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Finanças

Quer viajar mesmo com o dólar alto? Confira 6 dicas

O dólar atingiu um novo recorde nominal na quarta-feira (12), chegando a R$ 4,35. Como não deixar de viajar apesar da alta da moeda americana? 
Escrito por Elaine Ortiz em 13.02.2020 | Atualizado em 14.05.2020
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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Na última quarta-feira (12), a moeda americana chegou a R$ 4,35, quinto pregão seguido de escalada;
  • Os motivos para a taxa de câmbio mais alta, segundo especialistas, são a guerra comercial entre EUA e China e o avanço do coronavírus;
  • Com planejamento e utilizando algumas estratégias, ainda é possível viajar para o exterior, apesar deste cenário.

 

Viajar é bom e - quase - todo mundo gosta. Com planejamento e organização é possível fazer roteiros internacionais e nacionais, mesmo em períodos que o dólar está em alta. Na última quarta-feira (12), a moeda americana chegou a R$ 4,35, quinto pregão seguido de escalada, levando a  moeda a acumular valorização de 8,4% ante o real já nesse segundo mês de 2020. 

Neste cenário, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que uma taxa de câmbio mais alta é “boa para todo mundo”: quando valorizada, a moeda americana fortalece a balança comercial brasileira, impactando diretamente no acumulado de exportações. 

Em  janeiro, por exemplo, a balança comercial registrou um déficit de 1,745 bilhão de dólares, segundo o ministério da Economia. Este foi o pior resultado para o mês de janeiro desde 2015.

Leia também: Dólar alcança maior patamar em 14 meses. Entenda o porquê

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí”, disse Guedes durante um evento. Ainda, de acordo com o ministro, o câmbio em alta pode fortalecer o turismo nacional, com destinos como Foz do Iguaçu e Amazônia. “Vai para Amazônia, Foz do Iguaçu”, completou.

Mas por que o dólar está subindo?

Diversos motivos atuam em conjunto e impactam no preço do dólar, tanto no exterior quanto no Brasil. Segundo Marcelo Fonseca, economista e sócio da HLB Brasil, a depreciação do real frente ao dólar já era esperada tendo em vista a queda expressiva da Selic, taxa básica de juros, que reflete a política monetária do Banco Central. “Esta queda faz com que o diferencial entre a taxa de juros interna, aqui expressa pela Selic, em relação às taxas de juros praticadas no exterior diminuísse. Isso por si só já justificaria a depreciação do Real”, diz.

No campo internacional, a escalada da moeda americana se justifica, segundo Fonseca, principalmente pela guerra comercial entre EUA e China, que vem impactando o câmbio desde 2019 e pelo surgimento do coronavírus. “A aversão ao risco se elevou tendo em vista a incerteza quanto ao alcance e duração desta epidemia na economia da China e consequentemente sobre a atividade global. A aversão ao risco faz com que investidores retirem seus capitais de economias emergentes os alocando em economias como as do Estados Unidos”, explica.

Viajar para o exterior, mesmo com o dólar alto: saiba como

Embora a moeda americana tenha somado alta de quase 9% em 2020, viajar para fora ainda é possível. Para Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, além do planejamento, a tecnologia pode ser uma grande aliada para comprar dólar e não desistir da tão sonhada viagem internacional. 

“Mesmo com a alta no dólar, viajar é uma oportunidade única de sair da zona de conforto e conhecer novas culturas. A tecnologia pode ser uma alternativa para quem quer economizar, já que ela permite que a viagem fique mais fácil, prática, rápida e, principalmente, barata.”

Para que viajar seja cada vez mais viável para o maior número de brasileiros, mesmo em períodos de alta do dólar, o Portal Exponencial conversou com especialistas e preparou dicas para você se preparar e economizar.

Confira, a seguir:

1. Defina o roteiro e planeje a viagem com antecedência

Planejamento é o principal para realizar uma viagem. Ao definir o local que irá conhecer, é necessário pesquisar mais sobre o destino e verificar, por exemplo, o clima da região. Essa informação é importante para saber se é necessário comprar roupas específicas para viajar. Se for o caso, separar uma verba para adquirir peças apropriadas para baixas temperaturas já irá encarecer o orçamento. Então, se brincar na neve não for um grande sonho, opte por viajar em um período do ano no qual você pode utilizar as roupas que já tem em seu armário. 

Dar entrada em passaportes e vistos, caso o país de destino solicite autorização prévia de viagem, também é planejamento fundamental. Tem custo para emitir os dois documentos - o valor atual de um passaporte é de 257,25 reais.

Já para tirar o visto americano, por exemplo, o turista brasileiro deve desembolsar 160 dólares (696 reais, no valor do câmbio de quarta-feira, 13). Outra dica importante é somente comprar a passagem aérea após a aprovação do visto, para não correr o risco de perder o dinheiro caso o documento não seja liberado.

Leia também: 2020 terá nove feriados prolongados. Para onde viajar em cada data?

