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Finanças

Disciplina financeira: como poupar e investir pode mudar sua vida

Organizar as finanças pessoais e criar o hábito de investir dinheiro mensalmente, com disciplina e organização, são os primeiros passos para quem quer alcançar a independência financeira
Escrito por Elaine Ortiz em 31.07.2020 | Atualizado em 27.08.2020
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Guardar e investir dinheiro ainda não é hábito do brasileiro. Levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que cerca de 68% dos consumidores não poupam qualquer quantia. 

O hábito de gastar toda a renda para sobrevivência, ou seja, pagar contas e consumir, é prejudicial e distancia as pessoas de uma possível independência financeira, além de, no curto prazo, aumentar o índice de inadimplentes no país. Para se ter ideia, o Brasil encerrou o ano de 2018 com 62,6 milhões de inadimplentes, número maior que o total da população da Itália. 

Segundo pesquisa da CNDL/SPC, mais da metade dos entrevistados sabe pouco ou nada sobre sua renda mensal; 45% extrapolam limite do orçamento e 32% deixam de pagar alguma conta para comprar algo que desejam. 

Diante desse cenário, conversamos com o consultor financeiro William Ribeiro, do canal Dinheiro Com Você, e apresentamos dicas para a construção de uma nova mentalidade sobre o uso do dinheiro: como criar hábitos para ter mais disciplina e manter o foco para viver com mais tranquilidade e saúde financeira. 

A importância da disciplina financeira 

De um modo prático, a disciplina pode ser definida como a vitória da razão sobre a emoção. Ela é resultado da inteligência emocional, e talvez seja uma das melhores ferramentas para os humanos obterem êxito em seus projetos, o que inclui uma vida financeira ordenada. 

Quem busca praticar a disciplina encontra na área esportiva um ambiente favorável -- um atleta, para ser bom, além do preparo físico precisa exercitar também a mente para criar práticas e hábitos positivos, que servirão para seu aperfeiçoamento.

Uma vez que a disciplina passa a fazer parte da rotina, ela pode ser transferida para outras áreas da vida, como a financeira.

Quando o assunto é dinheiro, existem duas grandes vertentes de aprendizado: a técnica e o comportamento. Quanto mais conhecimento for adquirido nessas duas vertentes, mais sucesso o indivíduo terá ao utilizar o dinheiro.

Quem poupa e multiplica o dinheiro com disciplina, alcançará, no devido tempo, a chamada liberdade financeira, que é poder utilizar esse dinheiro para “comprar tempo” e ter qualidade de vida. O dinheiro é um instrumento capaz de proporcionar isso, se for utilizado de forma inteligente.

Inteligência emocional

Esse é o diferencial da raça humana: uma combinação peculiar entre instinto, emoção e razão. Se esses três elementos ficam soltos, provavelmente a pessoa terá uma vida desordenada e pouco produtiva. Ter ciência da necessidade de controlar esses elementos já é um bom começo.

Compreender esses mecanismos e controlá-los de forma inteligente, lúcida, é o caminho para a prosperidade plena, em todas as áreas da vida. É justamente a falta de controle emocional que conduz às pessoas a comprarem o que não precisam, para ostentarem, utilizando o dinheiro que não possuem. 

Essa mesma falta de controle traz diversos problemas, atrapalhando as relações comerciais, dificultando a realização de trabalhos, afastando o dinheiro, e destruindo as relações familiares. Portanto, podemos dizer que inteligência emocional é o conhecimento de base. Todas as pessoas deveriam buscá-la.

Conscientização 

Pessoas inteligentes emocionalmente são capazes de conscientizar-se de que tudo o que acontece em sua vida é resultado das escolhas que fez e faz todos os dias. Com o endividamento, não é diferente. Escolhas mal feitas relacionadas ao modo como gastamos nosso dinheiro colocam muita gente na rota da falência. Portanto, precisamos começar o processo de melhoria e mudança enxergando que a responsabilidade é nossa. 

Após essa conscientização, é importante buscar informações que possam te ajudar a abandonar a ideia de que o dinheiro serve apenas para sobrevivência, ou seja, pagar contas e consumir. 

Sabendo usar, comprar e investir é possível alcançar a tão sonhada liberdade financeira, aquele ponto onde o seu dinheiro trabalha para você. Para isso, disciplina e foco são fundamentais.

Pensamento de atleta de alto rendimento

Quais as características que um atleta de alto rendimento precisa possuir para obter sucesso em sua carreira? Cuidado físico, treino, foco são as primeiras respostas que surgem na nossa mente. 

Mas o principal é ter um objetivo. No caso do atleta, vencer, chegar a nível internacional, disputar Olimpíadas. É com esse propósito, com essa motivação, que o atleta cria sua rotina disciplinada de treinos. 

Para alcançar o objetivo de conquistar sua liberdade financeira é necessário ter a disciplina de um atleta e pensar e agir com esse foco todos os dias.

1. Estipular metas e definir objetivos a curto, médio e longo prazo 

A meta do atleta é vencer e chegar a um nível de alto rendimento para disputar campeonatos internacionais. No curto prazo, esse atleta precisa primeiro despontar nos campeonatos regionais, no médio prazo se destacar nos campeonatos continentais e, por fim, no longo prazo, concorrer nos campeonatos mundiais. Essa é a escalada. Para sua vida financeira, a lógica seria em, um primeiro momento, organizar as contas, depois investir o dinheiro para então alcançar a tão sonhada independência financeira. 

2. Transformar esse objetivo em prioridade 

Um atleta acorda todos os dias com foco no seu objetivo. Ele treina, com disciplina e foco, para alcançar seu sonho. Nas finanças, se olharmos com esse mesmo foco, transformando o objetivo da independência financeira em prioridade, as chances de obter sucesso  é muito maior.  

