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Reforma de casas com baixo custo: 5 passos para fazer a sua

Com planejamento e organização, é possível baratear uma obra e manter sua qualidade. Veja quais erros devem ser evitados e medidas que podem ajudar a reduzir custos
Escrito por Elaine Ortiz em 17.03.2020 | Atualizado em 08.05.2020
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Reformar a residência é o desejo de muitos brasileiros. Gastar pouco na obra é um dos caminhos para transformar o sonho em realidade. Mas, como fazer reforma de casas com baixo custo? 

Embora cada obra tenha um objetivo diferente, o que pode fazer com que o preço final varie de modo significativo, algumas orientações são válidas para todo tipo de reforma e podem ajudar a reduzir os custos da obra. 

Como reformar casas gastando pouco: apoio especializado é um grande aliado 

Na tentativa de economizar na reforma, algumas pessoas já começam procurando por um profissional “faz-tudo”, que promete realizar toda a obra cobrando um preço mais baixo pelo serviço. Em situações assim, a máxima “o barato sai caro” é perfeitamente aplicável. Sem domínio do que precisa ser feito, o profissional pode cometer erros que vão custar muito mais para serem reparados, e o cliente pode perder tempo e dinheiro. 

Na hora de avaliar quanto custa uma reforma residencial, orce a obra com especialistas. A princípio, o valor pode parecer mais alto, mas ainda será menor se comparado aos trabalhos extras que normalmente tornam-se necessários após uma obra mal executada. Além disso, um profissional especializado terá mais propriedade ao calcular os materiais necessários. 

Para reduzir custos, muitos brasileiros ainda têm adotado o DIY (ou “Do It Yourself”) - nome dado à tendência “faça você mesmo”. A ideia vem crescendo em popularidade no país por meio de blogs, perfis no Instagram e canais no Youtube exclusivamente dedicados ao assunto. 

O movimento é um estímulo à execução de projetos com as próprias mãos mas, apesar de interessante, deve ser adotado com cautela. “Quando se trata de reforma, tentar fazer tudo sozinho é um dos erros mais comuns”, defende o projetista Bruno Porto. “A princípio, a ideia pode parecer econômica, mas sem o apoio de um profissional com o conhecimento técnico necessário, o projeto pode dar errado e gerar custos ainda maiores”, comenta o especialista. 

5 passos para fazer reforma de casas com baixo custo 

A reforma de um imóvel costuma fazer uma grande bagunça no ambiente; mas, sem os cuidados necessários, a obra também pode desorganizar as finanças do morador. 

Em 2019, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que mais de 70% dos brasileiros não conseguiram guardar dinheiro - e, destes, 15% atribuíram a dificuldade de poupar aos gastos extras com obras. Neste cenário, algumas dicas para economizar são bem-vindas.  

Listamos cinco passos que vão ajudá-lo a viabilizar reforma de casas com baixo custo, evitar transtornos e, principalmente respeitar o seu orçamento. Confira, a seguir: 

1 - Faça um planejamento detalhado 

A orientação pode até parecer óbvia, mas ainda é necessária. É que, embora este seja o primeiro passo para uma reforma bem-sucedida, não são raras as vezes em que o planejamento da obra é esquecido. 

Tenha em mente quais, exatamente, são os objetivos da reforma e sua proporção. “É comum encontrar pessoas que começam uma reforma sem saber exatamente o que querem fazer e qual é o resultado esperado”, diz Bruno Porto. “Sem planejamento, a impressão que se tem é de que a obra não termina nunca, e aí começam os desgastes emocionais e problemas financeiros”, acrescenta o especialista.

Um morador que deseja dar nova cor à sala, por exemplo, pode pensar em uma pintura simples e, durante a reforma, sentir a necessidade de fazer um acabamento em gesso para alcançar um resultado mais bonito. A mudança parece sutil, mas pode representar um aumento importante nos custos da obra. 

Isso porque nem todo profissional tem domínio sobre a aplicação deste material - o que pode exigir apoio de mão de obra mais cara - e a mudança também aumentará a lista de materiais a serem comprados. Fique atento e, na etapa de planejamento, busque considerar todos os detalhes envolvidos.  

2 - Conheça a sua situação financeira   

Como qualquer decisão que envolve dinheiro, fazer uma reforma requer conhecimento financeiro. Primeiro, entenda se este é um bom momento para começar a obra: uma família superendividada, por exemplo, pode postergar um projeto não emergencial para que seja realizado em um momento de maior tranquilidade financeira. 

Entenda, também, quanto você realmente pode gastar com essa reforma. Uma maneira de evitar que os custos da obra saiam do controle é definir um limite de gastos e acompanhar as despesas de perto para garantir que o orçamento inicial não será extrapolado. “Quando fazemos a primeira reunião com o cliente, por exemplo, nós já buscamos entender qual é a verba total disponível para a obra e todos os custos envolvidos”, comenta Bruno. 

Ele explica que o ideal é que os custos da obra descritos no planejamento não cheguem ao valor máximo que se pode gastar. “Normalmente, explicamos para os clientes que devemos usar 80% do valor que ele tem para investir na obra”. 

Isso significa que, quem tem 2 000 reais disponíveis para a reforma deve se planejar para que os custos girem em torno de 1 600 reais, por exemplo. O restante deve ficar reservado para eventuais imprevistos no projeto. 

