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Saia do vermelho
Além de consultar as pendências financeiras da empresa, é possível renegociar a dívida diretamente com o credor
por Vanessa Ferreira
Postado em 16 de janeiro, 2026
Ter restrição no CNPJ é uma das condições que mais geram insegurança para quem empreende. Muitas empresas buscam entender como mudar essa situação, especialmente para voltar a ter acesso a crédito, destravar contratos e emitir certidões, além de melhorar a reputação no mercado.
Neste conteúdo, você vai entender o que caracteriza uma restrição no CNPJ, quais tipos existem, onde consultar cada pendência e como regularizar as dívidas da empresa no dia a dia, com linguagem clara e sem "juridiquês".
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Neste Guia sobre Restrição no CNPJ, Você Encontrará:
Ter restrição no CNPJ significa que a empresa possui obrigações não cumpridas registradas em órgãos públicos ou entidades privadas. Essas pendências indicam atrasos, inadimplência ou descumprimento de deveres legais.
No dia a dia, as dívidas vinculadas ao CNPJ podem ou não gerar uma restrição formal. Nem toda dívida resulta em restrição fiscal, mas toda restrição tem origem em uma obrigação não regularizada. Essa distinção é importante para entender o impacto real da pendência sobre a operação.
As restrições podem ter origens diversas, como débitos fiscais, trabalhistas ou financeiros, e cada tipo gera consequências diferentes para o negócio. É comum o empreendedor identificar pendências apenas ao tentar acessar crédito, solicitar financiamento ou negociar novas linhas de recursos.
Um CNPJ com restrição pode enfrentar dificuldades para obter empréstimo para PJ, firmar contratos, emitir certidões e manter a credibilidade junto a fornecedores e parceiros.
As restrições no CNPJ variam conforme a origem da obrigação não cumprida. Entre as mais comuns estão:
A seguir, veja como funciona cada uma e onde realizar a consulta.
A dívida ativa reúne débitos fiscais não pagos e inscritos pelos governos municipal, estadual ou federal. Nessa categoria entram impostos, taxas e contribuições em atraso.
Esse tipo de restrição pode gerar multas, juros elevados, protestos e até execução judicial. Em situações mais graves, compromete a continuidade da empresa e bloqueia o acesso a crédito ou financiamento bancário.
A consulta é feita nos sites das Secretarias da Fazenda ou da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que costumam oferecer parcelamentos e programas de regularização para recuperar a regularidade do CNPJ.
Leia também | Divida ativa: o que é, como consultar e regularizar sua situação
O CADIN é um cadastro que registra pendências com órgãos e entidades federais. A inscrição ocorre quando a empresa deixa de cumprir obrigações junto ao setor público.
Estar no CADIN impede o acesso a incentivos fiscais, financiamentos públicos e contratos com a administração pública, limitando o uso de linhas de crédito institucionais.
A consulta pode ser feita pelo Registrato PJ, sistema do Banco Central, após o credenciamento do responsável legal da empresa.
No caso do MEI, a principal pendência é o não pagamento do DAS-MEI, a contribuição mensal obrigatória. Também são comuns atrasos na declaração anual (DASN-SIMEI).
Esses débitos geram multas, juros e podem resultar em inscrição em dívida ativa, além da perda de benefícios previdenciários. Mesmo empresas sem faturamento ou sem emissão de notas podem acumular esse tipo de pendência.
A consulta, emissão de guias e parcelamento são feitos no Portal do Empreendedor e no Portal do Simples Nacional.
Leia também | Qual o limite do MEI em 2026? Veja detalhes sobre faturamento
Débitos trabalhistas surgem quando obrigações com colaboradores não são cumpridas ou quando decisões judiciais permanecem pendentes.
A situação pode ser verificada pela Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), emitida no site do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Essa certidão é exigida em licitações, contratos com grandes empresas e, em muitos casos, na análise de crédito para empresa.
FGTS e INSS são obrigações consideradas sensíveis, por envolverem direitos trabalhistas e previdenciários.
