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IPCA 2020: novos hábitos de consumo mudam cálculo da inflação

Mudanças anunciadas pelo IBGE em 2019 alteram a conta usada para o IPCA e passam a valer neste mês. Entenda por que a alteração acontece e o que, na prática, ela representa

por Flávia Marques

Atualizado em 11 de fevereiro, 2021

 

RESUMO DA NOTÍCIA 

  • Em 2019, o IBGE anunciou mudanças no cálculo do IPCA. A nova estrutura passa a valer neste mês;
  • O índice, usado para medir a inflação do país, leva em consideração os produtos e serviços mais consumidos pela população;
  • Pela primeira vez, itens como serviços de streaming e transporte por aplicativo entraram na lista.

 

Em outubro do ano passado, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que alteraria a conta utilizada para obter o IPCA - como é chamado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, usado para medir a inflação do país. A medida passa a valer neste mês e mostra uma realidade que não pode ser ignorada: os hábitos de consumo dos brasileiros estão mudando.

Funciona assim: o IPCA é calculado de acordo com a variação nos preços de produtos e serviços que fazem parte da rotina da população. “Ele é o indicador oficial do governo para fazer ajustes das taxas de juros do país e também é utilizado para mensurar se a inflação está aumentando ou diminuindo”, explica George Sales, economista do Ibmec-SP. 

IPCA 2020: entendendo o indicador 

O IPCA reflete a cesta de consumo e despesas das famílias que possuem rendimento mensal entre um e 40 salários mínimos. Ele abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Aracaju (SE) e Brasília (DF), e tem como base os resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE. “Isso representa, em média, de 70 a 75% da população brasileira”, comenta George Sales. 

Nesta cesta, são colocados 56 itens, entre produtos e serviços. Periodicamente, a lista sofre alterações à medida que os hábitos de consumo das famílias vão mudando. A última grande alteração havia sido feita em 2008. 

Quais alterações foram feitas e por que elas acontecem? 

As atualizações na cesta de produtos e serviços que compõem o cálculo de IPCA são importantes para que o indicador reflita a realidade do consumidor no período. “Desta vez, entre os artigos de residência, por exemplo, o aparelho de DVD já não está entre os itens, e o videogame entrou para a lista”, comenta o economista do Ibmec-SP. “A alteração faz muito sentido, porque, diferentemente de 2008, hoje as pessoas já têm mais videogames do que DVDs em casa”, avalia o especialista. 

Entre os itens que entram no IPCA a partir de 2020, alguns chamam a atenção pelo caráter “inovador”. É o caso dos serviços de streaming, que permitem que os usuários acessem filmes, músicas e diversos outros formatos de conteúdo disponíveis na internet sem a necessidade de download. O Netflix, uma das plataformas mais populares da atualidade, chegou ao Brasil em 2011 e já conta com mais de 10 milhões de assinantes no país. Os transportes por aplicativo, outra tendência, também entraram para a cesta. 

“Ficamos muito tempo sem ter uma POF e temos uma mudança cada vez mais rápida no padrão tecnológico. Tivemos a saída de alguns itens que realmente não encontramos mais. Ao mesmo tempo, tivemos a entrada de produtos que estão no cotidiano de milhões de brasileiros”, explicou o gerente de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov.

Outro serviço que entrou para a cesta é tratamento de animais de estimação - despesa que, de fato, tem sido cada vez mais presente no orçamento das famílias. No final do ano passado, um estudo conduzido pelo aplicativo de finanças Guiabolso avaliou o comportamento de 235 000 usuários em todo o país e mostrou que os consumidores gastam, em média, 150 reais por mês com os pets. “Dez anos atrás, os animais de estimação comiam o resto das refeições das famílias, e não ração balanceada”, pondera George. “Esse cuidado também é uma mudança de hábito de consumo importante”, avalia. A lista completa de itens que entraram e saíram do IPCA 2020 pode ser conferida aqui

Leia também | Por mês, gastos com pets ultrapassam R$150. Saiba como economizar

Quais são os reflexos dessas mudanças para o consumidor? 

A alteração na cesta de consumo tem impacto na inflação, pois ela é medida considerando os itens da cesta. Mas, ao contrário do que muitos pensam, essas mudanças não são responsáveis por alterar os preços dos itens que entram ou saem da lista. “Os produtos que entram na lista são os que têm sido mais demandados”, comenta George. Isso não significa que eles devem sofrer aumento ou queda nos preços. 

Em muitos casos, um item de massa - mais procurado - pode ser mais barato do que outro que não é de massa. “Hoje, quem procura um aparelho de DVD tem mais dificuldade de encontrá-lo do que outro dispositivo com entrada USB, por exemplo. Aí, o DVD acaba saindo mais caro”, explica o economista. 

Em resumo, a substituição de um item por outro não significa que ele está - ou deve ficar - mais caro ou mais barato. “De modo geral, é preciso entender que os itens da cesta devem representar hábitos de consumo de pessoas que ganham entre um e 40 salários mínimos e ter produtos que façam sentido à condição de uso daquele salário, de forma bem realista”, afirma Sales. 

IPC: indicador também merece atenção do consumidor

Na avaliação de George Sales, apesar da importância do IPCA, outro índice inflacionário faz mais sentido para efeito de comparação de hábitos de consumo da população: é o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que compõe uma cesta de consumo condizente com indivíduos que têm renda entre um e cinco salários mínimos. “Essa faixa salarial representa a realidade da grande massa de trabalhadores do Brasil, e traz uma cesta de consumo um pouco diferente do IPCA”, explica o economista. Além disso, o IPC é utilizado para fazer a correção salarial das categorias de empregados. 

 

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