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Empreendedorismo

Como calcular capital de giro e controlar as finanças da sua empresa

Saber como calcular o capital de giro corretamente é fundamental para o sucesso do seu negócio. Confira dicas para manter as contas em dia
Escrito por Elaine Ortiz em 27.03.2020 | Atualizado em 30.03.2020
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Ser dono do próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros. Seja por necessidade ou por vocação, a vontade de empreender é objetivo cada vez mais frequente de grande parte da população economicamente ativa. Mas não basta apenas abrir uma empresa, é necessário saber administrá-la com eficiência para evitar fechar as portas precocemente. E saber como calcular capital de giro é um dos fatores mais importantes para o sucesso do seu negócio. 

Segundo a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor),  realizada em 2018 em 49 países, dois em cada cinco brasileiros entre 18 e 64 anos estavam à frente de uma atividade empresarial ou tinham planos de ter um negócio no curto prazo. Ou seja, aproximadamente 52 milhões de brasileiros estavam envolvidos com alguma atividade empreendedora naquele ano.

Entretanto, de acordo com o levantamento Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo do IBGE, seis em cada 10 empresas fecham as portas em menos de cinco anos de atividade. Os motivos? Falta de planejamento, de informação e de capacitação costumam ser os principais problemas na gestão. 

O capital de giro faz parte do planejamento empresarial. É por isso que entender a importância e saber como calculá-lo se torna essencial para a sobrevivência das empresas e manutenção do sonho de ter o próprio negócio. 

Mas, o que é capital de giro?

O capital de giro nada mais é do que a diferença entre os recursos disponíveis em caixa e a soma das despesas e contas a pagar. Isto é, o dinheiro necessário para manter a empresa funcionando no intervalo de tempo entre o investimento, como as compras feitas com os fornecedores, e o retorno do lucro para seu caixa. 

O processo pode ser demorado, por isso ter um montante para para pagar as contas fixas, como impostos, aluguel do espaço, salários dos funcionários, contas de luz, telefone, água, internet e outras despesas é fundamental para a saúde financeira da empresa.

Contar com a entrada do dinheiro após a concretização da venda para então ter a quantia necessária para pagar essas despesas fixas é, além de incerto, imprudente, já que fatores externos e incontroláveis podem impactar o faturamento daquele mês.

Por isso, ter um capital de giro robusto é importante. Ele fornece segurança e aumenta também a possibilidade do empreendedor conseguir preços mais competitivos com os fornecedores ao negociar, por exemplo, a compra de suprimentos em maior quantidade. 

Em suma, o capital de giro garante a saúde financeira das empresas uma vez que proporciona recursos de financiamento aos clientes (nas vendas à prazo), manutenção dos estoques e garante o pagamento aos fornecedores (compras de matéria-prima ou mercadorias de revenda), bem como o pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais fixas.

Leia também: Entenda o que é Capital de Giro, sua importância e como administrá-lo

Como calcular capital de giro?

O primeiro passo para o cálculo do capital de giro é colocar na ponta do lápis todos os custos mensais, fixos e variáveis, e conseguir chegar no montante perfeito para o bom funcionamento do seu empreendimento.

Primeiro, calcule o prazo médio que você tem das contas a pagar, de todas as compras feitas com fornecedores. Exemplo: 50% dos pagamentos para os fornecedores são à vista e 50% são pagos após 30 dias. Então, na média, seu prazo de pagamento para fornecedores é de 15 dias. 

Agora, calcule também o prazo médio de recebimento: quanto tempo, em média, seus clientes levam para te pagar? Exemplo: parte dos clientes efetuam o pagamento com 30 dias de prazo, outra parte, em 60 dias. A soma dos prazos totaliza 90. Ou seja, na média, você recebe dos seus clientes a cada 45 dias.

Dessa forma, você já descobriu que demora 45 dias para receber dos seus clientes, mas paga seus fornecedores, em média, a cada 15 dias. Ou seja, para suprir a diferença desses 30 dias de prazo você precisa de um capital de giro. 

Agora, como descobrir exatamente qual o valor de capital de giro necessário para sua empresa?

Para isso, é preciso calcular corretamente qual é o custo fixo mensal do seu negócio. Custos fixos são aqueles pagos todos os meses com nenhuma ou pouca alteração no valor, como aluguel, contas de energia, telefone, salários, impostos, entre outros. 

Depois, é necessário fazer uma estimativa do valor do custo variável mensal do seu negócio. Aqui entram todas as despesas relacionadas com a venda ou a produção do seu produto ou serviço. Exemplo: matéria-prima, custos financeiros com impostos ligados diretamente a venda, entre outros. Esses custos são variáveis, porque sofrem alteração todos os meses.  

