumam girar em torno de 300% ao ano, segundo o Banco Central. Como uma das modalidades mais caras, é responsável por boa parte do endividamento dos brasileiros.

Por isso, é fundamental conhecer os riscos que essa linha de crédito representa e as possíveis soluções para fugir dos juros elevados. Além disso, o consumidor deve estar sempre atento a quaisquer mudanças das regras do rotativo. Isso evita cair em golpes e ajuda a enxergar os tipos de gastos que você pode ter.

O que é crédito rotativo?

Crédito rotativo é um valor oferecido aos clientes de cartão de crédito que não conseguem pagar o valor total da fatura do cartão. Ele funciona como um empréstimo, com fins específicos para o pagamento da fatura, e tem como finalidade não deixar seu nome sujo por conta do não-pagamento da conta do cartão.

Sabe quando você não consegue pagar a fatura integral do cartão e acerta só o valor mínimo? Isso é chamado crédito rotativo. Ele é dividido em dois tipos: o rotativo regular e o não-regular.

Crédito rotativo regular

Você utiliza o crédito rotativo regular quando paga entre a quantia mínima e a quantia intermediária da fatura, sendo estes valores informados pela empresa credora no próprio documento de cobrança. O restante da fatura é adicionado na conta do mês seguinte, corrigido com juros elevados (a média é 13% por mês).

Crédito rotativo não-regular

Entra no rotativo não-regular quem deixou de realizar integralmente o pagamento da fatura, ou quem pagou um valor abaixo do mínimo estabelecido. Nestes casos, as condições são ainda menos vantajosas, pois os juros de crédito rotativo podem chegar a 375% ao ano.

Exemplo: a fatura do cartão era de R$ 1000, mas você só pagou R$ 200. Os outros R$ 800 serão adicionados à sua conta seguinte com juros. Se a taxa de juros nesse caso for de 15% ao mês, a dívida já sobe para R$ 920 em apenas 30 dias. Agora que você já sabe o que é crédito rotativo, pode entender melhor como ele funciona e quando fazer uso.

Como funciona o crédito rotativo

Em abril de 2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu algumas regras para evitar que o consumidor entre em um ciclo de dívidas e use o rotativo do cartão constantemente.

Desde então, o crédito rotativo é limitado e dura no máximo 30 dias. Passado esse tempo, o titular deve quitar o débito integralmente ou parcelá-lo com juros menores. Enquanto o rotativo não for pago, não é possível utilizar um novo crédito. Porém, as próximas faturas podem se tornar uma bola de neve, devido aos juros e parcelamentos, o que dificulta a quitação da dívida.

Em abril de 2018 algumas regras foram alteradas novamente para melhorar ainda mais os serviços financeiros e você pagar mais barato.

Com as novas regras, são as empresas credoras que definem, a partir de seus próprios critérios, o valor mínimo que você poderá saldar. Por outro lado, elas não podem cobrar juros no crédito rotativo maiores, em relação ao regular, de clientes que ficaram inadimplentes ou que pagam abaixo do mínimo da fatura. Isso significa que as taxas acrescidas devem ser semelhantes às de quem pagou na data, acrescido de 2% de multa e 1% ao mês de juros de mora. Este último representa uma taxa percentual cobrada pelo atraso do pagamento do crédito, de acordo com o período de tempo.

Por que os juros do rotativo são tão elevados?

Toda instituição, quando empresta dinheiro, assume o risco de não ter o valor devolvido dentro do prazo proposto. Para compensar essa possibilidade, são cobrados juros elevados pelo tempo que você ficou com a quantia sem pagar.

No caso do cartão de crédito rotativo, a empresa realiza uma análise de crédito do consumidor antes de liberar. Assim, avalia a situação financeira do devedor e se tem condições de arcar com a dívida. A partir disso, é estabelecido um limite de crédito pré-aprovado para ser usado de forma automática.

Na prática, os juros do rotativo podem tornar sua dívida até 3 vezes maior em questão de um ano. Por exemplo, baseado na taxa ao ano de 2021 (300%), uma dívida de R$ 1000 pode acrescentar mais R$ 3.000 depois de 12 meses. Imagina se isso acontecer com frequência?

Quando utilizar o rotativo do cartão

Se você entendeu o que é rotativo de cartão, já deve ter imaginado que essa linha costuma ser uma solução para situações emergenciais para as quais você não tem dinheiro. Por exemplo, quando surge uma cirurgia inesperada e cara na sua família.

O crédito rotativo é liberado de forma automática na sua conta e conforme esse dinheiro é gasto, a ‘’cota’’ vai acabando. Assim que você quitar o débito, passa a ter a quantia disponível de novo na conta.

O problema é que a instituição não sabe quando você poderá saldar, e pode ser que isso nunca aconteça. Para evitar esse possível prejuízo, cobra taxas bem elevadas.

