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Controle Financeiro

Páscoa da bonança: como a data vai estimular a economia no Brasil

Sete em cada dez consumidores devem ir às compras e aquecer as vendas. Para surfar nessa onda positiva, microempreendedores aproveitam a data para ‘fazer vitrine’ para o restante do ano

por Thiago Fadini

Atualizado em 11 de fevereiro, 2021

Com gosto e talento para a cozinha logo cedo, desde os 5 anos, a engenheira Leticia Yamada, hoje com 28 anos, encontrou na metade de 2018 uma oportunidade de colocar tudo o que aprendeu durante os momentos de lazer ao longo da vida à prova. Chamada por um amigo para integrar a recém-criada confeitaria online Archie Pastry and Bakery, ela deixou o emprego que tinha numa indústria de eletrodomésticos para empreender e agora, assim como milhares de microempresários, celebra os frutos trazidos pela Páscoa, uma das datas marcadas em 2019 para impactar o consumo e a economia no Brasil.

Exemplo disso é que cerca de 113,2 milhões de pessoas devem investir na compra de presentes e chocolates para a data comemorada em 21 de abril, segundo Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O efeito positivo começou a ser sentido semanas antes por varejistas, empreendedores e na economia como um todo, pela alta busca por itens que sirvam como presentes.

“Fiquei até um pouco surpresa. Comprei a matéria-prima para fazer as coisas e achei que estava exagerando. Ontem, tive que sair para comprar ainda mais material de confeitaria”, conta Yamada. “Estou morta de cansaço, mas é um cansaço muito gratificante”, completa a empreendedora, que tem trabalhado, em média, 12 horas por dia.

Aquecendo a economia no Brasil

A grata surpresa para Leticia Yamada e o sócio reforça a importância de datas comemorativas para o comércio de forma geral. Tais ocasiões ajudam alavancar o consumo e, consequentemente, as vendas, trazendo uma expectativa de aquecimento da economia como um todo.

A empresária explica que o volume de pedidos bateu o registrado durante o Natal de 2018 e espera que o comparativo entre datas continue apresentando resultados positivos. “Até a metade de abril, já faturamos basicamente o dobro do que conseguimos com o natal, que foi uma das primeiras datas comemorativas que participamos”, diz Yamada. “Nesse ritmo, acho que vamos crescer sim.”

O estudo da CNDL/SPC Brasil revelou que sete (72%) em cada 10 brasileiros devem ir às compras por conta da celebração do feriado. Desta parcela que pretende investir o dinheiro em produtos para o feriado do próximo domingo, 21 de abril, 41% desejam comprar mais do que em 2018. Em leve maioria, 43% dos consumidores querem encher o carrinho na mesma proporção do ano passado. Por fim, apenas 11% esperam gastar menos do que na última Páscoa.

Esse otimismo do consumidor, fruto de uma melhora gradativa da economia no Brasil se reflete na produção do chocolate, que deve seguir o mesmo patamar do ano passado. Em 2018, foram produzidas 11 000 toneladas do produto, 2 000 toneladas a mais do que no ano anterior.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), as vendas do varejo devem crescer 1,5% em relação ao ano passado. Mesmo que tímida, essa elevação corrobora a tese de que a economia brasileira apresenta sinais sólidas de recuperação.

A alta nas vendas refletiu, diretamente, na abertura de vagas temporárias: foram geradas 18 000 vagas de trabalho, tanto em fábricas quanto em pontos de venda, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

Embora o aquecimento do mercado de trabalho tenha sido mais modesto em relação a 2018 - quando 23 000 postos temporários foram criados - as novas vagas ajudam a dar um respiro para o desemprego, que atinge atualmente 13,1 milhões de pessoas, de acordo com dados da de março Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

“As pessoas estão investindo e o emprego está voltando. Não é recuperação muito expressiva, mas é já alguma coisa em relação aos anos anteriores. É a materialização do otimismo”, afirma Rodrigo de Losso, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

Atenção ao consumo consciente

A euforia constatada pelas pesquisas da CNDL/SPC Brasil e pela projeção de vendas da CNC não pode fazer o consumidor esquecer de boas práticas para compras saudáveis durante o feriado - e que não comprometam o orçamento pessoal e/ou familiar.

A principal dica dos especialistas para não cometer excessos por conta de uma data comemorativa continua sendo a boa e velha pesquisa e comparação de preços. No caso da Páscoa, o grande vilão das compras é o preço do ovo de chocolate, que em alguns casos pode variar até 50% de um estabelecimento para outro. Buscar por promoções e estabelecer um teto limite para os gastos com a guloseima são boas práticas que também ajudam a fugir do endividamento em excesso.

A atenção deve ser ainda dobrada em 2019, já que houve um aumento geral no preço do produto. Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), da UFMG, que apontou que o preço médio dos ovos de Páscoa subiu 7,18% em 2019, quando comparado a 2018. A inflação oficial medida no período foi de 5,652%.

Por conta do aumento, Rodrigo de Losso orienta que, além da pesquisa, os consumidores segurem a tentação na hora de visitar as lojas e supermercados e coloque no carrinho somente o que será presenteado a outras pessoas. A paciência para o consumo próprio pode resultar numa economia considerável e um reforço a mais para fechar para as contas ao final do mês.

“Se for possível, contenha o consumo deste semana, compre na semana depois da Páscoa. Os descontos vêm sobre esses produtos que não foram vendidos antes”, diz o professor.

O especialista também alerta os consumidores para o risco de, na compra de valor mais elevado, utilizar o cartão de crédito. Se possível, procurar pagar no débito ou no dinheiro para não ter uma surpresa desagradável com a fatura no mês seguinte. “Não gaste o que não tem, não ponha no cartão de crédito e consuma (o ovo) depois da Páscoa. O cheque especial para isso não funciona”, justifica Rodrigo de Losso.

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