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Imóveis

Comprar ou alugar um imóvel: descubra qual é a melhor opção

A aquisição e aluguel de imóveis têm benefícios e desvantagens, a depender da situação financeira e momento vivido por cada consumidor. Entenda como escolher a alternativa ideal
Escrito por Flávia Marques em 27.02.2020 | Atualizado em 11.05.2020
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Mais do que atender a uma necessidade, ter um lugar para morar representa uma das grandes aspirações dos brasileiros. Segundo estudos da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), ter a casa própria é o maior sonho de 43% da população do país. Mas, quando o assunto é moradia, uma questão vem à tona: vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel?  

Certamente, esta é uma das decisões mais importantes tomadas ao longo da vida. Isso porque os custos para ter uma casa - seja ela comprada ou alugada - são altos, e tomar a melhor decisão exige planejamento e avaliação de diferentes fatores.  

A dúvida entre alugar ou comprar um imóvel é pertinente, afinal, existem vantagens e desvantagens envolvidas em cada opção. A seguir, mostraremos quais são elas e apresentaremos os fatores a serem avaliados antes da definição. Confira: 

Aluguel: vantagens e desvantagens

A decisão de morar de aluguel é sempre mais fácil de ser tomada. Isso porque, por mais burocrático que seja o processo de locação, ele ainda é mais simples e rápido do que o da aquisição de um imóvel. Esta, portanto, é uma das vantagens do aluguel em relação à compra. 

Outro ponto importante, como já mencionamos, é a flexibilidade que um imóvel alugado proporciona: para quem pensa em migrar de carreira, por exemplo, é mais difícil concretizar esse desejo quando se está com grande parte do orçamento comprometido por conta de uma parcela alta de financiamento.  

Além disso, em algumas situações o consumidor pode pagar mais barato em um aluguel do que gastaria em parcelas e, com a diferença, fazer aplicações que gerem rentabilidade e permitam a compra de um imóvel mais confortável e adequado às suas necessidades no futuro. 

Há, no entanto, outros pontos que devem ser considerados: alugar um imóvel pode trazer a sensação de liberdade para mudanças mas, ao mesmo tempo, de instabilidade - já que o proprietário pode pedir que o locatário deixe a propriedade. Pelo mesmo motivo, quem mora em um imóvel alugado normalmente tem limitações para fazer mudanças e deixar a casa ou apartamento como jeito que realmente gostaria. 

Quando se trata de aluguel, é comum ouvir que escolher esta opção é como “jogar dinheiro fora”, já que o valor pago ao proprietário do imóvel todos os meses não trará qualquer retorno. Mas, em algumas situações, alugar pode ser um meio de adquirir a casa própria em menos tempo do que com um financiamento - e, matematicamente, optar pelo aluguel pode ser mais vantajoso. 

Vamos exemplificar com uma situação. Para facilitar o cálculo, os valores levam em consideração uma inflação anual de 10% (valor praticado no Brasil em 2015, por exemplo) e os índices apresentados no período. 

A simulação utiliza uma taxa de financiamento de 8% ao ano - a mais baixa encontrada no mercado. O imóvel  usado como base é um apartamento de 65m² em São Paulo, que, de acordo com os valores médios levantados pela Secovi-SP, custaria 475 000 reais para quem desejasse comprá-lo. 

Nesta situação, o financiamento sairia por uma parcela de, no mínimo, 4 407 reais por mês. No aluguel, o mesmo imóvel custaria 2 147 reais mensais - uma diferença de 2 260 reais

No mesmo período, investindo este montante em uma opção conservadora, como o Tesouro Direto, seria possível acumular o valor necessário para a compra do imóvel à vista em 180 meses - ou 15 anos. No financiamento, o imóvel seria quitado em 240 meses - ou 20 anos. 

Vale lembrar que é sempre importante avaliar as variações de preços do metro quadrado na região desejada para aluguel ou compra, além de acompanhar a inflação e taxas de financiamento praticadas no mercado. Estes números podem aumentar ou reduzir a diferença de tempo necessário para quitar um imóvel para quem deseja viver de aluguel por um tempo ou partir para um financiamento.

Alugar para comprar à vista no futuro é mesmo viável? 

