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Finanças

Em 2020, inadimplência sobe mais de 5% entre idosos. Entenda o porquê

Nos últimos meses, negativação recua no país, mas cresce entre consumidores de 65 a 84 anos. Especialista comenta as causas do problema e como se planejar para não cair na estatística

Escrito por Flávia Marques em 27.02.2020 | Atualizado em 28.02.2020

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Equilibrar as contas para não entrar no vermelho é um desafio para grande parte dos brasileiros. Hoje, cerca de 40% dos consumidores têm dívidas em atraso, de acordo com estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Ao todo, são mais de 61 milhões de pessoas negativadas, e uma parcela da população tem sido especialmente afetada pela inadimplência no Brasil: a terceira idade. 

Ainda segundo o SPC Brasil, no início do ano houve uma queda importante no volume de consumidores inadimplentes na faixa dos 18 aos 24 anos (-20,17%) e entre os que têm entre 25 e 29 anos (-10,08%). O contrário aconteceu entre os de idade mais elevada: a maior alta foi registrada entre os idosos de 65 a 84 anos, que apresentaram aumento de 5,35% no volume de negativados. 

Para Caio Katayama, especialista em finanças e fundador da Ótris Soluções Financeiras, o problema não está diminuindo, e sim, trocando de donos. “A redução da inadimplência no Brasil é uma informação falsa”, afirma. “O que temos hoje, na verdade, é uma transferência da inadimplência dos mais jovens para os consumidores mais maduros”, defende.

Inadimplência no Brasil: por que os idosos estão com mais dificuldades financeiras? 

O superendividamento da parcela mais velha da população tem origem em algumas questões, e o alto desemprego no país é uma delas: mais de 12 milhões de brasileiros encerraram 2019 sem ocupação. Na falta de emprego e com a renda reduzida, muitas famílias passam a ter a aposentadoria recebida pelos idosos como única receita. 

Leia também: 2,9 milhões procuram emprego há mais de dois anos. Como se recolocar? 

Katayama explica que, neste cenário, a inadimplência funciona em efeito cascata. “Com o mercado de trabalho desaquecido e mais exigente, muitos jovens enfrentam dificuldades para conseguir a primeira oportunidade profissional e acabam financeiramente dependentes dos pais”, comenta. “Com mais responsabilidades em um momento econômico complicado, esses pais também acabam se endividando e, muitas vezes, os avós desses jovens se compadecem e assumem mais despesas para ajudar a família”.  

Outra questão que merece atenção está relacionada aos golpes financeiros aplicados à terceira idade - especialmente entre idosos com menor índice de escolaridade. “Mais do que atrapalhar o bolso, estes crimes fazem com que os idosos percam qualidade de vida, fiquem estressados e preocupados em uma fase em que deveriam colher os frutos de trabalhos realizados durante anos”, comenta Caio Katayama. 

A fim de proteger esses consumidores e acabar com o problema que é comum no país, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) instaurou, no ano passado, uma instrução normativa para evitar que aposentados e pensionistas sejam vítimas de empréstimos fraudulentos e outras ações ilegais, como ligações insistentes para oferecer produtos financeiros.

Para não cair na estatística 

Além dos fatores externos, como o desemprego e ofertas que contribuem para o mau endividamento, outro ponto fundamental merece atenção dos idosos que não desejam entrar na lista de inadimplentes: o planejamento financeiro

Engana-se quem pensa que na terceira idade é permitido se deixar levar por pensamentos imediatistas na hora de consumir. Em qualquer fase da vida, acompanhar de perto os hábitos financeiros e organizar as contas é fundamental. Para obter sucesso neste sentido, determinadas atitudes são importantes. Com a ajuda do especialista Caio Katayama, o Exponencial destacou algumas delas. Veja: 

Estabeleça prioridades para reduzir gastos 

A faltas de priorização é um dos grandes motivadores do superendividamento, que leva à inadimplência. O primeiro passo para manter as contas - e a tranquilidade - em dia na terceira idade é observar quais tipos de despesas são, de fato, necessárias. “Itens como moradia, alimentação, higiene, transporte e educação sempre serão fundamentais, enquanto os outros podem ser reavaliados”, explica Caio. 

Reserve parte do orçamento 

Depois de entender quais são as suas reais necessidades e excluir do orçamento tudo o que não agrega valor à sua vida, sobra algum dinheiro, e ele deve ser reservado. Na terceira idade, é comum que o consumidor não valorize a composição de uma reserva financeira, mas imprevistos e novas aquisições - como uma viagem legal, a compra de um item para casa ou qualquer outra conquista desejada por muito tempo - ainda fazem parte da realidade. “Procure guardar 10% da sua renda logo que receber o seu pagamento”, aconselha Caio. 

Invista em aplicações 

O caminho inverso ao superendividamento é o dos investimentos, que garantem uma tranquilidade maior no período de aposentadoria. Para o especialista, os fundos de Previdência estão entre os mais rentáveis do país e são seguros. “Procure por fundos PGBL e VGBL, que têm tributação reduzida e representam boas opções, pois permitem saque imediato”, aconselha. 

Para uma velhice mais tranquila, educação financeira deve começar cedo

Pode parecer estranho dizer que cuidar dos hábitos na infância é o segredo para uma vida financeira mais organizada na terceira idade. Mas a afirmação é real, já que a personalidade e modelo de tomada de decisões começam a ser formados na infância. 

“Neste momento, é dever das famílias começar a apresentar às crianças alguns conceitos econômicos mais simples, como a importância de guardar para ter depois, pesquisar e comparar valores e negociar”, comenta Caio. “Uma criança que não entende o valor do dinheiro nesta fase da vida dificilmente conseguirá compreender depois, e pode acabar se tornando um adulto - e um idoso - com problemas financeiros”. 

Leia também: O que a Turma da Mônica pode ensinar sobre educação financeira?

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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