Com esses valores mensais dos custos fixos e dos custos variáveis, faça uma média diária. Assim, você terá um valor aproximado de qual o custo por dia de sua empresa.

Agora, sabendo que existe 30 dias de prazo descobertos, é só multiplicar esses 30 dias por esse valor de custo diário. Por exemplo: você constatou que a empresa gasta por dia 100 reais para existir (100 reais x 30 dias = 3000 reais). Neste momento você acaba de descobrir a primeira parte sobre o valor necessário de capital de giro para sua empresa ter as finanças em dia.

A segunda parte é considerar o valor do estoque. Se você está iniciando agora uma empresa, qual é o estoque mínimo para começar o negócio? Se o negócio já está funcionando, não esqueça que é preciso ter, pelo menos, o estoque mínimo até a próxima reposição do fornecedor. Qual é esse valor?

Some esses valores de quanto você precisa investir em estoque com os valores anteriores, aquele que você multiplicou por 30, e pronto, finalmente você terá o valor total da sua necessidade de capital de giro.

Capital de giro: entenda a fórmula para calcular

Existe um jeito prático de descobrir qual o valor ideal de capital de giro que a sua empresa precisa ter. Para isso, planejamento, organização e controle são essenciais ao empreendedor que quer ter suas contas saudáveis.

A fórmula indicada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para o cálculo do capital de giro é a seguinte:

Todas as suas contas a receber  + o valor que você possui em estoque  -  as contas a pagar  

+ o valor a pagar em impostos e despesas 

Pronto. Este é o valor necessário para fazer o seu negócio funcionar por um certo período de tempo, o capital de giro. 

Leia também: Confira o passo a passo para controlar contas a pagar e receber

O que é gestão ou administração de capital de giro? 

Depois de entender a importância da sua empresa ter um capital de giro, é fundamental saber fazer a gestão ou administração desse montante. Caso contrário, qualquer erro nas contas ou evento macroambiental pode abalar as finanças da empresa e o dinheiro do capital de giro ser insuficiente para a sobrevivência do negócio.  

A gestão do capital de giro diz respeito, objetivamente, ao gerenciamento de estoques e contas a receber e a pagar. A expressão refere-se principalmente aos esforços da administração de um empresa em direção aos gerenciamento eficaz de todo o dinheiro que entra e sai da empresa.

Uma boa gestão de capital de giro pode ajudar as empresas a não apenas cobrir suas obrigações financeiras, como também aumentar seus ganhos. Ou seja, gestão de capital de giro ou administração de capital de giro é o acompanhamento minucioso de estoques, caixa, contas a pagar, contas a receber.

Dicas para ter capital de giro próprio

Se ter capital de giro próprio ainda não é a realidade da sua empresa, confira as orientações do Sebrae para alcançar esse objetivo e encontrar equilíbrio e saúde para as finanças de seu negócio. 

1. Pente fino nos custos: identifique e corte gastos

Descubra custos que podem ser diminuídos e faça o que for necessário para cortá-los. Fique sempre atento ao fluxo de caixa para manter as finanças em dia, pois empresas muitas vezes fecham as portas pela má administração do capital de giro.

2. Foco e disciplina

Não use seu capital de giro para cobrir alguma despesa e deixe de repor a mesma quantia quando entra dinheiro em caixa, isso pode ser o começo do fim. Seja criterioso com o seu controle financeiro, reduzindo possíveis riscos no futuro.

3. Negocie com fornecedores e clientes

Procure as formas de pagamento mais confortáveis com seus fornecedores, com um aumento de prazo ou, se à vista o preço ficar mais barato, verifique se esse desconto cabe no seu planejamento de capital de giro.

Para os clientes, tente sempre que possível reduzir os prazos de financiamento. É difícil, já que os concorrentes podem oferecer condições de pagamento melhores que a sua. No entanto, não custa tentar.

4. Antecipe pagamentos a receber

Para ter mais dinheiro em caixa, você pode procurar instituições financeiras e receber delas os valores que teria somente no futuro. Mas, fique atento às taxas de juros cobrados por esse serviço e veja se realmente vale a pena para o seu negócio.

5. Faça um empréstimo

Se a sua empresa precisa pagar dívidas e não tem dinheiro em caixa, o empréstimo é uma alternativa. Pesquise os menores juros do mercado e verifique se o financiamento irá realmente ajudar a empresa a resolver o problema e a manter o capital de giro próprio.

Leia também: 7 linhas de financiamento para pequenas empresas

E você, sabe como controlar o capital de giro da sua empresa? Compartilhe nos comentários!

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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