É fundamental ressaltar, ainda, que o tomador de crédito só deve pagar aquilo que de fato lhe foi emprestado, acrescido das devidas taxas. Por isso, fique sempre atento à cobrança realizada e recorra ao banco caso o valor esteja errado.

Riscos e desvantagens

Ao mesmo tempo que o rotativo de cartão é uma das modalidades mais fáceis de acessar, ele envolve muitos perigos financeiros.

Considerando que os juros de crédito rotativo são exorbitantes, comparado a outras opções, o ideal é realmente usar o recurso só em situações inesperadas para evitar débitos maiores do que gostaria. Sempre que acontecer de pagar só o valor mínimo (ou nem isso) procure quitar tudo logo na parcela seguinte. Se deixar acumular vários meses, sem arcar com a fatura integral, as dívidas podem virar uma bola de neve.

E, nem todo mundo sabe, mas dependendo do nível do endividamento seu nome pode ser inscrito no SPC. Com o nome sujo é muito mais difícil conseguir empréstimo, financiamentos e até parcelar uma compra.

Toda vez que for comprar algo novo ou realizar algum pagamento, verifique na sua conta se é possível quitar totalmente a quantia. Se preferir, pode usar o cartão de débito ou dinheiro vivo. Assim, só gasta o que tem disponível na hora e não cai no rotativo de cartão ou no parcelamento.

Alternativas de crédito com juros baixos

A boa notícia depois de conhecer o que é o crédito rotativo mais a fundo é que existem soluções muito mais baratas. Quando se tem dívidas, o melhor é procurar um empréstimo com juros baixos para quitar parcelas que cabem no seu orçamento. De acordo com a recomendação do Banco Central, o ideal é o consumidor comprometer no máximo 30% da sua renda mensal com endividamento. Mais do que isso te deixa sem capital para arcar com outras contas.

Conheça agora outras modalidades de crédito que oferecem juros mais baixos e que diminuem suas chances de cair no mau endividamento.

Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é uma modalidade de empréstimo na qual o cliente faz um acordo com a instituição financeira para ter a quitação do empréstimo diretamente em sua folha de pagamento ou benefício do INSS. Isso reduz o risco de inadimplência, aumentando a confiança da operação e proporcionando condições melhores de pagamento. No empréstimo consignado Creditas, por exemplo, você consegue juros muito baixos, a partir de 0,99% ao mês.

Por conta da natureza do seu funcionamento, esta linha de crédito é destinada exclusivamente para aposentados e pensionistas do INSS, militares das forças armadas, trabalhadores assalariados de empresas privadas e servidores públicos.

Empréstimo com garantia de imóvel

Em questão de juros reduzidos, o empréstimo com garantia chama a atenção e se destaca por oferecer prazos longos para quitar. Para oferecer essas condições e reduzir o risco de inadimplência, as instituições necessitam de uma garantia de pagamento.

Neste tipo de empréstimo, você utiliza sua casa como garantia, em um processo conhecido como alienação fiduciária. A vantagem é que o bem continua em seu nome e você pode usá-lo normalmente. É uma forma de receber bastante dinheiro sem precisar se desfazer do bem.

No empréstimo com garantia de imóvel da Creditas esta modalidade apresenta juros reduzidos a partir de 0,85% ao mês + IPCA e até 240 meses para pagar. Você pode solicitar até 60% do valor do imóvel, conseguindo entre R$ 30 mil até R$ 3 milhões.

Empréstimo com garantia de veículo

Este tipo de empréstimo é bem parecido com o anterior, com a diferença que você coloca seu carro como garantia para conseguir as melhores taxas. Esta é uma modalidade muito procurada por quem precisa de dinheiro rápido para quitar dívidas elevadas, como valores acima de R$ 5 mil. 

Na Creditas, o empréstimo com garantia de veículo oferece juros a partir de 0,99% ao mês, até 60 meses para pagar e valores de R$ 5 mil até R$ 150 mil. Faça uma simulação abaixo para descobrir quais as condições de empréstimo você pode conseguir colocando um bem como garantia:

O ideal antes de escolher entre as linhas de crédito é atentar não só para a taxa de juros, mas para o Custo Efetivo Total (CET). Essa sigla detalha todos os custos, tarifas, tributos envolvidos na operação, ou seja, o valor final real. Dessa forma, você consegue comparar melhor as empresas, identificar qual oferece as melhores condições e foge das parcelas caras.

E então, descobriu porque o cartão de crédito rotativo não costuma valer a pena para quem precisa pagar suas contas? Se quiser continuar aprendendo sobre como ter uma boa relação com o dinheiro, inscreva-se na newsletter do Exponencial e comece a receber por e-mail nossas melhores dicas e informações.

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