Em alguns casos, especialmente quando a reforma tem caráter emergencial, vale buscar opções de financiamento. Para escolher o melhor empréstimo, é sempre importante avaliar taxas - e dar preferência às menores - e prazo para pagamento. Lembre-se de que parcelas altas podem comprometer parte importante da sua receita e atrapalhar o seu planejamento financeiro. 

Leia também: Crédito para construção: entenda como funciona e veja quando vale a pena 

3 - Estabeleça um prazo para a conclusão da reforma 

Além do dinheiro, o tempo é outro bem valioso que deve ser poupado durante uma obra. É comum que as obras se estendam por um prazo maior do que o morador gostaria, e por isso é tão importante criar um cronograma. 

Neste sentido, o profissional contratado também oferece apoio fundamental. “Para determinar os prazos, é interessante contar com a visão do engenheiro, pedreiro ou arquiteto envolvido e alinhar com ele as expectativas”, diz o projetista. “Assim, ele entenderá cada etapa da obra e trará suas ideias para a execução”, acrescenta. 

4 - Escolha os profissionais com cautela 

A escolha dos profissionais é uma etapa delicada e importante, e tomar decisões levando em consideração apenas o valor cobrado pela prestação do serviço é um grande equívoco. “Além da falta de qualificação, muitos ainda são desonestos e, em alguns casos, chegam a abandonar a obra sem comunicar o responsável”, alerta o projetista. 

Para evitar esse tipo de situação, a recomendação é fazer uma reunião com o profissional escolhido e tentar identificar se ele está, de fato, entendendo o que é esperado para o projeto. Neste momento, levar referências é uma boa estratégia para evitar futuros desentendimentos e problemas na reforma. Fazer pesquisas na internet, buscar imagens e mostrá-las durante a conversa, por exemplo, é uma possibilidade de oferecer maior noção dos resultados desejados para a reforma. 

“A conversa também vai servir como um termômetro: se o profissional fizer comentários interessantes e mostrar entendimento acerca do que está sendo mostrado e discutido, é um bom sinal”, indica o especialista. 

Outro ponto importante é avaliar a complexidade da reforma: as mais simples, como uma pintura, podem até ser feitas sem ajuda - embora mesmo nestes casos a qualidade do resultado possa ser comprometida. Por outro lado, reparos que envolvem eletricidade, instalações hidráulicas e outras questões estruturais exigem o envolvimento de um profissional, pois podem causar grandes transtornos.

Outro ponto a se considerar é que um bom profissional deve conhecer mais fornecedores, ter mais parcerias e conseguir bons descontos na compra de materiais, o que otimiza os gastos da reforma. Ele saberá como tomar as melhores decisões considerando o custo-benefício. 

5 - Fique atento à qualidade dos materiais 

Entre as dicas para reforma de casas com baixo custo, uma das mais importantes é fazer uma boa escolha dos materiais, que normalmente são responsáveis pela maior parte dos gastos. Isso porque se a qualidade dos itens não for boa, os produtos tendem a durar menos, e o investimento em mão de obra será desperdiçado. 

Assim como para outros produtos, a compra de materiais de construção deve envolver comparação de preços em diferentes lugares. “O ideal é fazer uma pesquisa em pelo menos três estabelecimentos e pedir orçamentos durante as visitas para, depois, fazer uma análise e decidir qual opção apresenta o melhor custo-benefício”, recomenda o projetista. 

No que diz respeito à organização, é importante ficar atento ao armazenamento de notas fiscais e embalagens. Se depois de um tempo algum produto apresentar defeito, por exemplo, ter estes itens guardados pode garantir a troca da mercadoria ou até o reembolso. “Muitas vezes, o proprietário chega na obra, entrega os materiais e não se preocupa com o que vai acontecer depois. O melhor é guardar os comprovantes de pagamento por algum tempo, para ter a troca garantida em caso de necessidade”. 

Afinal, quanto custa uma reforma residencial? 

Para calcular quanto custa uma reforma residencial, é preciso levar em consideração que existem cômodos que podem sair mais caros do que outros. Os reparos em um banheiro, por exemplo, podem custar muito mais do que uma sala, por causa do tipo de piso, encanamento, entre outros itens. Os detalhes, como mencionamos, também podem encarecer muito uma obra: acabamentos e texturas têm grande influência no valor total. 

Este, inclusive, é um fator que deve ser avaliado de acordo com a finalidade da obra. Se o intuito é reformar o imóvel onde o proprietário irá morar, os tipos de reparos mais detalhados fazem mais sentido. Por outro lado, quando o objetivo é valorizar a casa ou apartamento para locação, muitos decidem fazer apenas manutenções básicas, já que o investimento nem sempre será valorizado pelos locatários em potencial. 

Seguro de obra também ajuda a evitar gastos extras

Em alguns casos, é interessante considerar a contratação de um seguro para obras e reformas - principalmente para projetos maiores. Às vezes, o valor do seguro corresponde a 1% dos gastos com a obra, e o investimento pode valer a pena. 

A cobertura básica de um seguro de obra inclui proteção contra incêndio, raio, explosão e fenômenos da natureza, como nos principais seguros residenciais. Algumas opções também incluem erros de execução, desmoronamento, roubo e furto qualificado. Este tipo de proteção é especialmente interessante para reformas que ficarão paradas e sem acompanhamento por determinado período. 

E você, como você costuma se organizar para fazer suas reformas e quais erros e acertos  já cometeu? Compartilhe suas experiências nos comentários! 

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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