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Economia

Para especialista, Dia do Consumidor beneficia setores pontuais

Comemorado em 15 de março, o Dia do Consumidor vem ganhando cada vez mais espaço no varejo brasileiro. Quais são os reais impactos da data comemorativa para a economia?
Escrito por Elaine Ortiz em 12.03.2020 | Atualizado em 12.03.2020
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O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor é celebrado no mundo desde 1985, mas tem ganhado relevância para o comércio online e offline no Brasil somente nos últimos dois anos. Alguns entusiastas consideram a data tão importante quanto a já tradicional Black Friday. No entanto, a escalada ainda está em processo inicial e há muito espaço para a festividade crescer. 

Ainda assim, em 2019 o Dia do Consumidor movimentou cerca de 258 milhões de reais no país, representando um dos maiores picos de venda do primeiro semestre, com um salto de intenções de compra de 26% em 2018 para 46% em 2010, de acordo com levantamento realizado pela ShopFully. Para efeito de comparação, a Black Friday do ano passado quebrou todos os recordes e junto com a Cyber Monday movimentou 5,96 bilhões de reais somente no e-commerce. 

Mas, assim como em outras datas comemorativas, as compras durante o Dia do Consumidor devem ser acompanhadas de consciência. “O bolso do consumidor é um só para tanta data”, diz Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo. “Por preceder grandes eventos como Black Friday, Natal, São Paulo Week, Carnaval e volta às aulas, o Dia do Consumidor acaba não sendo tão relevante em termos de aumento de vendas”, explica.

Como surgiu o Dia do Consumidor? 

A ONU escolheu o dia 15 de março como o Dia Mundial do Direito do Consumidor por conta de um discurso histórico feito em 1962 pelo então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy. Em sua fala, ele reforçou a importância de quatro princípios básicos dos direitos e interesses dos consumidores: direito à segurança, à informação, à escolha e o direito de ser ouvido. Duas décadas após o discurso, em 1985, a Assembleia Geral das Nações Unidas definiu 15 de março como o Dia Mundial do Direito do Consumidor. 

No Brasil, esses direitos estão previstos no Código do Consumidor, na Lei n° 8 078 de 11 de setembro de 1990, que entrou em vigor no mês de março do ano seguinte. Entre algumas medidas apresentadas pela lei, está a criação do Procon - Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, presente em todos os estados brasileiros. 

O Dia do Consumidor no Brasil 

No Brasil, 15 de março é o dia que abre uma semana inteira de promoções e oportunidades de descontos bastante atraentes para os consumidores. Comércios de todos os setores apostam na data, mas alguns específicos têm maiores chances de obterem êxito.

“O comércio têm duas formas de venda importantes: a compra programada, em que a pessoa compra porque precisa, e a compra de impulso, quando o consumidor compra porque viu aquilo naquele momento e o que o atraiu foi um estímulo visual, de impulso”, explica Solimeo. “No Dia do Consumidor, este segundo perfil é o que tem mais chance de ter um bom desempenho”, acrescenta. 

Vale a pena esperar a data para comprar? 

Em período de datas comerciais, o consumidor precisa de atenção dobrada para ser seduzido por ações promocionais que não sejam, de fato, vantajosas. No entanto, aguardar a chegada da data pode ser uma opção interessante para aqueles que estão planejando uma aquisição há algum tempo. “Quem precisa comprar algo e puder esperar até o dia 15 pode fazê-lo”, aconselha Marcel. “É possível encontrar boas promoções e economizar”. 

Com a ajuda do especialista, o Exponencial listou algumas dicas para aproveitar o período e fazer boas compras. Confira, a seguir: 

1 - Desconfie de preços muito baixos 

Mesmo em época de ações promocionais, algumas ofertas são muito agressivas e merecem um olhar mais cuidadoso do consumidor. Para as compras em lojas físicas, fique atento à qualidade dos produtos e seu estado de conservação. Em alguns casos, as datas comerciais são transformadas em oportunidades para desencalhar estoques que estão há muito tempo nas lojas - o que pode prejudicar o funcionamento ou a qualidade do produto. 

No ambiente virtual, os baixos preços também podem ser utilizados para atrair consumidores a fraudes. Fique atento à escolha da loja: pesquise a reputação da empresa responsável pelo anúncio e não compre em sites desconhecidos. Por trás destes links, pode haver riscos de roubo de dados, senhas e informações sigilosas armazenadas no dispositivo do usuário. 

2 - Avalie ofertas em canais compartilhados 

Ainda para evitar fraudes, é recomendável que o consumidor dê preferência para acessar os sites das lojas digitando o endereço do site, e não por meio de links recebidos ou divulgados nas redes sociais. Esta é outra maneira de aumentar a segurança de acesso. 

Além disso, escolha sempre uma solução completa de segurança para o dispositivo: um bom antivírus pode ajudar a barrar ações criminosas na rede. 

3 - Compare preços antes de comprar 

Em meio à rotina corrida, muitos consumidores caem no erro de não comparar preços antes de fazer uma compra. O equívoco é ainda mais comum em datas comemorativas, quando aumentam as chances de sermos atraídos por ofertas de produtos que, em algumas situações, nem precisamos. 

Mas a boa e velha pesquisa continua sendo fundamental: além de evitar que se pague mais caro por um produto, ela é uma estratégia que dificulta as compras por impulso, vilãs da organização financeira. 

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.

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