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Crédito e empréstimo

Como negociar dívida de cartão de crédito em 4 passos

Colocar as contas no papel é o primeiro passo para obter sucesso na negociação. Veja quais atitudes são necessárias para quitar as dívidas e sair do vermelho

Escrito por Flávia Marques em 30.07.2019 | Atualizado em 10.12.2019

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Os brasileiros estão cada vez mais endividados. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 64% das famílias têm contas em atraso, e as dívidas de cartão de crédito são as que mais geram dor de cabeça: 78,8% dos entrevistados apontaram o cartão como principal motivo de endividamento.

O problema está relacionado a um hábito que parece inofensivo, mas é perigoso: cada vez mais, as pessoas estão utilizando o cartão, que deveria ser uma linha de crédito emergencial, para consumir bens de primeira necessidade. Outro levantamento recente, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostrou que alimentos, remédios e combustíveis estão entre as aquisições de cartão de crédito mais comuns. 

A seguir, vamos explicar, passo a passo, como negociar dívidas de cartão de crédito da melhor maneira para quitar as parcelas com tranquilidade e não acumular débitos novamente. 

Como as pessoas acumulam dívidas de cartão de crédito? 

Além do hábito de usar o cartão de crédito para comprar itens de primeira necessidade, outros fatores contribuem para que o consumidor acumule dívidas no cartão. A facilidade do uso, por exemplo, faz com que alguns usuários não consigam controlar os gastos ao longo do mês e, depois, não tenham dinheiro suficiente para pagar todas as compras. 

Além disso, os cartões são, muitas vezes, fáceis de obter, o que leva algumas pessoas a usarem vários - e administrar mais cartões é mais difícil. 

O que acontece se eu não pagar o cartão de crédito? 

Os juros altos também são grandes obstáculos para que os consumidores consigam quitar suas dívidas de cartão de crédito. Hoje, quem não consegue pagar o valor total da fatura e decide empurrar a dívida para frente utiliza o chamado rotativo do cartão de crédito, que tem taxas em torno de 300% ao ano. O problema é que, a cada mês, são cobrados juros sobre juros, gerando uma espécie de bola de neve. 

Preciso negociar dívidas: o que fazer? 

Quem está nessa situação precisa quitar o débito com urgência, já que as taxas de juros cobradas quando você parcela a fatura do cartão ou paga o valor mínimo permitido pela instituição fazem a dívida crescer muito em pouco tempo. 

Negociar uma pendência financeira nem sempre é fácil, mas algumas ações podem te ajudar a sair do vermelho. Veja como quitar parcelas do cartão de crédito pode ser mais simples seguindo alguns passos:

1) Descubra o valor exato da sua dívida 

Já que o valor de uma dívida de cartão de crédito pode variar muito em pouco tempo, o primeiro passo importante é que o consumidor saiba exatamente quanto está devendo. Se o cálculo for muito complexo, basta entrar em contato com a operadora do cartão, que pode (e deve) fornecer essa informação e perguntar o custo efetivo total da dívida do cartão. Esse valor inclui juros, taxas e impostos cobrados. Depois, é só colocar esse valor no papel e entender qual parcela realmente cabe no seu orçamento mensal, sem sufoco. 

2) Faça o primeiro contato com a central do cartão de crédito 

Depois de conhecer os juros da dívida de cartão de crédito e saber quanto pode pagar por mês para quitá-la, o consumidor tem mais segurança para negociar os débitos e pode conversar com a operadora para conhecer as condições que ela oferece. Nesse momento, o ideal é deixar a ansiedade de lado e ser bem realista: muitas vezes, o consumidor tem pressa para pagar suas contas e acaba aceitando condições que não se enquadram em sua realidade financeira. Fique atento para evitar parcelamentos que comprometem o orçamento. 

3) Avalie a proposta com cautela

Quitar uma dívida cara, como a do cartão de crédito, é uma tarefa para ser cumprida o mais breve possível. No entanto, isso deve ser feito por meio de uma proposta que também seja boa para o consumidor. Se o valor combinado na negociação não couber no orçamento, ele pode se complicar de novo e não conseguir sair do mau endividamento. 

4) Troque a dívida mais cara pela dívida barata

Em algumas situações, recorrer a um empréstimo é a melhor solução para quitar dívidas do cartão de crédito. Se no momento da negociação da dívida surgir a oportunidade de um desconto no pagamento à vista, por exemplo, contratar outra linha de crédito com juros menores é uma opção interessante. 

Mas, atenção: fazer um empréstimo, assim como tomar qualquer decisão financeira, exige análise financeira. Hoje, o mercado de crédito já oferece diversas opções, e algumas modalidades de empréstimo são mais saudáveis do que outras. 

O empréstimo com garantia, por exemplo, apresenta uma das taxas mais baixas do mercado, e variam entre 14% a 29% no ano - bem abaixo dos valores praticados no cheque especial e rotativo do cartão. 

O crédito saudável funciona da seguinte maneira: o tomador de empréstimo coloca um bem - como o seu carro, imóvel ou o salário - como garantia de que o débito será pago à instituição financeira que concedeu o crédito. Como a operação envolve menos riscos, o consumidor tem acesso a taxas mais baixas e maior prazo de pagamento. 

Como não acumular dívidas de cartão de crédito novamente? 

Uma das grandes armadilhas do cartão de crédito é a confusão que ele pode gerar nos usuários. Muitos consumidores ainda têm dificuldade para diferenciar crédito e renda. Por isso, quando possuem limite de crédito disponível, pensam que têm dinheiro, mesmo quando a conta bancária está zerada ou no negativo. 

É preciso entender que limite de crédito e poder de compra são termos diferentes, e os hábitos de consumo devem ser condizentes com as reais condições financeiras de cada um. O cartão de crédito pode ser um grande aliado, mas também o inimigo número um das finanças – isso vai depender de como o consumidor organiza as suas contas.

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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