2. Monitore o preço de passagem aérea, compre antecipadamente  e aproveite promoções

Escolher viajar em baixa temporada pode reduzir muito o preço final do passeio. Passagens e hospedagens são muito mais baratas em épocas em que a procura está menor para determinado destino. As passagens aéreas para viagens internas pelo Brasil na época do carnaval, por exemplo, que é alta temporada, já estão 250% mais caras neste mês em comparação com janeiro, segundo levantamento do Cuponomia, site gratuito que oferece desconto por meio de cupons e ofertas das principais lojas online nacionais e internacionais.

Utilizar cupons promocionais, inclusive, também é uma boa estratégia para economizar. Alguns portais, como o Cuponomia, reúnem cashback e cupons de desconto em pacotes de viagens e nas principais companhias aéreas e hotéis. 

“Mesmo com a alta no dólar, viajar é uma oportunidade única de sair da zona de conforto e conhecer novas culturas”, diz Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia. “A tecnologia pode ser uma alternativa para quem quer economizar, já que ela permite que a viagem fique mais fácil, prática, rápida e, principalmente, barata.”

Diversos sites e aplicativos oferecem esse tipo de serviço onde é possível descobrir em que período do ano as passagens estão mais em conta. Promoções também são ofertadas durante o ano todo, mas em eventos comerciais, como a Black Friday, por exemplo, passagens promocionais são encontradas com mais facilidade. 

Fazer cadastros em newsletters de sites específicos para passagens e acompanhar semanalmente as ofertas também contribui para conseguir os melhores preços.

Evitar comprar o aéreo para finais de semana é outra dica para obter preços mais competitivos. Se for agendar as férias, já tenha isso em mente e opte por viajar no meio da semana. 

Leia também: 5 dicas para comprar passagens e economizar dinheiro para viajar

3. Fique de olho no câmbio e compre dólar aos poucos

Comprar dólar aos poucos é unanimidade entre especialistas. A ideia é que, no fim, a média do preço pago pela troca de moedas em pílulas seja equilibrada e saia muito mais em conta do que comprar tudo de uma vez com um preço único. 

O dólar oscila por motivos políticos e econômicos imprevisíveis. Saber, portanto, a melhor hora que a moeda deve ser comprada é quase impossível. É necessário acompanhar as notícias diariamente e monitorar as oscilações. 

Enquanto isso, junte em uma conta todo o dinheiro que será trocado para a viagem. Quando surgir a oportunidade de uma baixa na moeda, você já estará pronto para efetuar a compra de uma parte do dinheiro que irá precisar. 

Leia mais: Qual é o melhor momento para comprar dólar? Confira dicas

4. Avalie hospedagens alternativas

Atualmente as hospedagens estão muito mais democráticas. Não são só os hotéis que estão preparados para receber turistas. Pousadas, hostels e agora acomodação reservada via aplicativo contribuem para que a viagem fique mais barata e seja possível para uma maior quantidade de pessoas. 

Em sites como o Airbnb é possível encontrar quartos dentro de casas de famílias por um custo extremamente baixo comparado a uma noite em um hotel. A prática é considerada segura e recomendada pelos usuários do mundo todo que utilizam o serviço. 

5. Programas de trabalho e estudo ou intercâmbio

Outra possibilidade é aliar turismo com estudo e trabalho para viajar. Não é de hoje que agências de viagem oferecem esse tipo de serviço conhecido como “Work and Travel” ou ainda programas de “Au Pair”, onde é possível atuar como babá para famílias, ganhar dinheiro e ainda estudar um outro idioma. 

Intercâmbio também é um programa muito procurado entre jovens que querem aprimorar outro idioma. Há países onde fazer um intercâmbio tem custo menor. Procurar destinos menos badalados pode ser um bom método para viajar, estudar e economizar.

6. Empréstimos e financiamentos podem ajudar

Muitas vezes, mesmo tentando se organizar financeiramente para viabilizar uma conquista, imprevistos podem acontecer e, a tão sonhada viagem, acaba sendo adiada. Isso porque, nessas situações,  é muito provável que o dinheiro da viagem seja o primeiro a ser cedido para apagar o incêndio.

Encontrar uma modalidade de crédito que ofereça juros baixos e prazos adequados para cada realidade é um dos caminhos possíveis para realizar um sonho. Fora do Brasil é prática comum entre estudantes que terminam o colégio e contam com crédito para conhecerem outra cultura antes de escolherem a faculdade que irão cursar. 

No Brasil, com o mercado de crédito cada vez mais competitivo com a entrada de empresas financeiras digitais, os juros de algumas modalidades de crédito estão caindo. Algumas empresas também oferecem benefícios como crédito consignado aos colaboradores, o que também pode incentivar a utilização de empréstimo para viabilizar conquistas.   

Leia mais:  Consórcio de viagem vale a pena? Entenda como esse crédito funciona

Foto: Pedro França/Agência Senado

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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