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Coronavírus e rumores: como você busca informaçãoem tempos de crise?

Escrito por Flávia Marques em 06/02/2020 | Atualizado em 07/02/2020

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As notícias sobre o novo coronavírus não param de se espalhar pelo mundo, assim como a própria epidemia, que começou em Wuhan, na China, e já atinge mais de 30 000 pessoas em 26 países. Mesmo para nós, jornalistas, que trabalhamos 24 horas por dia com informação, não é tarefa fácil acompanhar as atualizações de dados que mudam o tempo todo. Os números de pacientes infectados, as mortes registradas e os casos suspeitos aumentam dia após dia, e precisamos ficar atentos se quisermos oferecer informações precisas.

É natural que doenças como esta acabem virando assunto em todas as mídias e deixem a população em estado de alerta. Mas, se por um lado a facilidade de acesso à informação é interessante e permite que estejamos sempre atualizados, por outro, ficamos mais propensos a receber e compartilhar dados que não são verdadeiros. E, em situações de crise, disseminar informações falsas é muito pior. 

Na semana passada, enquanto os casos de coronavírus se multiplicavam, uma notícia sobre a doença respiratória começou a circular nos celulares dos brasileiros por correntes de WhatsApp. A mensagem citava o Hospital das Clínicas, na região central de São Paulo, e o Hospital São Domingos, de Catanduva, no interior paulista, trazendo falsas recomendações sobre como prevenir e tratar infecções. 

Segundo o texto, o próprio diretor do Hospital das Clínicas recomendava que a população comesse fígado de boi e tomasse chá de erva-doce para evitar contaminação pelo novo coronavírus. No entanto, as orientações feitas na mensagem não seguiam o padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os dois hospitais já informaram que não fizeram nenhum alerta do tipo. 

Aliás, para quem ainda tem dúvidas neste sentido, a OMS afirmou que ainda não existe medicamento para prevenir o contágio pelo novo coronavírus ou tratar seus efeitos. Desde que a China divulgou o material genético do novo vírus, no dia 10 de janeiro, cientistas de diversos países começaram a trabalhar em uma nova vacina, que ainda deve levar cerca de três meses para ficar pronta. O trabalho é mais complexo porque os vírus que causam doenças respiratórias, como o novo coronavírus, sofrem mutações o tempo todo, e as vacinas ficam ultrapassadas com muita facilidade.  

É fato que, neste momento, não faltam notícias desanimadoras: no domingo (2), a primeira morte fora da China, anunciada nas Filipinas, aumentou o pânico em torno da epidemia. O isolamento de Wuhan completou duas semanas e outras dezenas de cidades vizinhas também já estão com a sua rotina totalmente abalada. Cidadãos de diversos países estão se mobilizando para deixar o continente asiático - inclusive os brasileiros, que na última semana fizeram um apelo ao presidente Jair Bolsonaro e pediram ajuda para voltar ao país de origem. 

A China tem sido cada vez mais afastada do resto do mundo. Diversas companhias aéreas passaram a cancelar suas rotas para o país e, na Rússia, as fronteiras terrestres com a China já foram fechadas por determinação do primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, em uma tentativa de conter a expansão do coronavírus. 

Além do terrível sofrimento humano causado pela doença, o desempenho econômico também sofre consequências negativas com a nova epidemia. Depois de dez dias fechadas, as bolsas chinesas começaram a semana com uma queda de 8%, a maior registrada nos últimos cinco anos. E, por se tratar da segunda maior economia do planeta, os índices registrados na China geram impactos importantes no desenvolvimento de todas as nações - inclusive o Brasil, com quem os chineses sustentam fortes relações comerciais. 

Ao destacar todos os pontos negativos que envolvem este momento, meu intuito não é alimentar sentimentos de pessimismo ou desespero, mas, sim, chamar a atenção para uma questão: em tempos de crise, já existe confusão suficiente para gerar aflição e tornar a realidade de muitos mais difícil. Espalhar notícias falsas e contribuir para o aumento de informações desencontradas, mesmo que inocentemente, não nos aproxima de uma solução. 

Na era da informação, o leitor tem o privilégio da conexão rápida com os fatos, mas paga um preço por isso: é preciso filtrar dados todos os dias. Como você tem tratado as informações que recebe?

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