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Saia do vermelho

Como renegociar dívida e sair do vermelho?

É possível dar tchau às dívidas e reorganizar as finanças sem comprometer o orçamento. Saiba como isso é possível.

por Creditas

Postado em 27 de janeiro, 2026

Como renegociar dívida e sair do vermelho?

Renegociar dívidas é uma realidade para milhões de brasileiros, visto que 5,9 milhões de dívidas foram negociadas no Feirão Serasa Limpa Nome até dezembro 2025. 

Com o aumento dos juros, muitas pessoas acabam acumulando débitos que deixam de caber no orçamento. A boa notícia é que renegociar passou a ser possível nos últimos anos, representando a retomada do controle do dinheiro sem comprometer o mês seguinte.

Neste conteúdo, você vai entender quando renegociar faz sentido, como funciona o processo na prática, quais cuidados tomar antes de fechar um acordo e como evitar voltar ao endividamento.

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Neste conteúdo, você vai ver:

O que significa renegociar uma dívida?

Renegociar uma dívida é o processo de revisar as condições de pagamento de um débito já existente junto ao credor. Essa revisão pode envolver desconto no valor total, redução de juros, parcelamento ou alongamento do prazo.

Na prática, muitas pessoas buscam renegociar dívidas para reduzir juros altos que se acumularam com o tempo e tornaram o valor final muito maior do que o inicialmente contratado.

Diferente de simplesmente atrasar pagamentos, a renegociação formaliza um novo acordo financeiro. Ela estabelece regras claras, evita o crescimento descontrolado do débito e permite que o consumidor volte a pagar dentro de uma realidade possível.

Quando vale a pena renegociar uma dívida?

A renegociação vale a pena quando a dívida deixou de caber no orçamento ou passou a crescer rapidamente por causa dos juros elevados.

Isso costuma acontecer quando há uso recorrente do cartão de crédito, entrada no cheque especial, perda de renda ou acúmulo de parcelas. Nessas situações, manter o contrato original pode intensificar o efeito dos juros acumulados e aumentar ainda mais o valor final da dívida.

Quem está com o "nome sujo" também costuma recorrer à negociação direta com o credor como forma de interromper o crescimento da pendência e reorganizar as contas.

Quais dívidas podem ser renegociadas?

Grande parte das dívidas pode passar por negociação, principalmente quando há atraso ou risco de inadimplência. Bancos, financeiras e empresas costumam oferecer condições diferentes conforme o tipo de débito e o tempo em aberto. Em geral, é possível renegociar:

  • Dívidas de cartão de crédito, incluindo fatura atrasada e rotativo;
  • Valores usados no cheque especial;
  • Empréstimos pessoais;
  • Financiamentos;
  • Contas básicas em atraso, como luz, água, telefone e internet.

Esses débitos costumam concentrar juros altos, o que torna a renegociação uma alternativa importante para reduzir o impacto dos encargos no valor final.

Mas, antes de procurar um acordo, vale conferir se: a parcela não cabe mais no orçamento mensal, os juros estão aumentando rapidamente, a dívida aparece em plataformas de negociação e os riscos de negativação ou nome já negativado.

Saiba mais | Dívida de cartão de crédito: 7 passos para se livrar de vez dela

Onde é possível renegociar dívidas?

A negociação da dívida pode acontecer por diferentes canais. O mais comum é o contato direto com o credor, por aplicativo, site ou atendimento telefônico.

A negociação direta com o credor costuma gerar melhores condições, especialmente quando há interesse real em quitar dívidas.

Também existem plataformas digitais, como o Serasa Limpa Nome, além de feirões periódicos. Esses canais podem oferecer descontos relevantes, mas exigem atenção ao valor final, aos juros embutidos e às condições do acordo.

Independentemente do meio escolhido, o ponto central é avaliar se a proposta cabe no orçamento e se pode ser mantida até o fim.

Como renegociar dívidas?

Renegociar exige planejamento, não impulso. O objetivo não é apenas “limpar o nome”, mas construir um acordo que não gere novos atrasos. A seguir, veja como esse processo funciona na prática.

1. Saiba quanto você deve

Consulte seu CPF em plataformas como Serasa, Boa Vista ou Acordo Certo, e conheça todas as dívidas em seu nome.

2. Analise sua situação financeira

Monte um orçamento simples, separando gastos fixos e variáveis. Isso ajuda a definir uma parcela possível, sem comprometer despesas essenciais.

Categoria Valor estimado (R$) Tipo Forma de pagamento
Aluguel / financiamento Fixa Boleto
Conta de luz Fixa Boleto
Água Fixa Boleto
Internet Fixa Débito
Transporte Variável Dinheiro
Cartão de crédito Fixa Cartão
Empréstimos Fixa Débito

Leia também | Como consultar débitos do veículo: veja o passo a passo

3. Fale com o credor

Entre em contato pelos canais oficiais e solicite propostas de negociação.

4. Compare as opções

Avalie valor total, número de parcelas e juros. O foco deve ser o custo final da dívida, não apenas o valor mensal.

5. Formalize o acordo

Aceitou a proposta? Solicite o contrato, leia com atenção e guarde todos os comprovantes.

