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Finanças

IR em 2020 sofre mudanças. Entenda o que mudou e confira dicas

Até 30 de abril, 2 milhões de brasileiros devem enviar as declarações de Imposto de Renda à Receita Federal. Saiba quando é o melhor momento para entrega a sua

Escrito por Elaine Ortiz em 02.03.2020 | Atualizado em 03.03.2020

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Todos os brasileiros que receberam rendimentos tributáveis iguais ou superiores a 28.559,70 reais no ano passado são obrigados a entregar a declaração do Imposto de Renda 2020, que começou nesta segunda-feira (2) e termina em 30 de abril. Mas, existe um melhor período para enviar o documento a Receita Federal? 

Segundo Eduardo Canova, fundador e CEO da Leoa, startup que auxilia os brasileiros a fazerem as declaração online, é mais vantajoso entregar o Imposto de Renda o mais rápido possível. “Quem entrega antes, recebe antes”, diz Canova. “Porém, esse ano, houve uma mudança na restituição, os pagamentos serão feitos em cinco lotes, não em sete. Sendo assim, teoricamente, as pessoas irão receber até dois meses mais rápido do que nos anos anteriores”.

De fato, quanto mais cedo o contribuinte enviar as informações à Receita Federal, maiores são as chances de receber a restituição do imposto nos primeiros lotes -- o lote inicial será pago em 29 de maio e, o último, em setembro. E, segundo a Receita Federal, idosos e pessoas com alguma deficiência física, mental ou com doença grave têm prioridade para receber a restituição já no primeiro lote.

Portanto, quem quiser receber o dinheiro em junho, já no segundo lote, precisa entregar a declaração nos primeiros dias. Já quem deixar para prestar as contas na última semana, perto de 30 de abril, receberá apenas em setembro. 

Quem não tiver valores a serem restituído, o prazo para entrega não é importante, mas ainda assim a recomendação dos especialistas é entregar o mais cedo possível para evitar correr o risco de esquecer de enviar o documento ou ainda enfrentar alguma sobrecarga de sistema, perder o prazo e ter que pagar multas. 

A multa, inclusive, para quem não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo corresponde a 20% do imposto devido.

Leia também: Planeje-se: saiba como otimizar a restituição do imposto de renda

Declarar o imposto de renda no início ou no fim do prazo?

O educador financeiro Alessandro Azzoni explica que deixar para declarar o IR nos últimos dias com foco em receber a restituição mais tarde corrigida pela Selic, não é uma boa estratégia para 2020, já que a taxa básica de juros está no seu menor patamar histórico, em 4,25% ao ano. 

“É tão pouco o rendimento com base na Selic e demora tanto para receber que é muito mais vantajoso receber nos primeiros lotes e fazer amortização de dívidas, por exemplo, porque você deixa de pagar os juros de um empréstimo, é um ótimo custo oportunidade nesse sentido”, diz.

Para quem não tem dívidas o especialista também incentiva entregar o IR antes para receber a restituição o mais rápido possível e aplicar em investimentos mais rentáveis. “A Bolsa de Valores caiu quase 10% em 2020, sobretudo impactada pelo coronavírus, mas ela é sólida, acredito numa retomada desse índice, se você investir em um fundo, uma aplicação moderada, é possível ter um ganho muito mais rentável do que a correção da Selic”, diz. “Além da bolsa, existem diversas outras opções de investimento no mercado que podem atualizar mais que a Selic”. 

Outra estratégia comum de alguns contribuintes é declarar o IR nos últimos dias para receber a restituição apenas no lote final e, assim, utilizá-la para quitar os gastos tradicionais do início de ano, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. O educador financeiro Alessandro Azzoni orienta ter cautela com essa decisão por dois motivos: risco de esquecer de submeter o Imposto de Renda e ainda o perigo de ter o dinheiro absorvido pelo banco caso a conta do contribuinte esteja negativa. 

“Essa é uma estratégia boa só para quem não está no vermelho. Quem estiver utilizando o cheque especial deve cadastrar uma conta poupança para receber a restituição, senão, quando entrar o dinheiro, ele já será absorvido pelo banco, vai entrar e vai sair e você nem vai perceber, não vai conseguir se planejar”.    

Outra dica relevante, segundo Azzoni, é evitar aceitar a proposta dos bancos de antecipar a restituição. “Isso nunca é vantajoso, vai ser cobrado juros de mercado em cima de uma restituição atualizada com a Selic, não compensa”, diz. 

Importante lembrar que mesmo quem entrega a declaração no início do prazo pode receber a restituição no último lote, por isso é fundamental preencher as informações completas e com muita atenção para não colocar os dados em campos errados. Contratar a ajuda de um especialista, como um contador ou contadores online, pode ser de grande ajuda para evitar erros que resultarão em atrasos na restituição. Algumas universidades, inclusive, organizam plantões com estudantes e professores de contábeis que auxiliam os contribuintes com todo o processo. 

“Oriento buscar ajuda sempre. Ao preencher qualquer item errado, por menor que seja, já caracteriza inconsistência e você pode cair na malha fina e ficar para o último lote”, diz Azzoni. “Muitas vezes as pessoas acham que estão preenchendo a declaração perfeitamente bem, mas um profissional sabe até mesmo como aumentar a restituição, pode ajudar a aproveitar melhor o benefício ou até mesmo zerar, caso a pessoa tenha que pagar algum valor para a Receita”.

Leia também:Dúvida na declaração do Imposto de Renda? Veja postos de atendimento

 

Novidades no Imposto de Renda 2020

Uma das novidades na declaração do Imposto de Renda de 2020 é que a dedução de gastos dos patrões com a previdência de empregados domésticos não será mais permitida. O benefício levou a uma renúncia fiscal de cerca de R$ 674 milhões em 2019 e não foi prorrogado. Com seu fim, a estimativa do Ministério da Economia é a de elevar a arrecadação em aproximadamente R$ 700 milhões.

Outra alteração é que as restituições serão pagas em cinco lotes, e não mais em sete, e o primeiro lote do IR será liberado em maio – até o ano passado, os lotes começavam a ser liberados em junho. Os outro quatro lotes de restituição neste ano serão pagos em junho, julho, agosto e setembro.

A Receita federal também informou que, a partir deste ano, as doações a fundos de idosos, feitas diretamente na declaração do IR, neste ano (e não somente no ano-base 2019), também podem ser deduzidas no Imposto de Renda até o limite de 3% do imposto devido. Também, ao limite global de 6% para todas deduções (incluindo doações a outros fundos).

Este ano, mais uma vez, a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida e, segundo informações divulgadas pelo governo, também não há previsão de que ela seja atualizada neste ano. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), nos últimos 20 anos não houve correção da tabela do IR em quatro governo diferentes.

A não correção da tabela faz com que mais trabalhadores tenham a obrigatoriedade de pagar imposto, desde que seus salários sejam corrigidos pela inflação. Além disso, a correção da tabela diminuiria a retenção do IR pelo governo federal e beneficiaria principalmente as classes média e alta - que possuem renda sujeitas à taxação.

Leia também: Imposto de Renda: saiba como declarar carros e indenizações

Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

 

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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