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Finanças

O que é IPCA e como ele mexe com o seu dinheiro

Entenda de uma vez por todas como funciona o IPCA, índice que é usado pelo Banco Central pra determinar medidas na economia brasileira
Escrito por Mariana Lima em 27.10.2020 | Atualizado em 28.10.2020
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Todos os meses o noticiário divulga o valor do IPCA. Essa sigla, que parece uma sopa de letrinhas, está diretamente relacionada a quantos produtos e serviços o seu salário consegue pagar. Por isso é muito importante que você saiba de uma vez por todas o que é IPCA e como ele funciona.

A primeira dúvida que pode surgir é: IPCA é a mesma coisa que inflação? E a resposta é: sim e não. Essa confusão acontece porque é por meio desse índice que sabemos se o Brasil terá ou não aumento na inflação, mas o IPCA significa muito mais do que isso.

Não se preocupe, as coisas são menos complicadas do que parecem quando vemos exemplos do IPCA aplicados na nossa vida - e vamos mostrar alguns aqui , mas antes é importante que você entenda o que é essa sigla e como ela é calculada.

O que é IPCA

A sigla significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e é calculada e divulgada todos os meses pelo IBGE. O IPCA e a Selic são considerados os indicadores econômicos mais importantes do Brasil porque mexem diretamente com o dinheiro das pessoas.

O IBGE monitora em várias cidades se houve variação nos preços de produtos e serviços ligados a transporte, alimentação, habitação, entre outros. Na prática, esse indicador verifica se uma lista de produtos e serviços ficaram mais baratos ou mais caros de um mês para outro.

Esses são os macrogrupos de serviços e produtos que são monitorados e seus respectivos pesos no cálculo do índice:

Grupo

Peso
Alimentação e bebidas 19,3%
Habitação 15,6%
Artigos de residência 3,8%
Vestuário 4,6%
Transportes 20,6%
Saúde e cuidados pessoais 13,5%
Despesas pessoais 10,7%
Educação 6,1%
Comunicação 5,7%

Para que serve o IPCA

O IPCA foi criado com o objetivo de oferecer a variação dos preços no comércio para o público final.

Quando os preços dos produtos e serviços sobem, ou seja, quando o IPCA aumenta, acontece o que chamamos de inflação. Mas os preços e consequentemente o IPCA podem cair de um mês para o outro, nesse caso, chamamos o período de deflação.

Em maio de 2020, por exemplo, o índice foi de -0,38% o que significa que estávamos em período de deflação. Mas em setembro, o IPCA tinha subido para 0,64%, ou seja, estávamos em época de inflação.

Como o IPCA impacta no dia a dia

É acompanhando o desempenho do IPCA que o Banco Central estipula uma série de regras e medidas para equilibrar a economia do Brasil. Assim, quando tem inflação, o governo adota estratégias para diminuir o preço dos produtos e serviços; e quando há deflação, o governo estimula que as pessoas comprem mais e injetam dinheiro na economia.

Mas por que isso acontece?

Imagine que o salário de uma pessoa seja de R$ 2 mil. Com esse valor, ela precisa pagar o aluguel e condomínio, as contas de casa como luz e água, além de comprar os alimentos do mês e outros produtos ocasionais como roupas e livros.

Em um mês, o salário dela serviu para pagar todas as contas e ainda sobrou R$ 50. Mas, no mês seguinte, o dinheiro não foi suficiente e ela precisou economizar nas compras do mercado e nos gastos extras.

Essa necessidade de economizar não impactou apenas no estilo de vida dessa pessoa, mas também no faturamento de lojas e restaurantes que não receberam essa cliente naquele mês.

Agora imagine esse cenário em uma escala muito maior, com várias pessoas da mesma cidade precisando economizar e com o comércio sendo impactado pela diminuição de clientes. Não seria nada bom para a economia, não é mesmo?

E como o Banco Central usa o IPCA

No dia a dia, o IPCA serve como principal indicador para o Banco Central  monitorar se precisa estimular ou esfriar a economia do Brasil, e para isso, o governo usa vários mecanismos para ajudar a regular a economia. A mais famosa é mexendo na taxas básica de juros, a famosa taxa Selic.

Já vimos aqui no Exponencial como funciona essa taxa e como ela é importante para estimular ou diminuir o consumo no País.