3. Ter uma atitude positiva e vislumbrar o sucesso 

Abrir mão de satisfações instantâneas e desejos de consumo não é tarefa fácil. Mas compreender que o sacrifício é temporário e que a recompensa valerá muito a pena, pode te ajudar a manter o foco e segurar a carteira quando a vontade de comprar algo surgir. O atleta faz exatamente isso para se preparar para as competições. Abre mão de momentos curtos e prazeres imediatos em nome do seu real objetivo.

4. Ser humilde e buscar conhecimento e ajuda de profissionais 

Não precisamos saber de tudo. Buscar ajuda de profissionais qualificados que o orientem e ajudem a organizar suas finanças e planejar seus investimentos é muito importante. O atleta que sobe no pódio precisou de técnico, preparador físico, nutricionista, médicos e uma série de outros profissionais que contribuíram para que ele realizasse aquele sonho. Da mesma forma, na vida financeira é importante procurar orientações de consultores que podem construir de forma personalizada um plano de investimentos que ajudará você a ficar  mais próximo da realização de sua meta. 

Após compreender que a independência financeira é possível, desde que a disciplina esteja presente na sua vida, é importante se atentar para alguns outros pontos que podem contribuir para este processo. Confira: 

5. Gerenciamento de riscos 

Para tomar melhores decisões, é importante aprender a analisar os pontos positivos e negativos envolvidos. Aprender a gerenciar os riscos é primordial, pois eles estarão sempre presentes em nossas vidas. O problema pode começar ao tomar um empréstimo ou ao comprar algo parcelado. 

Em caso de perda da fonte de renda e ausência de outros bens que possam ser usados para pagar a dívida, a pessoa pode entrar num ciclo de endividamento muito difícil de abandonar. Arriscar não é algo ruim, o  que é ruim é não gerenciar esses riscos, ou seja, deixar de prever que algo pode dar errado e “dar um passo maior que a perna”. 

6. Controle de gastos e orçamento

Há uma frase que é quase um mantra da educação financeira: “gaste menos do que ganha e invista a diferença”. Para essa frase ser real na vida das pessoas, é necessário aprender a controlar a balança dos ganhos e dos gastos, das entradas e das saídas, das receitas e das despesas. Toda empresa que deseja crescer faz isso com profissionalismo. 

O mesmo deveria acontecer com as finanças pessoais. É fundamental aprendermos a controlar o fluxo financeiro. Isso se chama orçamento pessoal ou familiar. Consiste em anotar todos os gastos, preferencialmente no momento em que eles acontecem. 

Essas anotações devem conter quatro itens: data, descrição, categoria (alimentação, moradia, educação, entre outros) e valor gasto. Pode ser feito num pequeno caderno, numa planilha de Excel ou num aplicativo de celular. O que importa é controlar. 

7. Análise e planejamento

Com o orçamento em dia, é possível saber como o dinheiro está sendo gasto. O próximo passo é analisar as prioridades e depois cortar os excessos, que estão causando desequilíbrios no orçamento. Existem várias regras com percentuais sugeridos para a administração do orçamento. 

Exemplo 1:

- 10% para reserva de emergência

- 10% para investimentos em educação, financeiros ou empreendedorismo

- 10% para o lazer

- 10% para os sonhos de longo prazo

- 60% para as despesas de manutenção da vida

Exemplo 2:

- 15% para reserva de emergência e, depois dela, investimentos

- 35% para despesas com estilo de vida (como lazer e hobbies)

- 50% para as gastos essenciais (alimentação, moradia, vestuário, entre outros).

O ajuste poder ser feito de acordo com a realidade financeira de cada pessoa ou família. Para quem vive com a família, é importante envolver todos no processo, anotar os gastos e analisarem juntos, no fim de cada mês, o resultado do orçamento. Também devem decidir juntos quais ajustes precisam ser feitos e se comprometerem em executá-los.

Leia mais: Saiba como tirar o planejamento financeiro do papel

8. Reserva de emergência 

Imprevistos acontecem. É só uma questão de tempo. A vida é complexa demais para acreditar que tudo acontecerá como foi previsto. Então, o melhor a fazer é estar preparado para as situações de emergência. Com o orçamento em dia, o dinheiro poupado deve ser utilizado primeiro para formar a reserva para as emergências. 

O ideal é que essa reserva tenha o valor equivalente a 12x a renda atual da pessoa ou da família. Pode ser maior, ou menor, dependendo da proteção pretendida. Esse dinheiro precisa estar numa aplicação financeira com baixo risco e alta liquidez, ou seja, poder sacá-lo facilmente se houver necessidade de uso. O Tesouro Selic, por exemplo, é um título público que atende essas necessidades.

9. Investimentos 

Feita a reserva de emergência, o excedente deve ser multiplicado nos mais variados tipos de investimentos, sempre respeitando o perfil do investidor. Esse perfil é o quanto o investidor suporta na relação risco/retorno, sem danos emocionais. Quem deseja grandes retornos precisa entender que vai correr grandes riscos. Isso significa que se o investimento der certo, o lucro será alto, e se der errado, o prejuízo também será alto. Quem não se sente confortável com isso deve procurar investimentos com menor risco e, consequentemente, menores retornos ou rentabilidades. 

Para quem está desorientado em relação ao seu perfil, existem alguns testes de perfil de investidor na internet, gratuitos, que podem ajudar. Outra forma é testar investimentos variados com pouco dinheiro. A prática irá revelar como as pessoas verdadeiramente reagem em relação às possibilidades de ganho e de perda, pois as emoções serão testadas. Bom lembrar que o melhor investimento é o conhecimento útil, pois não pode ser roubado e é a chave para que todos os outros investimentos tenham maiores chances de êxito.

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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