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O que é capital de giro e por que ele é essencial para a empresa?

Saber o que é capital de giro e como calcular corretamente é fundamental para o sucesso do seu negócio. Confira dicas para manter as contas em dia

por Creditas

Postado em 15 de janeiro, 2026

O que é capital de giro e por que ele é essencial para a empresa?

Manter a empresa operando vai além de vender bem. No dia a dia, muitos negócios precisam de recursos operacionais mesmo com faturamento recorrente, especialmente quando trabalham com prazos diferentes de pagamento e recebimento.

Neste conteúdo, você vai entender o que é capital de giro no dia a dia da empresa, como ele se aplica à rotina operacional, como calcular a necessidade correta e quando faz sentido buscar crédito, sem comprometer a saúde financeira.

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Neste Guia sobre Capital de Giro, Você Encontrará:

O que é capital de giro?

Capital de giro é o dinheiro que permite à empresa sustentar a operação enquanto as vendas ainda não se transformaram em dinheiro disponível no caixa. Ele cobre despesas recorrentes, como salários, aluguel, impostos e pagamentos a fornecedores.

No cotidiano, isso afeta diretamente comércios, empresas de serviços e negócios que vendem a prazo. Ter vendas futuras não garante que as contas de hoje serão pagas. Se a empresa vende em 30 ou 60 dias, mas precisa pagar fornecedores à vista ou em prazos curtos, o capital de giro cobre esse intervalo.

É justamente nesse descasamento de prazos que muitas empresas sentem pressão no caixa, mesmo com faturamento constante.

Para que serve o capital de giro de uma empresa?

O capital de giro mantém a operação em movimento. Ele garante o pagamento das despesas operacionais, a manutenção de estoques mínimos, a negociação de prazos com fornecedores e a capacidade de lidar com imprevistos sem decisões emergenciais.

Negócios em expansão, por exemplo, costumam demandar mais recursos operacionais para sustentar o crescimento antes que o retorno das vendas apareça no caixa. Na prática, o capital de giro viabiliza o pagamento de impostos, salários, despesas fixas, fornecedores — inclusive serviços terceirizados — e investimentos necessários para manter a atividade funcionando.

Capital de giro e fluxo de caixa são a mesma coisa?

Não. O fluxo de caixa mostra o movimento do dinheiro, ou seja, tudo o que entra e sai em determinado período.

Já o capital de giro representa o saldo disponível para sustentar a operação. Uma empresa pode ter fluxo de caixa positivo em um mês e, ainda assim, enfrentar falta de capital de giro se os prazos não estiverem equilibrados. Isso é comum em negócios que vendem muito a prazo.

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Quais são os tipos de capital de giro?

Existem diferentes formas de capital de giro, que ajudam a entender a situação financeira da empresa:

Capital de giro líquido
É a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. Mostra quanto a empresa realmente tem disponível para operar no curto prazo.

Capital de giro negativo
Acontece quando as obrigações de curto prazo superam os recursos disponíveis. Pode ser um sinal de alerta, mas também pode ocorrer pontualmente em fases de crescimento acelerado.

Capital de giro próprio
É o capital mantido com recursos da própria empresa, sem depender de crédito. Indica maior equilíbrio financeiro e menor exposição a custos financeiros.

Capital de giro ligado a investimentos
Surge quando a empresa investe em máquinas, expansão ou estrutura e precisa manter recursos para sustentar a operação enquanto o retorno ainda não acontece.

Principais aspectos do capital de giro

Reunimos os principais pontos relacionados ao capital de giro e seus significados no cotidiano empresarial:

Principais aspectos do capital de giro
Aspecto O que significa no dia a dia
Capital de giro Recursos que sustentam a operação
Ativo circulante Dinheiro, contas a receber e estoque
Passivo circulante Contas a pagar no curto prazo
Capital de giro líquido Diferença entre ativo e passivo circulantes
Capital de giro negativo Obrigações maiores que os recursos disponíveis
Necessidade de capital de giro Valor mínimo para cobrir o prazo descoberto

Como calcular o capital de giro da sua empresa?

Para calcular a necessidade de capital de giro, considere os custos fixos e variáveis necessários para a empresa operar ao longo do mês.

Com esses valores, faça uma média diária, multiplicando o total dos custos pelo número de dias em que a empresa fica sem receber. Assim, você identifica o valor mínimo necessário para sustentar a operação enquanto o dinheiro não entra no caixa.

Considere também o estoque mínimo necessário até a próxima reposição. Somando esses dois valores, você chega à necessidade total de capital de giro.

Como saber qual é a necessidade de capital de giro?

A necessidade de capital de giro depende dos custos fixos, custos variáveis, prazos de pagamento, prazos de recebimento e valor do estoque.

