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Marcela Kawauti

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Dólar alto! E eu com isso???

Escrito por Marcela Kawauti em 09/03/2020 | Atualizado em 09/03/2020
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Março começou com o dólar em ascensão. Foram muitas as manchetes reiterando o fato de que o dólar renovava a cada dia o recorde nominal. Na sexta-feira da primeira semana do mês, a moeda norte-americana passava dos R$4,60 com tendência de altas repetidas para os dias seguintes.

Vamos falar em primeiro lugar sobre o que isso significa e por que o dólar mais alto é preocupante. Toda vez que a cotação real/dólar cresce, como o que aconteceu, quer dizer que a moeda brasileira, o real, está desvalorizado e que a moeda norte americana, o dólar, está valorizado. Isso porque o comprador de dólar precisa de cada vez mais unidades da nossa moeda para comprar uma unidade de dólar. E não foi só com o dólar que isso aconteceu. O real se desvalorizou fortemente em relação a outras moedas como o euro e a libra.

Por trás disso está a crença de que investir nos EUA ou na Europa vale mais a pena do que investir no Brasil. Seja por conta de expectativa de rendimento maior, com economia mais sólida, seja por conta de percepção de risco menor, o que parece ser o caso aqui. Boa parte dos investidores tira o dinheiro do Brasil e procura países onde a relação risco x retorno é mais favorável. Aí é a lei da oferta e demanda que entra em jogo. Os investidores que saem do Brasil vendem os seus reais para trocar por dólares, por exemplo. O aumento da oferta de moeda brasileira deprime o preço deste ativo. E o aumento da procura por dólares faz com que ele se valorize. O mesmo vale para o euro e libra.

Como se vê, o dólar maior é fruto do que se chama de aversão ao risco. Tal aversão, desta vez, foi causada pelos impactos da epidemia de coronavírus em todo o mundo. O que se viu foi paralisação de produção e queda nas vendas nos países mais afetados durante o período de quarentena. Podemos imaginar, portanto, que os efeitos são temporários - ou seja, que quando a epidemia for controlada, teremos uma correção deste movimento. Mas vale lembrar que há também um problema interno que tem impacto de prazo mais longo: a recuperação da economia após a forte recessão de 2014 a 2016.

Nossa economia vem patinando desde 2017, e a falta de recuperação mais sólida faz com que os investidores desconfiem da possibilidade de retornos vantajosos em face do risco corrido. Sendo assim, ainda que os efeitos da epidemia se dissipem, provavelmente o dólar seguirá elevado por conta do crescimento ainda incipiente.

E com esse cenário, as viagens para fora do Brasil já estão fora de cogitação pra boa parte das famílias brasileiras. O que já era caro ficou mais caro ainda! E quem não vai viajar pode ter a sensação de que o dólar alto não impacta o seu bolso. Mas não é bem assim.

Em primeiro lugar, os motivos por trás do dólar elevado impactam, sim, o nosso dia a dia. Menos investidores externos interessados na nossa economia significa menos dinheiro direcionado para as empresas instaladas por aqui, ou seja, menos investimento em produção e contratação de funcionários.

Além disso, de forma mais indireta, o dólar mais alto impacta em custos de produção e preços finais ao consumidor. Por exemplo, o tradicional pãozinho francês, que faz parte das manhãs de tantos brasileiros, depende do trigo importado que sobe com a alta do dólar. Vamos supor que se compra um saco de trigo por 10 dólares. Com o dólar a R$ 4,40, o importador paga R$ 44 por cada saco. Com o dólar a R$ 4,60, esse valor sobe para R$ 46,00. Com o trigo mais caro, o dono da padaria tem duas opções: repassar para o consumidor com um aumento no preço ou diminuir o seu faturamento. E se a padaria fatura menos, o dono tem menos dinheiro para investir na contratação de funcionários ou na reforma do estabelecimento, por exemplo. Ou seja: o dólar mais alto impacta nos preços finais e nos investimentos realizados pela empresa.

Além do exemplo do pãozinho francês, esse exemplo serve para outros produtos que tem insumos importados, como automóveis, celulares, eletrônicos e produtos da indústria farmacêutica. Sendo assim, nos resta acompanhar os desdobramentos da epidemia para verificar se a correção do pânico vai acontecer no curto ou no médio prazo. E torcer para que a nossa economia volte a crescer de maneira mais sólida para atrair investimentos externos.

 

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