Revolucionando o empréstimo no Brasil
Use seu carro como garantia de novas conquistas
Use seu carro como garantia de novas conquistas
Empreendedorismo

Como abrir um negócio: 7 passos para realizar o seu projeto

Para que uma empresa tenha sucesso no mercado, é preciso tomar alguns cuidados desde a etapa de planejamento do negócio. Saiba como tirar esse plano do papel
Escrito por Flávia Marques em 01.02.2017 | Atualizado em 24.07.2020
  • 0 Likes

Como abrir um negócio? O que é preciso ser feito para que uma empresa comece a funcionar? Motivados pelo sonho de empreender ou por falta de oportunidades no mercado de trabalho, muitos brasileiros decidem abrir uma empresa e procuram respostas para essas questões. 

Mas, para que o empreendimento sobreviva no mercado e traga um bom retorno, primeiro é preciso investir tempo em pesquisa e muito planejamento. 

Como abrir um negócio: organização é palavra de ordem

A ansiedade de ver os negócios funcionando é compreensível, mas uma empresa, por menor que seja, não pode começar sem um planejamento. No Brasil, essa necessidade é bem clara: segundo estudo do Sebrae, a cada quatro negócios abertos no país, um fecha as portas antes de completar dois anos de existência — e a falta de planejamento é uma das principais causas do problema.

Mas, com organização, a nova empresa pode trazer excelentes resultados. Confira, a seguir, alguns passos importantes para ter sucesso na jornada empreendedora.

1 - Conheça o mercado e o seu público-alvo 

Para quem pensa em como abrir um negócio, o primeiro passo é entender o mercado em que deseja atuar e conhecer as necessidades do seu público-alvo. Também é importante pesquisar  as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas do setor, as ofertas que estão em falta no mercado e que podem ser grandes diferenciais do seu negócio e quais são os períodos em que as buscas pelo produto ou serviço aumentam ou diminuem, para que você possa planejar as finanças da empresa. 

Parte desse processo tem a ver com a definição do seu público-alvo, ou seja, o perfil de consumidor que você deseja atrair. A qual faixa etária os seus futuros clientes pertencem? Quais são os seus hábitos de consumo e o que eles valorizam? Por meio de quais canais eles fazem pesquisas e efetuam compras? 

Entender as características do seu público é indispensável para desenvolver ações mais assertivas, alcançar melhores resultados e evitar frustrações. 

2 - Entenda a situação dos seus concorrentes

Outro ponto importante é mapear quais são os seus concorrentes e os seus pontos fortes e fracos. 

Depois, é preciso definir o que o seu produto ou serviço terá como diferencial para atrair a clientela. Você pode se destacar por oferecer preços mais acessíveis, atendimento diferenciado, serviço de entrega ou qualquer outro recurso que faça sentido para o seu cliente.

3 - Avalie o local de instalação da empresa

Muitos empreendedores, especialmente aqueles que entram no mundo dos negócios por necessidade, decidem que abrir um negócio em casa é mais conveniente. Mas, para aqueles que vão começar uma empresa em outro lugar, além dos custos envolvidos no aluguel, é importante avaliar se o local tem potencial de mercado antes de tomar uma decisão. 

Neste momento, quanto mais pesquisa fizer, melhor. Vale conversar com os comerciantes da região, abordar consumidores na rua para perguntar o que acham da região e até passar um dia no local. 

Fique atento para não escolher um espaço considerando uma demanda específica. Abrir uma papelaria na frente de uma única escola, por exemplo, deixaria o sucesso do seu negócio dependente da manutenção de outra empresa no local. 

O mesmo vale para quem pensa em começar uma empresa para oferecer serviços a um só cliente. Antecipe os riscos para evitar problemas futuros. 

4 - Invista em capacitação

Nem todo mundo quer abrir um negócio em uma área que conhece bem. Lembre-se: gostar do que se faz é muito importante, mas dominar o que se propõe a fazer é fundamental. Para aumentar as chances de sucesso, buscar capacitação profissional é sempre importante. 

Procure cursos, participe de eventos com empreendedores do setor e leia tudo o que puder sobre a sua área. Nessa fase, é possível conhecer pessoas que podem se tornar ótimos parceiros profissionais. Aproveite o período para reforçar o networking e ouvir orientações de empreendedores mais experientes. 

5 - Crie um plano de negócio 

Depois de estudar o mercado, como abrir um negócio próprio com mais segurança? Comece fazendo um plano de negócio. Ele serve para ter uma visão do cenário onde a empresa vai nascer e analisar os prós e os contras que envolvem o negócio. 

Voltando ao exemplo da papelaria, vamos supor que alguém decide abrir o seu comércio em uma rua que tem várias escolas. Ao mesmo tempo em que ele terá uma boa oportunidade, já que os alunos que precisarem de materiais terão fácil acesso ao estabelecimento, um problema pode surgir. 

Se o colégio tiver muitos alunos que decidem ir à papelaria no mesmo horário e o espaço for pequeno, talvez o comerciante não consiga atender a todos e comece a perder clientes para outros estabelecimentos nas proximidades. 

