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Sem planejamento financeiro, o cartão de crédito pode corroer o seu orçamento. Entenda como negociar e quitar essa dívida
por Vanessa Ferreira
Atualizado em 13 de janeiro, 2026
Parcelar compras e pagar depois pode parecer inofensivo, mas essa prática pode se transformar rapidamente em uma das dívidas mais caras do mercado. Quando a fatura não é paga integralmente, entram em cena juros elevados, crescimento acelerado do saldo devedor e impacto direto no orçamento.
Entender como funcionam os juros do cartão, quando o crédito rotativo é acionado e quais alternativas existem ajuda a lidar com a situação de forma mais consciente, sem agravar o problema financeiro.
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Neste conteúdo, você verá:
Quando a fatura não é quitada integralmente até o vencimento, o valor em aberto entra no crédito rotativo. A partir desse momento, os juros passam a incidir sobre o saldo devedor, fazendo a dívida aumentar aceleradamente.
Além do custo financeiro, o atraso compromete o orçamento dos meses seguintes e, se a situação se prolongar, pode levar à negativação do CPF.
O crédito rotativo é acionado quando o titular paga apenas parte da fatura ou o valor mínimo. Assim, o restante do saldo é financiado automaticamente até o próximo vencimento, com juros elevados.
Sempre que o pagamento da fatura é parcial. Mesmo pequenas diferenças entre o valor devido e o valor pago já colocam o saldo no rotativo.
O rotativo só pode ser utilizado por até 30 dias. Depois desse período, o banco é obrigado a transferir o saldo devedor para uma modalidade de parcelamento da fatura, com novas condições de juros e prazo.
Leia também | Rotativo do cartão: veja novo limite de juros do cartão de crédito
O cartão de crédito combina facilidade de uso, ausência de garantias e maior risco de inadimplência. O banco libera crédito sem exigir garantias e sem reavaliar o risco a cada compra.
Para compensar esse risco, as instituições aplicam juros elevados, geralmente compostos. Isso faz com que a dívida cresça rapidamente quando a fatura não é paga integralmente, colocando o cartão entre as linhas de crédito mais caras do mercado.
Abaixo, confira as taxas de juros do rotativo do cartão de crédito dos principais bancos no Brasil.
| Instituição | % a.m. | % a.a. |
|---|---|---|
| Banco do Brasil | 12,96% | 331,40% |
| Caixa Econômica Federal | 11,91% | 285,72% |
| Banco Safra | 7,68% | 143,02% |
| Itaú | 14,08% | 385,99% |
| Santander | 15,69% | 474,56% |
| Bradesco | 14,40% | 402,21% |
| BV Financeira | 17,62% | 600,96% |
| Banco Pan | 20,46% | 833,63% |
*Fonte: Banco Central, janeiro de 2026.
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A dívida do cartão cresce por meio de juros compostos, ou seja, juros que incidem sobre o valor original e sobre os juros acumulados.
Abaixo, veja o exemplo ilustrativo da evolução dos juros do rotativo do cartão de crédito:
Uma dívida inicial de R$ 1.000, com juros de 12% ao mês
1º mês: R$ 1.120
2º mês: R$ 1.254
3º mês: R$ 1.405
Em três meses, a dívida cresceu mais de 40%, mesmo sem novas compras.
Temos um guia sobre como renegociar dívidas em 5 passos para você quitar os débitos.
Depende da taxa oferecida e da capacidade de pagamento. O parcelamento pode fazer sentido quando a taxa é significativamente menor que a do rotativo e quando as parcelas cabem no orçamento sem gerar novos atrasos.
Na prática, o parcelamento reduz o impacto imediato no caixa, mas mantém um custo elevado. Se as parcelas comprometem demais a renda, a troca do rotativo pelo parcelamento apenas adia o problema.
Isso acontece porque, ao analisar o pedido de parcelamento, o banco verifica o risco de inadimplência. Como você já utilizou o rotativo, seu perfil é considerado de maior risco, o que eleva as taxas de juros.
Manter a fatura em aberto costuma agravar o endividamento, já que os juros são elevados e o saldo cresce rapidamente. Por isso, buscar uma solução estruturada é o caminho mais indicado.
A seguir, veja um passo a passo para lidar com a dívida de forma mais organizada.
Entre em contato com a administradora do cartão e solicite o CET (Custo Efetivo Total). Esse valor representa o custo real da dívida, considerando juros e encargos, e é um direito do consumidor.
Aproveite para verificar se há outras dívidas em aberto em cartões diferentes. Em situações de desequilíbrio financeiro, é comum usar um limite para pagar outro, o que pode dar uma falsa sensação de controle.
Após entender a dimensão da dívida, avalie quanto é possível separar por mês para pagamento. Use uma planilha, aplicativo ou outro método que ajude a visualizar o orçamento.
Revisar faturas antigas também ajuda a identificar onde começou o desequilíbrio. Entender a origem da dívida é um passo importante para evitar que ela se repita.
Com as informações em mãos, entre em contato com a central do cartão e avalie as opções de negociação disponíveis, como parcelamento ou redução de encargos.
Se a parcela proposta não couber no orçamento, vale renegociar. Aceitar condições inviáveis aumenta o risco de novos atrasos no futuro.
Leia também | Como sair das dívidas rapidamente: veja o passo a passo
Resolver uma dívida cara exige agilidade, mas também planejamento. Uma proposta que não se encaixa no orçamento pode levar a novos desequilíbrios.
Se necessário, é possível voltar a negociar até encontrar uma alternativa mais compatível com a realidade financeira.
Quando a fatura não fecha, geralmente é um sinal de que os gastos superam a renda. Revisar despesas e reduzir excessos ajuda a criar espaço no orçamento.
Definir limites para categorias como lazer e supermercado contribui para manter o controle financeiro, sem eliminar momentos de descanso.
Veja | 10 gastos invisíveis que corroem o seu orçamento e como fugir deles
Durante a renegociação, novas compras parceladas tendem a dificultar a saída da dívida. Mesmo valores pequenos podem se acumular.
Antes de comprar, vale avaliar se a despesa é realmente necessária naquele momento ou se pode ser adiada.
Se a negociação com o cartão não oferecer boas condições, pode fazer sentido avaliar alternativas com juros menores, como empréstimos pessoais, consignados ou crédito com garantia.
Comparar taxas, prazos e CET ajuda a substituir uma dívida cara por uma opção mais previsível e adequada ao orçamento.

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Após cinco anos, a dívida deixa de aparecer nos cadastros de inadimplência (como SPC e Serasa), mas continua existindo junto ao banco e pode seguir sendo cobrada por outros meios.
A cobrança judicial é possível, especialmente em valores mais altos, embora não seja a prática mais comum.
Evitar o retorno ao endividamento passa por diferenciar crédito de renda e usar o limite estrategicamente. O cartão não deve funcionar como extensão do salário.
Manter um limite compatível com a renda, reduzir parcelamentos e acompanhar a fatura ao longo do mês ajuda a evitar acúmulo de despesas. Sem ajustes no orçamento, qualquer renegociação tende a ser apenas temporária.
Veja abaixo as respostas para as principais dúvidas sobre dívida no cartão de crédito.
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