Neste passo a passo, você aprende como planejamento e estratégia ajudam a limpar o nome, principalmente com a redução de juros, organização do orçamento e acordos que fazem sentido para sua realidade. Entenda melhor!

O que avaliar antes de aceitar um acordo?

Antes de fechar qualquer renegociação, é essencial olhar além do desconto apresentado. Muitas pessoas se concentram apenas na parcela, mas ignoram o impacto dos juros no valor final. Um acordo só é positivo quando reduz efetivamente o custo total da dívida e pode ser cumprido até o fim.

Parcelas altas demais, mesmo com desconto, aumentam o risco de novo atraso e podem gerar novas pendências.

Confira | 9 hábitos automáticos que complicam sua vida financeira (e como mudar isso!)

Renegociar dívida melhora o score?

A renegociação ajuda, mas a melhora do score não é imediata. O histórico financeiro considera o comportamento após o acordo, especialmente o pagamento em dia das parcelas.

Com o tempo, a regularidade nos pagamentos tende a gerar impacto positivo, desde que não ocorram novos atrasos ou endividamento excessivo.

Veja também | Você já ouviu falar em insônia financeira? Descubra como identificar e superar esse problema

Vale a pena usar outro crédito para quitar dívidas?

Em alguns casos, sim. Trocar uma dívida com juros altos por outra com taxas menores pode ser uma estratégia de reorganização financeira.

Isso ocorre principalmente quando o consumidor concentra débitos em modalidades caras, como cartão de crédito e cheque especial, que possuem juros elevados e acumulados mês a mês.

Quais são as alternativas saudáveis de crédito para renegociar?

O empréstimo com garantia costuma ter juros mais baixos e pode ajudar a trocar uma dívida cara por outra com parcelas menores e prazo maior. Já o crédito consignado privado é uma alternativa para quem tem renda fixa, com desconto direto em folha.
A portabilidade permite levar um empréstimo ativo para outro banco com condições mais vantajosas.

O empréstimo com garantia de imóvel ou o empréstimo com garantia de veículo costuma ter taxas mais baixas. É uma forma de trocar uma dívida cara por outra com parcelas menores e prazos maiores. Conheça os detalhes:

Ícone carro
Crédito saudável, no seu tempo e do seu jeito

Garantia de veículo
Crédito de R$ 5 mil a R$ 150 mil
Taxa a partir de: 1,49% ao mês

Garantia de imóvel
Crédito de R$ 50 mil a R$ 3 milhões
Juros a partir de 1,09% ao mês + IPCA

Consignado Privado
Crédito de R$ 500 a R$ 70 mil
Juros a partir de 1,29% ao mês

Como evitar voltar a se endividar após a renegociação

A renegociação resolve o problema imediato, mas o equilíbrio financeiro depende do comportamento depois do acordo.

Algumas práticas ajudam nesse processo:

  • Manter parcelas compatíveis com a renda real
  • Evitar novos parcelamentos durante o acordo
  • Acompanhar gastos mensalmente
  • Reduzir o uso do cartão de crédito
  • Priorizar despesas essenciais
  • Criar uma reserva de emergência, mesmo que pequena
  • Evitar compras por impulso
  • Revisar o orçamento sempre que a renda mudar

Essas ações fortalecem a organização financeira e reduzem o risco de novas pendências.

Tire suas dúvidas

Tire suas dúvidas sobre como funcionam os acordos, os prazos para limpar o nome e as consequências de atrasar as parcelas.

Renegociar a dívida limpa o nome na hora?
Não. A retirada da negativação dos órgãos de proteção ao crédito (como Serasa e SPC) ocorre apenas após o pagamento da primeira parcela ou da cota única do acordo. Após a confirmação do pagamento, a empresa tem até 5 dias úteis para solicitar a baixa da restrição.
Posso renegociar mesmo estando negativado?
Sim. Na verdade, a maioria das renegociações acontece justamente quando o consumidor já possui restrições no CPF. As empresas têm total interesse em facilitar o pagamento para recuperar o crédito e retirar o cliente da lista de inadimplentes.
O acordo de renegociação pode ser cancelado?
Sim. O acordo é um contrato bilateral. Caso ocorra o atraso de uma ou mais parcelas, a instituição credora tem o direito de romper o contrato, fazendo com que a dívida retorne às condições originais de juros e encargos.
O que acontece se eu atrasar parcelas do acordo?
Se você atrasar, o acordo pode ser anulado. O principal risco é o retorno imediato do seu nome aos cadastros de inadimplentes, além da perda dos descontos que haviam sido concedidos sobre os juros e multas na negociação inicial.
A renegociação fica registrada no meu histórico financeiro?
Sim. O Cadastro Positivo e os sistemas internos dos bancos registram que houve uma renegociação. No entanto, cumprir o acordo rigorosamente em dia é visto como um comportamento positivo, ajudando a reconstruir sua reputação financeira ao longo do tempo.
É possível renegociar mais de uma dívida ao mesmo tempo?
Sim. Você pode negociar com diversos credores simultaneamente. O ponto de atenção deve ser o seu fluxo de caixa: certifique-se de que a soma de todas as parcelas acordadas caiba no seu orçamento mensal para evitar o quebra de contrato.

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