Quando o Banco Central diminui a taxa Selic, ele diminui o juros básico da economia. Isso quer dizer que o governo sinaliza para as instituições financeiras que elas devem aumentar ou diminuir o juros que cobram em seus serviços.

Com os juros mais baixos, as pessoas tendem a comprar mais porque se sentem mais confiantes de que conseguem pagar o boleto no fim do mês e porque tem mais acesso a linhas de crédito. Já os juros mais altos, assustam o consumidor que costuma esperar mais para gastar.

O importante é que você saiba que a taxa Selic não é idêntica as taxas de juros cobradas pelos bancos - o valor da Selic costuma ser bem menor. Mas como ela funciona como taxa básica de juros, serve como referência para aumentar ou diminuir o valor cobrado pelas instituições bancárias.

Como é calculado o IPCA

Agora que você já sabe como o IPCA é importante e quais produtos e serviços são usados para medir a inflação e deflação, vamos te explicar como o IBGE faz esse cálculo todos os meses.

Para calcular esse indicador, os especialistas do IBGE acompanham o preço de 465 produtos e serviços de algumas capitais e regiões metropolitanas do Brasil, que são consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

Dentre os itens que são monitorados está desde o valor de certos alimentos e de itens de material escolar a serviços de streaming de vídeo e de aplicativos de transporte como Uber.

O que é IPCA acumulado

Como o IBGE coleta todos os meses o preço dos serviços e produtos, também é possível ver se os valores mudaram de um ano para o outro. Essa comparação anual, em que são levadas em conta os 12 meses, é chamado de IPCA acumulado.

Conhecer a variação do IPCA durante o período de um ano é importante para entender o seu poder de compra, ou seja, o que você consegue comprar recebendo o mesmo salário. 

Por exemplo:

Vamos supor que entre setembro de 2019 e setembro de 2020 o IPCA tivesse registrado alta de 0,80%. Você, porém, não recebeu aumento de salário e continuou recebendo os mesmos R$ 2.500 durante esses últimos 12 meses.

Já vimos aqui que IPCA alto significa inflação e que isso impacta diretamente na quantidade de coisas que conseguimos comprar com aquele dinheiro.

Se em um ano a inflação subiu e seu salário não aumentou na mesma proporção, você foi obrigado a gastar menos no último ano - mesmo que você não tenha percebido isso. Quando a inflação faz o seu dinheiro valer menos, os economistas chamam esse fenômeno de “perder poder de compra”.

Outros impactos do IPCA no seu dia a dia

Além de impactar diretamente na sua renda mensal, o IPCA também influencia outros fatores da economia que podem mexer com o seu dinheiro, como os investimentos.

Na prática, todos os tipos de investimentos recebem algum impacto do IPCA. Afinal, você guarda dinheiro esperando que ele renda algum valor extra, certo? Por isso você precisa ficar muito atento: se a taxa de rendimento do seu investimento for abaixo do IPCA você está perdendo dinheiro.

Funciona na mesma lógica do poder de compra: se o rendimento é menor que a inflação, você perde o poder de compra daquele dinheiro. 

Assim, além de você não conseguir mais comprar a mesma quantidade de coisas com o seu dinheiro que conseguiria no dia que investiu ele, esse dinheiro poupado não está rendendo um valor extra de verdade - como te faz parecer quando você puxa o extrato bancário. 

Sim, a inflação corroeu o seu rico dinheiro guardado e a gente sabe que isso não é nada legal!

Por isso, é muito importante saber a taxa de rendimento do tipo de investimento que você vai fazer e compará-la com o IPCA antes de aplicar o seu dinheiro.

Além disso, há investimentos diretamente atrelados ao IPCA. Nesse caso, quem investe nesse tipo de aplicação não espera grandes retornos de dinheiro extra, mas que o valor aplicado não perca o seu poder de compra.

Agora ficou mais claro porque a gente precisa ficar de olho se o IPCA está subindo ou descendo? Se ficou alguma dúvida, conta pra gente nos comentários!

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Mariana Lima

Escrito por Mariana Lima

Jornalista especializada em finanças pessoais e macroeconomia. Foi repórter de economia nos maiores jornais do Brasil e acredita que a educação financeira é o primeiro passo para realizar sonhos.

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