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Finanças

IPVA, IPTU, seguros: conheça e organize as despesas do começo de ano

Para começar 2020 com as finanças em dia, é importante se preparar para as contas que chegam logo nos primeiros meses. Confira os principais gastos e impostos que precisam entrar no seu planejamento
Escrito por Flávia Marques em 03.01.2020 | Atualizado em 29.03.2020
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O novo ano normalmente vem acompanhado de novas metas mas, também, dos boletos de sempre. Enquanto para uns a virada do ano é um momento de renovação, para outros, é tempo de surpresas desagradáveis por conta da falta de planejamento financeiro. Isso porque, logo nos primeiros meses, os brasileiros precisam encarar gastos inevitáveis do período - especialmente com impostos. 

Um estudo realizado pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL mostrou que, para o ano passado, quase 90% dos brasileiros não fizeram um planejamento financeiro para pagar contas como IPVA, IPTU e gastos relacionados à matrícula e material escolar. 

“O grande erro é que essas despesas deveriam ser programadas com antecedência, uma vez que são fixas, para que não comprometam o orçamento”, explica Reinaldo Domingos, educador financeiro da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros). “Como a maioria não faz isso, agora elas terão que ser somadas a outros gastos, iniciando 2020 com dificuldades financeiras”, acrescenta. 

Conheça as principais despesas do começo de ano 

A boa notícia é que ainda estamos nos primeiros dias de 2020 e ainda dá tempo de se preparar. A seguir, listamos seis dos gastos mais comuns neste período e dicas do especialista para organizar cada um. Confira:

1- IPTU (janeiro e fevereiro)

O IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana) é um tributo anual que incide sobre todos os proprietários de imóveis e terrenos do país. O imposto é de responsabilidade dos municípios, portanto, as prefeituras determinam o seu valor final. 

Normalmente, o cálculo é feito em duas etapas. A base é o valor venal do imóvel - ou seja, o valor que ele teria caso fosse colocado à venda. Este valor varia conforme o tipo da propriedade, idade e a região onde está localizado. 

Em cima do valor venal, incide uma alíquota - nome dado à taxa que determina o total a ser pago de imposto. Ela varia conforme a faixa de valor e o tipo de imóvel (residencial, terreno ou comercial). Novamente, cada prefeitura determina essa alíquota - portanto, ela varia entre os municípios. 

Apesar de ser cobrado anualmente, o IPTU pode ser pago ao longo de vários meses - em São Paulo, por exemplo, em até dez meses. Quem opta por pagar à vista tem desconto de em média 3% no valor, podendo ser maior ou menor de acordo com o município. 

Quando se trata de IPTU, uma dúvida muito comum dos contribuintes diz respeito à condição de pagamento: afinal, é melhor quitar a dívida à vista ou a prazo? Para Reinaldo Domingos, antes de ter essa resposta, é preciso saber em que situação financeira o consumidor se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. “O consumidor endividado já sabe que não conseguirá realizar o pagamento inteiro de uma vez, sobrando o caminho do parcelamento”, aconselha o especialista. 

Para os que estão mais confortáveis financeiramente, Domingos recomenda que o pagamento seja feito à vista, para que o consumidor aproveite os descontos. “Mas é importante ficar atento aos compromissos futuros”, alerta. “Muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto a acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mês ou nos próximos - ficando sem dinheiro para pagar outras despesas”, acrescenta.

2 - IPVA (janeiro)

Os proprietários de carro também têm um imposto para acertar no início do ano: o IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores). Ele incide sobre os veículos e também é cobrado anualmente. 

Assim como o IPTU, o IPVA tem seu valor calculado a partir do valor venal do veículo - ou seja, o preço pelo qual ele seria vendido. O valor é sempre definido pelo estado em que o automóvel está registrado. 

Esse valor é diferente para cada modelo-ano dos carros e para cada estado em que está registrado. Ele é atualizado anualmente e a tabela com todos os valores são disponibilizadas nos sites das secretarias da Fazenda do Estado. A alíquota recolhida varia conforme a categoria do veículo e também conforme o Estado em que está registrado. 

O IPVA pode ser pago em até três parcelas ou à vista. Se decidir pagar à vista e em cota única, o contribuinte pode ter desconto no valor, definido ou não pelo governo de cada Estado. A data de vencimento de cada parcela varia de acordo com o número final da placa do veículo. Para conferir o prazo, basta acessar o site da Secretaria da Fazenda do estado.  