O plano de negócio ajuda a entender as necessidades, pontos fortes e fraquezas de um novo negócio. Com essas informações, fica mais fácil antecipar soluções e evitar problemas. 

Como fazer um plano de negócio? 

O plano de negócio é um documento que descreve os objetivos de uma empresa e quais ações devem ser colocadas em prática para que esses objetivos sejam alcançados. A medida parece simples, mas permite identificar erros ainda no papel, em vez de cometê-los no mercado e ter problemas maiores.

O ideal é que o empreendedor reserve um tempo para fazer um relato com as principais características do novo negócio. Neste registro, é importante mencionar alguns pontos de maneira detalhada. Anote: 

  • O que é o negócio; 
  • Quais são os seus principais produtos e/ou serviços;
  • Quem serão os seus principais clientes; 
  • Localização da empresa; 
  • Montante de capital a ser investido; 
  • Estimativa de faturamento mensal; 
  • Estimativa de lucro; 
  • Prazo para retorno do investimento. 

Com todas as informações registradas, fica mais fácil visualizar as principais características do negócio e entender se todas as ideias para o novo empreendimento são viáveis e funcionam na prática. 

6 - Monte uma reserva financeira 

Todo negócio, por mais planejado que seja, leva algum tempo para trazer retorno financeiro. Por isso, é fundamental estar preparado e ter uma reserva para garantir a sobrevivência do negócio no mercado durante os primeiros meses. Esta quantia é chamada de capital de giro

De acordo com os especialistas, o capital de giro ideal deve suportar seis meses de despesas fixas e de estoque até o negócio gerar lucro. Então, estipule os gastos mensais que o seu negócio terá nesse período e descubra de quanto precisa para abrir a empresa. 

7 - Não tem uma reserva? Busque recursos financeiros 

Algumas pessoas passam anos trabalhando com o propósito de guardar dinheiro para investir em um negócio próprio no futuro. Porém, nem todos têm a possibilidade de economizar uma quantia razoável, que permita a abertura e a manutenção do negócio nos primeiros meses. 

Esta realidade acomete principalmente os empreendedores por necessidade, que geralmente começam um empreendimento por não encontrarem alternativas de colocação no mercado de trabalho. 

A falta de recursos financeiros para pagar despesas do dia a dia de uma empresa - como os salários dos empregados, compra de mercadorias ou quitação de impostos - é uma das maiores causas de fechamento de novas empresas no Brasil. 

Um estudo realizado pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2018 ouviu empreendedores que quebraram em menos de um ano e mapeou as principais dificuldades enfrentadas por eles: 16% declararam que precisaram fechar o empreendimento por falta de capital. 

Como abrir um negócio com pouco dinheiro: linhas de crédito que podem ajudar 

Infelizmente, nem todo empreendedor possui a reserva financeira necessária para a abertura e manutenção inicial da empresa. É aí que surge a dúvida: como abrir um negócio com pouco dinheiro?".

Em casos assim, é possível avaliar linhas de empréstimo para empreender. Mas, atenção: é sempre importante consultar as taxas de juros e as condições de pagamento antes de fechar negócio. Além disso, logo que começar a pensar na ideia de como abrir um negócio, o empreendedor deve colocar na ponta do lápis a quantia exata de que irá precisar, para garantir que o crédito tomado realmente deve suprir as demandas financeiras da empresa. 

A seguir, listamos algumas linhas de crédito consideradas saudáveis, ou seja, com juros mais baixos e maiores prazos para pagamento. Essas condições propiciam mais saúde financeira ao empreendedor, que não precisará comprometer muito do orçamento todos os meses para quitar a dívida. Confira, a seguir: 

1 - Empréstimo com garantia 

Como o próprio nome sugere, no empréstimo com garantia, o interessado apresenta um bem à instituição financeira para assegurar o pagamento das parcelas. Entre as modalidades mais comuns estão o empréstimo com garantia de veículo e o empréstimo com garantia de imóvel, também chamado de home equity. 

Como o tomador usa algo concreto como garantia de pagamento, as chances de inadimplência diminuem. O resultado é positivo: os juros costumam ser mais baixos do que em outras modalidades de empréstimo, os prazos são mais longos e as prestações, menores. 

Isso permite que o empreendedor possa investir no próprio negócio sem comprometer demais o orçamento com o pagamento da mensalidade. 

Tanto para imóveis quanto para veículos, não é necessário que os bens estejam quitados, mas precisam estar regularizados para que sejam alienados à instituição financeira e utilizados como garantia.

Na Creditas, a maior plataforma de empréstimo com garantia do país, as taxas praticadas no empréstimo com garantia de automóvel começam em 19,08% ao ano. Para o home equity, os juros são a partir de 10,68% no mesmo período. 

2 - Peer to peer

O peer to peer é um tipo de empréstimo coletivo que conecta tomadores de crédito a investidores por meio de plataformas digitais específicas. Assim, um investidor empresta dinheiro diretamente para a pessoa jurídica, ou seja, a operação não depende de um agente financeiro. 