Uma forma prática é calcular o custo diário da empresa e multiplicar pelo número de dias em que o negócio fica sem receber. Depois, soma-se o valor mínimo necessário de estoque para manter a operação.

Outras fórmulas para calcular capital de giro

Apesar de se falar em cálculo de capital de giro, o foco está na necessidade dele, que varia conforme o modelo de negócio. As fórmulas abaixo auxiliam na análise financeira, mas devem ser adaptadas à realidade de cada empresa, não sendo receitas universais.

Siglas utilizadas:

  • NCG = Necessidade de Capital de Giro
  • CP = Contas a pagar
  • CR = Contas a receber
  • VE = Valor em estoque
  • CGL = Capital de Giro Líquido
  • AC = Ativo Circulante
  • PC = Passivo Circulante
  • CGP = Capital de giro próprio
  • PL = Patrimônio Líquido
  • AP = Ativo Permanente
  • RLP = Ativo Realizável a Longo Prazo

Fórmulas:

  • Necessidade de capital de giro: NCG = (CR + VE) – CP
  • Capital de giro líquido: CGL = AC – PC
  • Capital de giro próprio: CGP = PL – (AP + RLP)

Em termos práticos, quanto maiores forem as contas a receber e o valor em estoque, e quanto menores forem as contas a pagar, maior será a necessidade de capital de giro.

Como fazer uma boa gestão de capital de giro?

Uma boa gestão começa pelo controle de estoque, evitando excessos ou rupturas. Estoque parado consome recursos operacionais sem gerar retorno.

Também envolve acompanhar contas a pagar e a receber, reduzir atrasos de clientes e negociar prazos mais equilibrados com fornecedores. Na maioria dos casos, a falta de capital de giro está ligada a prazos mal alinhados, e não apenas à queda nas vendas.

Quando faz sentido buscar crédito para capital de giro?

Muitos empresários se perguntam quando vale a pena usar crédito para capital de giro. A resposta depende do contexto.

O crédito pode ser estratégico para resolver descasamentos de prazos, mas não deve ser usado para corrigir falhas de gestão financeira. Existe diferença entre capital de giro próprio e capital de giro financiado: o primeiro sustenta a operação, enquanto o segundo deve ser usado de forma pontual e planejada.

Antes de buscar crédito, é essencial avaliar se o problema é temporário ou estrutural e se a empresa consegue assumir a dívida sem comprometer o caixa futuro.

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Como obter e ampliar o capital de giro próprio?

Quando o capital de giro próprio ainda não é suficiente, algumas ações ajudam a construir esse equilíbrio ao longo do tempo:

  • revisão de custos para reduzir gastos desnecessários e melhorar o caixa;
  • disciplina financeira, evitando usar recursos operacionais sem reposição futura;
  • negociação de prazos, buscando receber antes e pagar depois sempre que possível.

Tire suas dúvidas

Confira as principais dúvidas sobre capital de giro e como manter a operação da sua empresa em dia.

Capital de giro é a mesma coisa que dinheiro parado em caixa?
Não. Ao contrário do que muitos pensam, o capital de giro não é um dinheiro estático. Ele é o recurso que está em constante movimento para sustentar o ciclo operacional da empresa, pagando fornecedores, salários e contas enquanto os pagamentos dos clientes não entram.
Toda empresa precisa do mesmo valor de capital de giro?
Não. A necessidade de capital de giro varia drasticamente de acordo com o tipo de negócio, o modelo de estoque, os prazos de pagamento aos fornecedores e os prazos de recebimento oferecidos aos clientes. Cada empresa possui sua própria estrutura de custos.
Capital de giro negativo sempre indica um problema grave?
Não necessariamente. Embora exija atenção, o capital de giro negativo pode ocorrer em fases de expansão acelerada ou em modelos de negócio onde o cliente paga antes da empresa ter que pagar o fornecedor. O risco existe apenas se essa situação for descontrolada e não planejada.
O estoque faz parte do capital de giro?
Sim. Mercadoria parada é dinheiro que já foi investido e ainda não retornou para o caixa. Por isso, o estoque consome recursos e deve ser monitorado de perto para não sobrecarregar a necessidade de capital da empresa.
Vender muito elimina a necessidade de capital de giro?
Não. Pelo contrário, vender grandes volumes, especialmente a prazo, pode pressionar o caixa. O faturamento sobe no papel, mas o dinheiro físico demora a entrar, exigindo ainda mais capital de giro para repor o estoque e manter a operação até o recebimento.
O capital de giro pode ser financiado com crédito bancário?
Pode. O crédito para capital de giro é uma ferramenta útil para resolver o "descasamento" de prazos entre pagamentos e recebimentos. No entanto, ele deve ser usado com estratégia e não como substituto para uma gestão financeira ineficiente ou prejuízos operacionais.

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