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Economia

Além dos shows de Shakira e JLo: Super Bowl cria indústria bilionária

Com ingressos e propaganda, o principal evento de futebol americano do mundo movimenta cerca de US$ 3 bilhões nos Estados Unidos e ainda aquece a economia em diversos países

Escrito por Elaine Ortiz em 03.02.2020 | Atualizado em 29.03.2020

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Super Bowl, principal evento de futebol americano do mundo, movimentou cerca de US$ 3 bilhões nos Estados Unidos;
  • Com a participação de Shakira e Jennifer Lopez, o show do intervalo custou US$ 13 milhões e envolveu a participação de 3 mil pessoas para montar e desmontar o palco;
  • O evento movimenta mercados indiretamente em diversos países, inclusive no Brasil, com bares e restaurantes exibindo a partida.

Após cinco décadas de espera, o Kansas City Chiefs se sagrou, no domingo (2), campeão do Super Bowl 2020 em partida contra o San Francisco 49ers disputada no Hard Rock Stadium, em Miami. Mas essa não é a principal notícia. Pelo menos não do ponto de vista econômico. Por trás da partida final do campeonato da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, cifras altíssimas marcaram a 54ª edição do evento e ainda movimentaram mercados indiretamente, como bares e restaurantes que exibiram o jogo no mundo todo.

Para se ter ideia, com apresentações das cantoras latinas Shakira e Jennifer Lopez , somente o show do intervalo custou US$ 1 milhão por minuto -- teve duração de 13 minutos -- e envolveu a participação de 3 mil pessoas para montar e desmontar o palco e cuidar de todos os detalhes do “evento dentro do evento”.

Mais: cerca de 110 milhões de pessoas assistiram o jogo pela televisão. Outras 65 mil pagaram por ingressos que custaram entre US$ 5 mil a US$ 13 mil dólares, totalizando, só em bilheterias, cerca de US$ 2 bilhões.

Já as tradicionais inserções comerciais custaram US$ 5,6 milhões por 30 segundos de propaganda. Este ano, além de grandes marcas globais, como Coca-Cola, Amazon, Facebook, até o presidente Donald Trump e o bilionário Michael Bloomberg apareceram no espaço publicitário mais caro da televisão, dando início oficialmente a suas candidaturas às eleições deste ano. Segundo o The New York Times, as duas campanhas dos políticos no Super Bowl custaram R$ 11 milhões.

Fora do circuito direto, o super bowl impacta também o negócios de diversos segmentos, sobretudo no varejo. Segundo a Nielsen, somente na semana que antecedeu o Super Bowl de 2018, os americanos gastaram US$ 1,3 bilhão em compras de cerveja e cidra. Em pizza congelada, foram gastos quase US$ 200 milhões. Entre os que recebem torcedores em casa, 73% gastou no mínimo US$ 50 em compras para assistir ao evento do futebol americano.

Para Roberto Tito Falcão, professor de Marketing do Ibmec-SP, o sucesso do Super Bowl se justifica pela união de dois importantes elementos: escassez com tradição. "O preço das coisa é determinado, em parte, por sua escassez. Como esse evento é o maior evento esportivo e a maior audiência televisiva dos Estados Unidos, ele tem poucos espaços de mídia e com pouco espaço de mídia ele acaba se tornando escasso e, por isso, acaba se transformando em uma competição entre as marcas para ver quem consegue aparecer", explica.

"Ao mesmo tempo, já virou tradição e quando você tem uma situação que vira tradição, que faz parte da cultura, também pode se tornar interessante para as marcas se associarem a isso. E nessa, a tradição dos americanos acabou se espalhando pelo mundo de forma muito brilhante, os telespectadores ficam esperando para ver qual marca vai ser mais criativa, quais provocações vão ocorrer entre os concorrentes". 

Leia também: Oscar 2020: o que podemos aprender sobre finanças com os indicados?

Super bowl aquece o varejo e o comércio

Mais que um fenômeno no esporte, o super bowl tem grande impacto para o varejo e comércio também fora dos Estados Unidos. No Brasil, diversos estabelecimentos estão apostando cada vez mais no evento para faturar transmitindo a partida.

Em São Paulo, bares como o Boteco Todos os Santos, localizado na Vila Madalena, The Blue Pub, na Bela Vista, ou Paróquia Bar, na Vila Mariana, investiram no super bowl instalando telões, televisores, nomeando sandwiches e decorando os espaços especialmente para a partida. O fenômeno é parecido com St. Patricks Day, que já caiu no gosto dos brasileiros, e até mesmo o Thanksgiving.

A final da liga de futebol americano é também um momento importante para as  marcas no Brasil. Nas redes sociais, é uma oportunidade de testar o nível de percepção das pessoas em relação aos patrocinadores ou aquelas que estão associadas indiretamente ao Super Bowl.

Segundo pesquisa do Meio & Mensagem feita com a plataforma de data driven marketing Zeeng, das dez marcas mais associadas ao evento no Brasil em primeiro lugar está Budweiser seguida por ESPN, Facebook, Spotify, Amazon Prime, Bradesco, P&G, Samsung, Burger King e Netflix. A Zeeng mapeou as menções a marcas de 23 de janeiro a 1 de fevereiro. Foram analisadas 5.646 marcas em 1.862 notícias e 8.137 posts no período.

"Os americanos souberam fazer com maestria boa parte de seus esportes virarem grandes eventos, podemos considerá-los mais como entretenimento do que esportes de fato", diz o professor Falcão, do Ibmec-SP.

Confira algumas das propagandas veiculadas no Super Bowl 2020

Donald Trump

Coca Cola

Amazon

Jeep

Foto: Shawn Hubbard/NFL

 

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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