Embora alugar um imóvel e investir o que vai sobrar para comprar outro à vista no futuro seja matematicamente interessante, alguns especialistas aplicam a psicologia do consumo para defender que esta opção não se encaixa na realidade do cidadão comum, que ainda tem dificuldade de fazer boas escolhas financeiras em algumas situações e provavelmente não conseguiria reservar todo o dinheiro todos os meses por tantos anos.

Três ganhadores do Nobel em Economia - Daniel Kahneman, Robert Shiller e Richard Thaler) defenderam que a grande maioria das pessoas não tem disciplina e, ao tomar atitudes relacionadas ao consumo, não são 100% racionais. 

A ideia central para afirmar que é melhor alugar do que comprar um imóvel é a de que a pessoa vai, realmente, guardar a diferença entre o que seria a parcela do financiamento e o quanto ela paga de aluguel. Bruno Giovannetti, Ph.D em Economia, defende que, nesta situação, “quase todo mundo vai gastar o dinheiro ao invés de guardar, e os poucos que guardarem alguma coisa de vez em quando vão guardar no lugar errado”. 

Em um de seus artigos, “Alugar ao invés de comprar? Me poupe!”, o economista explica que, de acordo com o perfil da maior parte da população, seguir o conselho do “alugar em vez de comprar” levará o consumidor a passar a vida toda morando de aluguel com muito pouco no banco.   

Leia também: Geração da não posse: por que as pessoas alugam os bens em vez de comprar?

Compra: quando a decisão é interessante?

Por outro lado, o proprietário de um imóvel tem mais liberdade para fazer com ele o que quiser: reformar, pintar, furar, usar o que a sua criatividade e condições financeiras permitirem para criar o lar de acordo com os desejos e necessidades. 

Além disso, há uma tranquilidade por morar em um lugar que lhe pertence e ter uma propriedade que pode sofrer valorizações. 

Para aqueles que preferem comprar um imóvel e não gostariam de viver de aluguel por muito tempo, existem algumas alternativas que podem tornar a concretização deste sonho mais próxima - e econômica. Uma delas é comprar em leilões, que podem oferecer descontos de até 70% no valor dos imóveis anunciados. 

Outra possibilidade é avaliar a construção da própria casa. Os custos de mão de obra e materiais de construção podem variar significativamente entre regiões, mas vale a pena colocar as despesas na ponta do lápis para entender se começar o imóvel do zero é interessante. Outra vantagem relacionada a esta opção é a possibilidade de ter uma casa exatamente como se deseja, utilizando as matérias-primas escolhidas, de acordo com a necessidade da família. 

Para comprar ou alugar um imóvel, entenda o que avaliar 

Para fazer a melhor escolha entre alugar ou comprar um imóvel é necessário observar questões relacionadas à situação da economia do país, como a variação dos preços dos aluguéis, se os juros para a compra de imóveis estão em alta e projeções para os próximos meses e anos.

No entanto, também há outra questão importante para avaliar: o seu momento de vida. Como você se sente em relação ao seu emprego e por quanto tempo pretende trabalhar no mesmo lugar? Há planos de fazer a família crescer nos próximos anos? 

Para aqueles que pretendem passar por transformações importantes, o aluguel - e a possibilidade de mudança rápida que ele oferece - pode ser a opção ideal. Nesta situação, passar um tempo em um imóvel alugado e aplicar o dinheiro que vai sobrar (considerando que o valor do aluguel é inferior às parcelas de um financiamento, por exemplo) para comprar o seu imóvel depois de alguns anos, quando o estilo de vida permitir mais estabilidade, é uma boa alternativa. 

Como calcular o que vale mais a pena: a compra ou o aluguel de um imóvel?

Há um cálculo que pode ajudar na decisão e permite descobrir a taxa de aluguel do imóvel. Basta dividir o valor do aluguel pelo valor do imóvel e, em seguida, multiplicar o número por 100. 

Por exemplo: se o aluguel de um apartamento custa 3 000 reais e o preço de venda é 550 000 reais, a conta fica assim: 

3 000 / 50 000 = 0,55%

Logo, a taxa de aluguel é de 0,55% ao mês. Se há dinheiro para comprar o imóvel à vista, então é só comparar as principais alternativas conservadoras de investimento, como fundos de renda fixa, CDB e Tesouro Direto. Se a taxa de aluguel for maior que o rendimento das aplicações, do ponto de vista financeiro, vale a pena comprar o imóvel. Se for menor, o ideal é continuar alugando e investir o dinheiro para adquirir o apartamento no futuro. 

