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Você sabe quanto paga de juros ao utilizar o cheque especial? Leia este post e descubra como calcular a taxa de juros e outras formas mais saudáveis de empréstimo.
por Creditas
Postado em 24 de junho, 2026
Neste conteúdo, você encontrará:
Os juros do cheque especial estão entre os mais elevados do mercado. Então, entender como esse custo é formado ajuda a avaliar se faz sentido continuar usando o limite ou buscar alternativas mais baratas.
Neste conteúdo, o foco é explicar como os juros do cheque especial funcionam, como são calculados, por que são tão altos e como se comparam a outras linhas de crédito.
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Os juros do cheque especial incidem apenas sobre o valor efetivamente utilizado, e não sobre o limite total disponível. Sempre que a conta fica com saldo negativo, os encargos passam a ser cobrados enquanto houver valor em aberto.
A atualização do saldo ocorre recorrentemente, com capitalização diária. Isso significa que, a cada dia negativo, os juros são incorporados ao saldo, aumentando a base de cálculo para o dia seguinte.
O cheque especial utiliza juros compostos, com capitalização diária. Na prática, isso significa que os juros incidem tanto sobre o valor usado quanto sobre os juros já acumulados.
Esse modelo faz com que o saldo devedor cresça progressivamente. Por isso, mesmo períodos curtos no cheque especial podem gerar um custo maior do que o esperado.
Juros compostos são aqueles em que os encargos incidem sobre o valor original somado aos juros acumulados ao longo do tempo.
Diferentemente dos juros simples, cujo custo cresce de forma linear, aqui o crescimento tende a se acelerar conforme o prazo aumenta.
No cheque especial, esse efeito é potencializado pela capitalização diária, exigindo atenção mesmo em usos pontuais.
Leia também | Juros simples e compostos: entenda as diferença e como calcular
Conforme dados do Banco Central do Brasil e Procon, em maio de 2026, a taxa média do cheque especial gira em torno de 8% ao mês. Quando observada ao longo de 12 meses, essa taxa pode ultrapassar 129% ao ano, considerando o efeito dos juros compostos. É importante destacar que:
Abaixo, confira os juros do cheque especial dos principais bancos do país em junho de 2026.
| Instituição | Taxa de juros (% ao mês) |
|---|---|
| Caixa Econômica Federal | 8,19% |
| Banco do Brasil | 8,14% |
| Itaú Unibanco | 8,27% |
| Santander | 8,27% |
| Bradesco | 8,27% |
| Banco C6 | 8,27% |
Para entender tudo sobre essa modalidade de crédito, consulte nosso guia sobre o que é o cheque especial.
A capitalização diária faz com que o custo se acumule rapidamente. Mesmo poucos dias no saldo negativo já geram impacto perceptível no valor final.
Quanto mais tempo a conta permanece no negativo, maior é o efeito acumulativo sobre o saldo devedor, explicando a sensação de que a dívida “cresce sozinha”.
Além dos juros, o cheque especial também inclui a cobrança de IOF, elevando o custo desde o primeiro dia de uso. O IOF é composto por:
Juros e IOF juntos formam o Custo Efetivo Total (CET), que representa o custo real da operação.
Exemplo prático:
Você usa R$ 1.000 no cheque especial por 30 dias, com juros de 8% ao mês. Ao final do período, o custo aproximado inclui R$ 80 de juros, R$ 3,80 de IOF fixo e cerca de R$ 3,35 de IOF diário, resultando em uma dívida próxima de R$ 1.087.
O principal fator é o risco de crédito. O cheque especial não exige garantias e pode ser utilizado automaticamente, sem nova análise a cada uso.
Esse modelo está associado a maior probabilidade de inadimplência, menor previsibilidade de pagamento e ausência de garantias que reduzam o risco da operação. Quanto maior for o risco para a instituição, maior tende a ser a taxa aplicada.
Abaixo, confira a tabela comparativa com a taxa média de juros ao mês do cheque especial, rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado privado empréstimo com garantia da Creditas.
| Modalidade de crédito | Taxa de juros ao mês (%) |
|---|---|
| Empréstimo com garantia de imóvel (creditas) | a partir de 1,09% + IPCA |
| Empréstimo com garantia de veículo (creditas) | a partir de 1,49% |
| Consignado privado (creditas) | a partir de 1,49% |
| Empréstimo pessoal | 8,36% |
| Cheque especial | 8% |
| Consignado privado | 3,4% |
| Consignado público | 2,2% |
| Consignado INSS | 1,8% |
| Rotativo do cartão de crédito | 14,95% |
Fonte: Procon e Banco Central. As taxas fornecidas diretamente pela Creditas são válidas em junho de 2026.
Na prática, a diferença está na previsibilidade e no custo total. Linhas com juros menores e parcelas definidas facilitam o planejamento financeiro e reduzem o risco de endividamento prolongado.
O cheque especial passa a ser um problema quando deixa de ser pontual e vira parte da rotina financeira. Isso ocorre quando o saldo negativo se repete mês após mês ou quando o limite é usado para cobrir despesas fixas.
Nesse cenário, os juros começam a consumir parte da renda futura, dificultando a reorganização financeira e aumentando o risco de superendividamento.
Confira | Como renegociar dívidas: vantagens de negociar e como fazer
Dependendo do perfil do consumidor, algumas opções costumam ter custo menor:
A escolha deve considerar taxa, prazo, CET e impacto real no orçamento mensal.
O cheque especial cobra juros altos e a dívida vence integralmente. Empréstimos com garantia permitem parcelamento e taxas menores.
Exemplos de taxas médias:
Empréstimo com garantia de veículo: 1,49% a.m.
Empréstimo com garantia de imóvel: 1,09% a.m + IPCA.
São opções muito mais vantajosas que o cheque especial.
Leia também: Portabilidade de crédito vale mesmo a pena?

Para quitar a dívida, basta depositar na conta corrente o valor usado.
Se a dívida estiver fora de controle, considere um empréstimo online com juros menores. Você pode transferir a dívida para outra instituição por meio da portabilidade.
Leia também: Qual o horário de funcionamento dos bancos?
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