Assim como para o IPTU, Reinaldo Domingos aconselha que o IPVA seja pago à vista apenas quando o contribuinte estiver com as finanças em dia e preparado para as demais contas do mês. “Lembrando que se deve evitar ao máximo recorrer a limites do cheque especial, pois isso apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados”, aconselha.

3- DPVAT (janeiro)

Além do IPVA, os proprietários de veículos também precisam ficar atentos ao DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres), um seguro obrigatório que indeniza as vítimas e famílias no caso de um acidente de trânsito - invalidez permanente, morte e reembolso de despesas médicas. Embora seja pago pelo proprietário do carro, o DPVAT indeniza todas as pessoas envolvidas no acidente ou famílias das vítimas.

Vale lembrar que, mesmo contratando um seguro particular para o carro, que cubra roubo ou furto, é importante ficar em dia com o DPVAT. Isso porque ele é uma das exigências para obter o licenciamento do carro - anual e obrigatório. Em 2019, os preços variaram entre 12 e 33,61 reais. 

O pagamento deve, obrigatoriamente, ser feito em parcela única e sem desconto. Como os boletos de pagamento do seguro não são enviados, o motorista pode fazer a emissão no site da Seguradora Líder, a responsável por ele.

4 - Matrícula escolar e compra de materiais (janeiro)

Além das mensalidades, no início do ano letivo as escolas particulares costumam cobrar uma taxa de matrícula. Não há muito espaço para negociação nestes valores, mas existe um outro grande gasto escolar no início do ano sobre o qual os pais podem ter mais controle: a lista de material escolar. 

“O primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar”, orienta Reinaldo. 

No momento da compra de materiais, o consumidor precisa de atenção dobrada: no ano passado, a variação de preços entre itens similares chegou a 325%, segundo levantamento do Procon-SP. Por isso, pesquisar os sites e lojas com preços mais baixos, comprar em maior volume para ter mais descontos e reaproveitar materiais do ano anterior são estratégias interessantes para economizar. Reinaldo elaborou algumas orientações para este momento: 

  • Procure conversar com outros pais e tente fazer as compras em conjunto, pois, assim, a probabilidade de conseguir preços menores aumenta;
  • Junte o material escolar do ano anterior e veja a possibilidade de reutilizá-los. É possível, ainda, tentar reaproveitar livros didáticos do filho mais velho para o mais novo. E, se não for possível, faça uma boa ação e doe o material para crianças ou jovens de famílias que não têm condições de comprá-los;
  • Faça uma lista do que se precisa comprar, para não se perder e acabar rendendo-se aos impulsos consumistas, deixando de economizar;
  • Converse com os filhos antes de sair às compras, explicando a situação em que a família se encontra e quanto poderão gastar com os materiais. Caso contrário, será muito fácil ceder aos desejos deles e gastar mais do que o planejado;
  • Quando estiver na loja, seja sincero e explique ao vendedor de forma clara o que você precisa. Pergunte sempre o valor dos produtos à vista. Isso pode proporcionar bons descontos. Mas, se tiver que pagar a prazo, veja se as parcelas caberão no orçamento mensal; 
  • Atente-se aos itens pedidos pelas escolas: segundo o Procon, materiais de escritório, higiene e limpeza, por exemplo, são proibidos de constar na lista de estudantes. 

5 - Compras de Natal e Ano-Novo

No final do ano, com a chegada das festividades, muitos consumidores vão às compras e decidem pagar parceladamente, levando gastos atípicos para os meses seguintes. A escolha não é necessariamente um problema, desde que estas despesas estejam dentro do planejamento financeiro do consumidor. Para os especialistas, a recomendação é priorizar o pagamento destas dívidas nos meses de janeiro e fevereiro, a fim de que elas não deixem as contas no vermelho. 

6 - Seguros

Qualquer seguro contratado -  de vida, automotivo, para celulares ou de casa - sofre renovações anuais, que geralmente têm vencimento justamente nos primeiros meses. Fique atento às apólices para saber se há algum vencimento próximo e, se a resposta for positiva, planeje-se para arcar com essas taxas. 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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