Débitos de FGTS são consultados no site da Caixa Econômica Federal, enquanto pendências de INSS são verificadas no portal da Receita Federal. Regularizar essas obrigações é essencial antes de buscar financiamento ou empréstimo para PJ.
Manter esses compromissos em dia reduz riscos legais, evita bloqueios operacionais e impede a ampliação de restrições fiscais.
Confira | Certidão negativa da Receita Federal: saiba como emitir CND
As restrições em birôs como o Serasa estão ligadas a dívidas financeiras, como atrasos com bancos, fornecedores ou prestadores de serviço.
Esse tipo de registro afeta diretamente a análise de crédito, score e o acesso a financiamento, mas não substitui certidões fiscais. Uma empresa pode estar regular do ponto de vista fiscal e, ainda assim, negativada em birôs de crédito.
A consulta e a negociação podem ser feitas pelo Serasa Recupera PJ.
A falta de regularização tende a gerar um efeito cumulativo. A empresa perde acesso a crédito, enfrenta dificuldade para emitir certidões e pode ter contratos suspensos.
Além disso, os débitos aumentam com juros e multas, tornando a regularização mais onerosa ao longo do tempo. Na prática, resolver as pendências do CNPJ é um passo essencial antes de buscar novas oportunidades de crescimento.
Regularizar as pendências do CNPJ exige organização e acompanhamento. Veja um passo a passo inicial.
Identifique pendências fiscais, financeiras e trabalhistas em órgãos públicos, birôs de crédito e sistemas oficiais da Receita Federal. Isso evita regularizar um débito e manter outro em aberto sem perceber.
Veja | Execução fiscal: o que é, como funciona e como proceder ao ser citado
Separe as pendências por categoria e priorize aquelas que impedem a emissão de certidões ou geram risco legal imediato.
Muitos débitos fiscais permitem parcelamento nos órgãos responsáveis, como a PGFN, FGTS e INSS também costumam ter condições específicas. As regras variam conforme o tipo de dívida e a situação da empresa.
Dívidas registradas em birôs de crédito permitem negociação direta com bancos, fornecedores e prestadores de serviço, inclusive com descontos ou prazos maiores.
Declarações atrasadas, como obrigações do MEI ou informações fiscais não entregues, também geram restrições e costumam ser resolvidas rapidamente.
Saiba mais | Quais impostos o MEI paga? Veja valores e como pagar
Mesmo após o acordo ou quitação, os sistemas podem levar alguns dias para atualizar. Acompanhar evita problemas futuros.
Criar uma rotina básica de controle financeiro ajuda a manter a regularidade no longo prazo.
Evitar novas pendências começa pelo controle das obrigações da empresa. Acompanhar prazos de impostos, contribuições e folha de pagamento reduz o risco de atrasos.
Separar o dinheiro da empresa do CPF do empreendedor também é essencial. Misturar contas dificulta o controle do caixa e aumenta a chance de inadimplência.
Por fim, planejamento financeiro e previsibilidade de caixa ajudam a antecipar períodos de aperto e evitam o acúmulo de novas dívidas.
Um empréstimo pode fazer sentido quando a empresa já mapeou todas as pendências, entende o valor total da dívida e precisa resolver restrições. Nesses casos, o crédito funciona como uma forma de reorganização, não como solução isolada.
Também é importante avaliar se o custo do empréstimo é menor que o custo de manter a dívida ativa. Multas, juros, bloqueios operacionais e perda de oportunidades podem sair mais caros do que uma linha de crédito bem planejada.
Por outro lado, o empréstimo não faz sentido quando é usado sem planejamento ou para cobrir falhas recorrentes de gestão. Antes de contratar crédito, a empresa precisa garantir que o fluxo de caixa será suficiente para honrar as parcelas e que novas dívidas não voltarão a surgir após a regularização.

Tem interesse em contratar um empréstimo para te ajudar a regular as pendências, mas não sabe qual a melhor opção? Assista ao vídeo e conheça detalhes sobre adesão ao crédito, que vão te auxiliar na melhor decisão.
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