Para o consumidor que não tem o dinheiro reservado para a compra do imóvel à vista e precisa recorrer ao financiamento, é importante comparar a taxa de aluguel com o Custo Efetivo Total (CET) desta modalidade. Vale lembrar que as instituições financeiras têm o dever de oferecer esta informação ao consumidor, para que ele avalie a viabilidade da proposta. 

Se a taxa de aluguel for maior do que o CET, de forma geral, comprar é a melhor opção do ponto de vista financeiro. Em contrapartida, se a taxa de aluguel for menor, alugar é a alternativa mais econômica.

Leia também: CET: o que é Custo Efetivo Total e como calcular 

As principais formas de comprar um imóvel no Brasil

Para quem fez as contas e todas as avaliações necessárias e decidiu comprar um imóvel, é importante saber que, no Brasil, existem três formas de adquirí-lo: por meio de financiamento, consórcio ou à vista. 

Financiamento

O financiamento funciona como um empréstimo: é como se o consumidor tomasse o dinheiro para a compra do imóvel e o devolvesse em prestações, já com os juros embutidos. 

Uma das principais vantagens do financiamento é a relativa agilidade no processo. Por outro lado, é preciso ficar atento às taxas, que podem encarecer muito o valor do imóvel. 

Assim como em qualquer outra modalidade de crédito, para fazer um bom negócio por meio do financiamento é preciso pesquisar as ofertas de diferentes instituições financeiras, comparar taxas e prazos para pagamento e, acima de tudo, ter certeza de que as condições oferecidas estão em conformidade com as suas condições de pagamento. 

Em algumas situações, o valor das parcelas do financiamento de um imóvel é superior ao preço de um aluguel e pode comprometer parte importante do orçamento da família. Em casos de não pagamento, além de entrar para a lista de inadimplentes, o consumidor pode perder o bem e perder todo o dinheiro investido até o momento. 

Consórcio

Também populares entre os brasileiros, as ofertas de consórcios têm suas vantagens e desvantagens. Alguns dos pontos positivos são a isenção de juros e maior facilidade no processo de compra. Por outro lado, a escolha desta modalidade não é indicada para aqueles que precisam adquirir um imóvel com urgência. 

No consórcio, o cliente paga um valor fixo todos os meses e, a cada 30 dias, ocorrem leilões e sorteios. Quando o consumidor for contemplado, receberá o montante pago até aquele período e, com ele, poderá adquirir o seu imóvel. Não há como saber quando cada um será sorteado, mas há um prazo máximo de duração dos grupos. 

Esta opção é interessante para aqueles que ainda têm onde morar - e, portanto, não têm pressa para a mudança - e não querem arcar com juros que encarecem o preço final do imóvel. 

Em alguns casos, o consumidor tem apenas uma parte do valor e ficam em dúvida sobre o que fazer para conseguir o restante do dinheiro. O consórcio é uma opção viável em situações assim, pois apresenta juros baixos e maiores chances de contemplação para quem tem mais dinheiro no momento e pode oferecer um “lance” maior. 

Leia também: Consórcio de viagem vale a pena? Entenda como esse crédito funciona

Pagamento à vista

Dentre as modalidades apresentadas, o pagamento à vista é a alternativa mais econômica para a compra de um imóvel. Com o dinheiro em mãos, os consumidores têm maiores chances de negociar descontos e evitar o pagamento de juros. Além disso, esta opção permite a rápida entrega do imóvel - com exceção dos casos de aquisições de imóveis na planta, ainda inacabados. 

Nos casos em que a compra é feita como forma de investimento, o cuidado deve ser maior: é interessante avaliar opções para aplicar o dinheiro de outra forma que traga retorno maior ou mais rápido. 

E você? Acredita que alugar ou comprar um imóvel é a opção que mais atende às suas necessidades? Esperamos que este conteúdo possa ajudá-lo a entender melhor os prós e contras envolvidos em cada decisão e fazer a melhor escolha. Que tal aproveitar o campo de comentários e compartilhar a sua visão sobre o assunto? Vamos gostar de saber. 

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Flávia Marques

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Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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