A verificação do risco consiste em checar o perfil financeiro de quem tomará o empréstimo. Os investidores podem decidir disponibilizar o valor total ou parcial que o empreendedor deseja. 

O modelo surgiu em 2005, no Reino Unido, e começou a ganhar espaço no Brasil em 2011. No modo tradicional, os investidores aplicam o seu dinheiro em um banco, que repassa ao cliente que precisa de um empréstimo. Dessa forma, as instituições financeiras lucram ao cobrar uma quantia mais alta de quem recebe o dinheiro comparado ao que paga ao investidor. 

As empresas de peer to peer surgiram com estruturas enxutas e processos online, com custos e burocracia menores. Neste formato, os investidores conseguem melhores remunerações e os juros acabam sendo mais baixos para quem contrata.  

3 - Antecipação de recebíveis 

Esta modalidade é mais interessante para os empreendedores que já emitiram notas fiscais. Ela permite que as empresas recebam, de forma antecipada, créditos futuros. 

Na prática, a antecipação de recebíveis permite que o empreendedor adiante o recebimento de vendas a prazo. Como esse crédito antecipa pagamentos que a empresa já vai receber, os pagamentos em questão funcionam como uma garantia, o que se reflete em juros mais baixos e em um crédito mais barato e acessível.

4 - Crédito para empresas BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece linhas de crédito exclusivas para micro e pequenas empresas. 

A BNDES Crédito Pequenas Empresas é vinculada a agentes financeiros credenciados e oferece limite de crédito máximo de R$ 500 000 por cliente a cada 12 meses, com prazo máximo de até 60 meses e dois anos de carência. A taxa média de juros chega a 1,3% ao mês e inclui a remuneração do BNDES e do agente financeiro envolvido na operação.

5 - Crédito para empresas Proger Urbano 

O Proger Urbano Capital de Giro, como o próprio nome diz, é indicado para empresários que desejam levantar capital de giro para o negócio. A verba também é uma opção para financiar reformas das instalações da empresa, comprar máquinas, equipamentos e veículos.

Oferecido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Governo Federal, o Proger oferece taxas de juros que chegam a 1,3% ao mês, com isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

6 - Empréstimo para empresas Caixa Econômica 

A Caixa Econômica Federal oferece uma linha de crédito chamada Microcrédito Produtivo Orientado, disponível para empresas de pequeno porte (EPPs) com faturamento de até 200 000 reais por ano e microempreendedores individuais (MEIs).

O limite máximo para o empréstimo é de 21 000 reais e o prazo máximo para pagamento é de 24 meses. As taxas médias de juros giram em torno de 3,3% ao mês.

7 - Investidores-anjo

Outra alternativa para pequenas empresas obterem aporte financeiro é recorrer a investidores-anjo, pessoas físicas que investem em empresas com alto potencial de crescimento.

A organização sem fins lucrativos Anjos do Brasil, por exemplo, oferece oportunidade de aportes entre 100 000 reais e 800 000 reais. Mas, para captar recursos, as empresas devem apresentar produtos ou serviços inovadores, que tenham alto potencial de crescimento e apresentem processos escaláveis.

Neste tipo de operação, o investidor-anjo - que também pode ser um pequeno grupo de pessoas físicas - recebe uma participação minoritária no empreendimento, entre 5% e 10%. Mais do que dinheiro, os investidores podem contribuir compartilhando experiências e contatos estratégicos. 

Agora que você já sabe como buscar crédito para fazer o seu negócio decolar, compartilhe outras dúvidas sobre o assunto nos comentários para ajudar mais empreendedores na mesma situação.

Com essas dicas de como abrir um negócio, esperamos que você esteja mais preparado para tirar suas ideias do papel e entrar de vez no mundo do empreendedorismo. Que tal compartilhar os seus planos conosco? Utilize o campo de comentários e conte suas ideias para nós! 

Receba conteúdos exclusivos
Não perca nenhuma novidade, assine nossa newsletter.
Carregando...
  • 0 Likes
Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

Comentários [0]

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Por favor, tente novamente.
Revolucionando o empréstimo no Brasil

Quem somos

As transformações do mundo exigem cada vez mais de nós. Mais funções, mais responsabilidades, mais conhecimento. Mais, mais e mais. Mas o que Creditas e Exponencial têm a ver com isso?

Somos movidos por fazer a diferença na vida das pessoas. Se vivemos o tempo das informações ilimitadas, é nossa função criar e filtrar diferentes conteúdos aos nossos leitores, para que o conhecimento financeiro deles cresça exponencialmente.

Exponencial. Informação é fonte de crescimento.

A Creditas é uma plataforma digital que atua como correspondente bancário para facilitar o processo de contratação de empréstimos. Como correspondente bancário, seguimos as diretrizes do Banco Central do Brasil, nos termos da Resolução nº. 3.954, de 24 de fevereiro de 2011.

Creditas Soluções Financeiras Ltda. é uma sociedade limitada registrada sob o CNPJ/MF 17.770.708/0001-24, com sede na Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 105, 12º andar Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04571-010